A Matemática Está em Tudo!

A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia deste ano traz a matemática em destaque. Com o lema "A Matemática está em tudo!", a SNTC está antecipando dois dos maiores eventos com este tema que acontecerão no Brasil nos próximos anos e formarão o Biênio da Matemática 2017-2018. Parece que a natureza  não quis ficar de fora das comemorações da SNTC e espontaneamente resolveu marcar  sua presença com a borboleta Diaethria clymena, mais conhecida como borboleta 88. Esse nome é em referência ao padrão característico na parte inferior das asas posteriores de muitas delas. O padrão consiste de pontos pretos rodeados por linhas pretas e brancas concêntricas, e normalmente parecem com os números “88” ou “89”

A Matemática foi escolhida como tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) de 2017, que acontece de 23 a 29 de outubro em todo o país. A escolha baseia-se no fato de que dois dos maiores eventos com este tema acontecerão no Brasil nos próximos anos. Juntos, eles formam o Biênio da Matemática 2017-2018 e reforçam a SNCT 2017. O lema deste ano é "A matemática está em tudo!"
A SNTC foi criada em 2004 e é realizada sempre no mês de outubro sob a coordenação do MCTIC, por meio da Coordenação-Geral de Popularização e Divulgação da Ciência (CGPC/SEPED) e conta com a colaboração de secretarias estaduais e municipais, agências de fomento, espaços científico-culturais, instituições de ensino e pesquisa, sociedades científicas, escolas, órgãos governamentais, empresas de base tecnológica e entidades da sociedade civil. A SNCT tem o objetivo de aproximar a Ciência e Tecnologia da população, promovendo eventos que congregam centenas de instituições a fim de realizarem atividades de divulgação científica em todo o País. 
Este ano tive a oportunidade de participar da SNTC como voluntário nas atividades do Borboletário do Museu da Vida que fica no campus da Fiocruz no Rio de Janeiro. nunca tinha entrado no borboletário e fiquei maravilhado com a experiência.  O espaço de 84m² reproduz o habitat natural das borboletas e abriga cerca de 100 exemplares de quatro espécies que podem ser encontradas em diferentes áreas tropicais do continente americano: olho-de-coruja (Caligo illioneus), borboleta-brancão (Ascia monuste), ponto-de-laranja (Anteos menippe) e júlia (Dryas julia)
Os borboletários são um tipo de zoológico exclusivo para a criação de diversas espécies de borboletas e suas fases de vida (ovo, lagarta, pupa e adulto). Os borboletários costumam ser abertos ao público, consistindo numa estrutura semelhante a uma estufa, diferenciando-se dessa por ser envolta por telas, geralmente dispondo de portas duplas para garantir a permanência das borboletas ali dentro. Indivíduos adultos podem ser vistos voando dentro de estruturas teladas semelhantes a casas de vegetação agrícola, enquanto as formas jovens são criadas em salas separadas. Borboletários, além de expor, possibilitam identificar e avaliar várias espécies, observando seus aspectos biológicos e possível criação massal, além de manutenção de populações que não ocorrem em todas as estações.
O primeiro borboletário do mundo foi criado em 1976 em Guernsey, uma ilha no Canal da Mancha. O responsável foi Mr. David Lowe, que teve a idéia de alugar uma estufa que estava abandonada e adquirir borboletas vivas. Ele acabou criando a primeira exposição de borboletas ao vivo do mundo. Tornaram-se muito populares na Inglaterra, devido ao amor do povo pelas estufas.
No Brasil existem dois grupos de borboletários: os públicos e os privados. O maior borboletário público do Brasil fica no Pará e se chama Mangal das Garças. Foi inaugurado em 2005, resultado da revitalização de uma área de cerca de 40 mil metros quadrados às margens do Rio Guamá, nas franjas do centro histórico de Belém. Já o maior borboletário privado do Brasil encontra-se na cidade de São Paulo. Inaugurado em março de 2015, o Águias da Serra Borboletário faz parte de um dos roteiros do Polo de Ecoturismo de São Paulo.
Mas, o que tem a ver borboletários com a matemática? Talvez, nada. Porém, como a matemática está em tudo, ela resolveu marcar sua presença nas asas de uma espécie rara de borboleta. Estou me referindo à borboleta 88, cujo nome científico é Diaethria clymena ( família Nymphalidae). Seu nome popular é devido aos arabescos existentes no lado ventral das asas posteriores, que formam esse número. Voa em locais abertos e iluminados, muitas vezes em busca de frutos caídos e sais. A borboleta 88 pode ser encontrada em diversos países da América do Sul, inclusive no Brasil, e no México. Quem visita Foz do Iguaçu, por exemplo, costuma encontrá-las. A Diaethria clymena é uma borboleta pequena, branca e preta com detalhes vermelhos e toques de azul. 
Ela foi descoberta por Pieter Cramer em 1775. A envergadura das suas asas varia entre 30 a 40 milímetros. Normalmente são chamadas de “oitenta-e-oito” em referência ao padrão característico na parte inferior das asas posteriores de muitas delas. O padrão consiste de pontos pretos rodeados por linhas pretas e brancas concêntricas, e normalmente parecem com os números “88” ou “89”.
As borboletas são insetos constantemente confundidos com mariposas. Ambas fazem parte da ordem  Lepidoptera, que significa asas escamosas. O nome deriva das escamas que caem das asas em forma de pó quando tocadas. As diferenças entre borboletas e mariposas se dividem entre comportamento e anatomia. As mariposas são, em sua maioria, noturnas. Voam e se alimentam à noite. As borboletas, por sua vez, realizam suas atividades durante o dia.
Recentemente outro inseto foi relacionado com questões matemáticas: as abelhas. Cientistas australianos relataram a surpreendente capacidade das abelhas de compreender o conceito do zero. O zero é um número que até as crianças têm dificuldade em aprender, mas a equipe de cientistas da Universidade RMIT de Melbourne, na Austrália, descobriu que o pequeno cérebro das abelhas não as impede de entender o conceito da falta absoluta de quantidade.
Para saber mais, clique nos links acima.

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