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A Era dos Biossensores Eletrônicos

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Biossensor produzido pela empresa japonesa Seta como acessório do ‘video game’ Nintendo 64 para o jogo Tetris 64. O dispositivo mede a frequência cardíaca do usuário e, com base nesses dados, aumenta ou diminui a velocidade do jogo. 
O termo popularmente conhecido como eletrônica – e seus derivativos com os prefixos ‘micro’ e ‘nano’ – abrangia originalmente um conjunto de dispositivos à base de silício ou, mais geralmente, à base de semicondutores inorgânicos. Mas o privilégio desses materiais começou a ser ameaçado em meados dos anos 1970, quando o químico estadunidense Alan MacDiarmid (1927-2007), o químico japonês Kideki Shirakawa (1936-), o físico estadunidense Alan J. Heeger (1936-) e seus colaboradores descobriram os polímeros condutores. Pela façanha, os três ganharam o Prêmio Nobel de Química de 2000 e abriram as portas para o que é hoje conhecido como eletrônica molecular ou orgânica. Um dos primeiros biossensores eletrônicos foi inventado pelo bioquímico estadunidense Leland…

"Vaquinha Virtual" Em Prol da Ciência

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Cientistas estão apelando para uma espécie de "vaquinha" virtual --o "crowdfunding", em que usuários contribuem com pequenas parcelas para financiar um projeto-- para dar continuidade a seus experimentos.Você concorda com isso?
Em tempos de verbas de pesquisa cada vez mais magras, cientistas estão apelando para uma espécie de "vaquinha" virtual --o "crowdfunding", em que usuários contribuem com pequenas parcelas para financiar um projeto-- para dar continuidade a seus experimentos. O movimento ganhou força há cerca de dois meses, com o lançamento do Petridish, uma plataforma específica para financiar ciência. Com ar descolado e fácil de usar, o site já atraiu dezenas de pesquisadores. O Petridish --ou placa de Petri, instrumento comum nos laboratórios-- é voltado só para ciência, mas há outros para tecnologia e inovação, além dos mais gerais. Depois do cadastro, cria-se uma página com a descrição do projeto, a metodologia de pesquisa, os objet…

Mudança no Perfil Epidemiológico das Populações Indígenas

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Mais de 50% da população indígena feminina já sofre com a obesidade
Mudança epidemiológica tem levado para as aldeias do país problemas como obesidade, hipertensão arterial e diabetes

Segundo dados do Censo 2010, hoje no Brasil vivem mais de 800 mil índios (cerca de 0,4% da população brasileira), distribuídos em 688 terras indígenas e algumas áreas urbanas. Os números não mensuram os dados que consideram a mais recente característica dessa população: o perfil epidemiológico e nutricional dos povos indígenas vive um cenário de transição.
Alterações nos padrões alimentares e de atividade física têm provocado drásticas transformações na saúde desse grupo, levando para as aldeias problemas como obesidade, hipertensão arterial e diabetes. A afirmação faz parte dos resultados do 1º Inquérito Nacional de Saúde e Nutrição dos Povos Indígenas, uma realização da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e da Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco), com o apoio do Ministério…

Mensageiros? Que Nada!

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Como o pombo-correio sabe para onde ele deve levar a mensagem?  Neurofisiologista diz tratar de uma estratégia adaptativa. Os pombos-correio possuem uma moradia fixa e procuram sempre voltar para esse abrigo, onde encontram proteção, alimento e os membros de seu bando

O pombo-correio não leva uma mensagem espontaneamente a um determinado destino, como muita gente pensa. Ao invés disso, ele é transportado de seu local de origem até um certo ponto de partida, de onde ele saberá como retornar à sua casa. "É um mecanismo natural que ele tem. Trata-se de uma estratégia adaptativa, ou seja, um resultado da seleção natural. Alguns animais são nômades, outros, migratórios. Já os pombos-correio possuem uma moradia fixa e procuram sempre voltar para esse abrigo, onde encontram proteção, alimento e os membros de seu bando", diz o professor Ronald Ranvaud, que ministra as disciplinas de Neurofisiologia e Ciências Cognitivas no Departamento de Fisiologia e Biofísica do Instituto de Ciênc…

Será o Fim da Picada?

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Pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology desenvolveram um novo dispositivo capaz de injetar medicamentos sem o uso de agulhas hipodérmicas. Pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, desenvolveram um novo dispositivo capaz de injetar medicamentos sem o uso de agulhas hipodérmicas. A abordagem, que entrega um líquido por meio de um jato de alta velocidade que rompe a pele com a velocidade do som, permite entregar vários medicamentos simultaneamente, melhora a adesão dos pacientes e reduz o risco de picadas acidentais. Nas últimas décadas, os cientistas desenvolveram várias alternativas para agulhas hipodérmicas. Por exemplo, adesivos de nicotina que lentamente liberam drogas através da pele. No entanto, essas opções só podem liberar pequenas moléculas de droga para passar através dos poros da pele, limitando o tipo de medicamento que pode ser entregue. Para permitir a entrega de drogas baseadas em grandes proteínas, os investigadores…

Seguindo a Nossa Pegada Ecológica

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A Pegada Ecológica traça uma comparação entre o consumo humano e a capacidade da natureza de suportá-lo. O resultado dessa conta é o indicador do impacto ambiental que cada um exerce sobre o planeta.
A pegada ecológica de um país, de uma cidade ou de uma pessoa, corresponde ao tamanho das áreas produtivas de terra e de mar, necessárias para gerar produtos, bens e serviços que sustentam determinados estilos de vida. Em outras palavras, a Pegada Ecológica é uma forma de traduzir, em hectares (ha), a extensão de território que uma pessoa ou toda uma sociedade “utiliza”, em média, para se sustentar. Para calcular as pegadas foi preciso estudar os vários tipos de territórios produtivos (agrícola, pastagens, oceano, florestas, áreas construídas) e as diversas formas de consumo (alimentação, habitação, energia, bens e serviços, transportes e outros). As tecnologias usadas, os tamanhos das populações e outros dados, também entraram na conta. Cada tipo de consumo é convertido, por meio de tabe…

Aves à Vista

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Associação nacional recém-criada promete facilitar a vida dos adeptos da observação de pássaros na natureza, bem como estimular essa prática e a preservação de ecossistemas no país.
Há quem viaje longas distâncias com o objetivo exclusivo de avistar pássaros em liberdade. Ornitólogos e entusiastas dessa prática podem contar agora com uma entidade nacional que pretende criar instrumentos para estimular, facilitar e difundir a atividade no país. Inaugurada em outubro de 2011, a Associação Brasileira de Observadores de Aves(Aboa) já reúne mais de 600 membros. Estranhamente, o Brasil ainda não tinha uma instituição de âmbito nacional com esse propósito – mesmo sendo o segundo país com maior biodiversidade de aves no mundo. As iniciativas resumiam-se a grupos regionais com limitada atuação e, em geral, pouca estrutura.
A ideia, embora concretizada somente no ano passado, já vinha sendo discutida desde 2010, quando o ornitólogo SandroVon Matter lançou Ornitologia e conservação: ciência apli…