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O Recordista em Observação de Aves

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O holandês Arjan Dwarshuis (30 anos) ostenta um recorde sonhado por quase todos os ornitólogos do mundo: ser a pessoa que avistou ou reconheceu pelo canto o maior número de espécies de aves ao longo de um ano. Nos EUA e no Canadá existe uma competição informal entre observadores de aves conhecida como "O Grande Ano" (The Biggest Year). O grande ano de Dwarshuis lhe rendeu o registro de 6.841 especies – o que dá uma média de 18 aves por dia-, superando em 799 o registro anterior, obtido por Noah Strycker em 2015. O Grande Ano é a maior competição ornitológica do planeta e já foi tema de filme.
O holandês Arjan Dwarshuis (30 anos) ostenta um recorde sonhado por quase todos os ornitólogos do mundo: ser a pessoa que avistou ou reconheceu pelo canto o maior número de espécies de aves ao longo de um ano. Seu "Grande Ano" (The Biggest Year) lhe rendeu o registro de 6.841 especies – o que dá uma média de 18 aves por dia-, superando em 799 o registro anterior, obtido por No…

Como as Bactérias Se Dividem ao Meio?

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Pesquisadores de universidades norte-americanas conseguiram dar mais um passo na compreensão do mecanismo de divisão binária das bactérias. Usando técnicas sofisticadas de observação microscópica, os cientistas conseguiram observar em detalhe o processo de divisão celular de bactérias da espécie Escherichia coli. O novo estudo publicado na revista Science revelou o intrigante mecanismo que possibilita as bactérias se partirem ao meio e originarem dois descendentes. 
Pesquisadores das Universidades de Harvard, Indiana, Newcastle e Delft conseguiram dar mais um passo na compreensão do mecanismo de divisão binária das bactérias. Graças às técnicas sofisticadas de observação microscópica, os cientistas conseguiram observar em detalhe o processo de divisão celular, o que pode durar cerca de 10 ou 15 minutos no caso das bactérias da espécie Escherichia coli. Um novo estudo publicado esta semana na revista Science revelou o intrigante mecanismo que possibilita as bactérias se partirem ao mei…

As Fêmeas No Controle

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As fêmeas do lagarto-rabo-de chicote ( gênero Aspidoscelis), que habitam a região compreendida entre o México e o sudoeste dos EUA, se procriam por partenogênese, uma forma de reprodução assexuada que é caracterizado pelo desenvolvimento e crescimento de um embrião sem a fertilização. Além disso, nesta espécie é observado um ritual de acasalamento incomum: uma das fêmeas simula o papel do macho, "montando" na parceira, que a morde. Este ato sexual, aparentemente sem nenhuma relação com a questão reprodutiva dos animais, no entanto, tem implicações sensíveis na procriação destas espécies.
Desde a década de 1960 que os cientistas sabem que as fêmeas de lagartos da família Teiidae não precisam dos machos para se reproduzir. As fêmeas do lagarto-rabo-de chicote (gênero Aspidoscelis), por exemplo, que habitam a região compreendida entre o México e o sudoeste dos Estados Unidos, se procriam por partenogênese, uma forma de reprodução assexuada que é caracterizado pelo desenvolvimen…

Beija-Flores e Urubus no Imaginário das Populações Latinoamericanas

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Pesquisadora presta uma grande contribuição à etnoornitologia por meio de um trabalho bonito e exaustivo com uma profunda referência bibliográfica. Nicole Sault estuda populações tradicionais do México, Costa Rica e Peru e as respectivas percepções sobre urubus e beija-flores no que diz respeito à vida e morte. Os beija-flores e os urubus são centrais para a organização social dessas sociedades nas Américas por sua capacidade de expressar a dualidade percebida no mundo como complementar, transformando dia e noite ou cura e doença.
Nicole Sault, pesquisadora do Sally Glean Center for the Avian Arts, presta uma grande contribuição à etnoornitologia por meio de um trabalho bonito e exaustivo, publicado no Journal of Ethnobiology, acrescido de uma profunda referência bibliográfica. Sault estuda populações tradicionais do México, Costa Rica e Peru e as respectivas percepções sobre urubus e beija-flores no que diz respeito à vida e morte. Os beija-flores e os urubus são centrais para a organ…

Bonitinhos, Mas Ordinários

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Um inimigo da biodiversidade dos mares. De aparência exuberante o coral-sol (Tubastraea sp) é uma espécie invasora que não ilude os pesquisadores da vida marinha ao longo da costa brasileira. Desde 2013 os pesquisadores realizam expedições para a retirada das colônias de corais-sol do fundo do mar no arquipélago de Alcatrazes (SP). Na Baía de Ilha Grande, no Rio de Janeiro, onde chegou na década de 1980 aderida a plataformas de petróleo, a espécie invasora se espalhou de uma maneira que não pode mais ser controlada
De aparência exuberante, o coral-sol (Tubastraea sp) é uma espécie invasora que não ilude os pesquisadores da vida marinha ao longo da costa brasileira. Desde 2013 os pesquisadores realizam expedições para a retirada das colônias de corais-sol do fundo do mar no arquipélago de Alcatrazes, que fica a 43 km da costa da cidade de São Sebastião em São Paulo.  Os corais que vêm surgindo em Alcatrazes pertencem a duas espécies: Tubastraea tagusensis, de origem equatorial, e Tuba…

A "Sala das Moscas" de Thomas Morgan

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Para acrescentar novos elementos aos estudos sobre os fatores hereditários postulados por Mendel, o cientista estadunidense Thomas H. Morgan (1866-1945) montou em seu laboratório uma sala das moscas. A sala consistia numa coleção de garrafas de leite tapadas com estopa que servia como criadouro de moscas da espécie Drosophila melanogaster, mais conhecidas como moscas-das-frutas. A “Sala das Moscas” teve grande importância para história da biologia onde conseguiram esclarecer vários fatos da ciência como herança ligada ao sexo, mapeamento gênico, epistasia e os alelos múltiplos. 
A história do desenvolvimento científico nem sempre está permeada de descrições de laboratórios glamurosos, impecáveis e automatizados. Nas primeiras décadas do século 20, o zoólogo estadunidense Thomas Hunt Morgan (1866-1945) fez uma série de estudos buscando resposta para um dos grandes problemas científicos daquela época: encontrar os "fatores hereditários" postulados pelo monge agostiniano Gregor…

O Pterossauro Gigante da Transilvânia

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Fósseis de um pterossauro gigante encontrado por pesquisadores britânicos na Transilvânia (Romênia) sugerem que esses animais voadores eram bem diversificados. Ao contrário dos pterossauros comuns, estes possuíam um pescoço curto e grosso, com ossos largos e esponjosos, o que lhes conferiam uma aparência mais forte; a boca era bem maior do que a dos outros pterossauros, o que lhe permitia devorar presas bem maiores, além de uma musculatura e de asas e pernas muito mais fortes
Pesquisadores britânicos encontraram fósseis de um pterossauro gigante na região da Transilvânia na Romênia. Segundo eles, o pterossauro achado é bem diferente dos outros já descobertos ao redor do mundo. Batizado de Hatzegopterix ( família Azhdarchidae), o fóssil é bastante diferente dos demais: tem um pescoço curto e grosso, com ossos largos e esponjosos, o que lhe confere uma aparência mais forte; a boca era bem maior do que a dos outros pterossauros, o que lhe permitia devorar presas muito maiores, além de um…