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A História Evolutiva dos Gatos

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De acordo com um novo estudo, feito com base em análises de DNA antigo, os gatos evoluíram para os animais que conhecemos hoje graças a várias ondas de domesticação e a contribuição do povo do Egito e do Oriente Médio. O estudo, conduzido pela Universidade de Louvain (Bélgica), analisou o DNA de cerca de 200 gatos entre 100 e 9.000 anos de idade e revelou que a população de gatos começou a se dispersar durante o período neolítico. De acordo com a análise dos cientistas, os gatos foram domesticados pelos primeiros agricultores no Oriente Médio há aproximadamente 10.000 anos. As análises revelaram também que todos os gatos domésticos são descendentes do gato-selvagem-africano (Felis silvestris lybica)
Embora a relação entre humanos e gatos seja muito antiga, estes últimos tiveram a sua domesticação relativamente tardia em comparação com os cães. Um novo estudo, conduzido pela Universidade de Louvain (Bélgica), analisou o DNA de cerca de 200 gatos entre 100 e 9.000 anos de idade e rev…

Uma Ciência Que Não Se Reproduz

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Uma pesquisa recente publicada pela Nature revelou que 90% dos cientistas reconhecem que existe uma crise de reprodutibilidade na ciência. Um grupo de pesquisadores dos EUA, Reino Unido e Holanda assinou nesta semana um manifesto para que a ciência recupere parte de sua credibilidade e confiabilidade perdidas por conta da dificuldade em se reproduzir os experimentos científicos na atualidade. Segundo uma análise, ressalta o manifesto, 85% dos esforços dedicados à pesquisa biomédica “acabam sendo desperdiçados”. “São estudos que nunca chegam a ser aplicados na clínica ou são feitos de uma forma negativa". Na gravura, uma exibição pública de um experimento do renomado físico Michael Faraday (1791-1867)
Uma pesquisa recente publicada pela Nature revelou que 90% dos cientistas reconhecem que existe uma crise de reprodutibilidade na ciência. Isso se deve em parte porque a forma de se produzir conhecimento na atualidade mudou tanto que seria quase irreconhecível para os grandes cientis…

O Primeiro Bug em um Computador da IBM

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O primeiro “bug” (inseto, em inglês) de computador ocorreu em 1945 numa máquina Harvard Mark II da IBM e foi provocado por um inseto de verdade. Uma mariposa entrou pela janela e entrou na máquina Mark II, na universidade de Harvard e travou todo o sistema. O fato ganhou notoriedade porque o técnico que descobriu a mariposa e a retirou da máquina, anexou o inseto ao seu relatório (foto). Apesar de provavelmente ter espalhado o termo bug na computação, a palavra já era usada como “erro” ou “problema” desde os tempos da Revolução Industrial. Mas o bug mais famoso e caro da história da informática foi a ameaça do Bug do Milênio na virada de 1999 para o ano 2000.
O primeiro “bug” (inseto, em inglês) de computador ocorreu em 1945 numa máquina Harvard Mark II da IBM (sigla para International Business Machines) e foi provocado por um inseto de verdade. Uma mariposa entrou pela janela e entrou na máquina Mark II, na universidade de Harvard e travou todo o sistema. O inseto foi descoberto por …

As Conexões Cerebrais da Monogamia

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Uma equipe internacional de pesquisadores norte-americanos identificou pela primeira vez as conexões que ocorrem nas áreas de recompensa do cérebro de roedores silvestres, responsáveis pelo seu comportamento monogâmico. Os animais estudados são conhecidos por ser um dos poucos mamíferos socialmente monogâmicos, ou seja,  aqueles que permanecem com o mesmo parceiro pelo resto da vida. De acordo com a equipe, durante a formação deste vínculo afetivo , o córtex pré-frontal -uma área envolvido na tomada de decisão-  ajuda a controlar as oscilações rítmicas dos neurônios no núcleo accumbens.
Uma equipe internacional de pesquisadores, liderados pela Universidade de Emory nos Estados Unidos, analisou as conexões que ocorrem nas áreas de recompensa do cérebro de roedores silvestres da espécie Microtus ochrogaster para entender o comportamento monogâmico destes animais.  As ratazanas-das-pradarias, como estes roedores são chamados, permanecem com o mesmo parceiro durante toda a vida. São conhe…

Frankenstein e o Veganismo de Mary Shelley

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Escritora britânica Mary Shelley, criadora do monstro de Frankestein, um dos personagens mais emblemáticos da literatura mundial teve uma vida pautada pelo vegetarianismo. Desde cedo, Mary foi incentivada por seus familiares e amigos a entender que o consumo de carne dependia do sofrimento animal.O estilo vegano da escritora está refletido no seu personagem maior que, apesar de sua aparência monstruosa, se alimentava estritamente de bagas e oleaginosas, não de carne, já que ele não via sentido nem necessidade em matar animais para se alimentar.
“Não tenho que matar o cordeiro e a cabra para saciar o meu apetite. Bolotas e bagas são o suficiente para a minha alimentação. Minha companheira vai ser da mesma natureza que a minha, e vai se contentar com o mesmo que eu. Faremos a nossa cama de folhas secas; o sol vai brilhar sobre nós da mesma forma que brilha sobre os homens, e ele vai amadurecer a nossa comida. A imagem que apresento a vocês é humana e pacífica.” Esta passagem carregada d…

Orangotangos Mamam Até os 8 anos ou Mais

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Uma equipe internacional de pesquisadores reconstruiu a história alimentar de orangotangos silvestres a partir dos níveis de bário encontrados nos dentes desses animais e constataram que alguns orangotangos imaturos podem mamar até os oito anos de idade ou mais, o que excede a idade máxima de desmame relatado em outros primatas não-humanos. Eles verificaram a presença de padrões cíclicos de lactância, determinados pela disponibilidade de alimentos sólidos como frutas e de outros fatores ambientais que afetam o período de amamentação dos orangotangos 
Devido às dificuldades em se estudar o comportamento dos orangotangos em seu ambiente natural, os cientistas estão reconstruindo a história da dieta alimentar de orangotangos silvestres usando os dentes desses animais como biomarcadores. Partindo desta metodologia, uma equipe de pesquisadores da Escola de Medicina Icahn do Hospital Monte Sinai dos Estados Unidos e da Universidade de Griffith da Austrália, descobriu que alguns orangotangos…

Álcool e Jornalismo Científico: Uma Mistura Perigosa

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Uma  declaração mal interpretada de um pesquisador contribuiu para difundir a ideia equivocada que a cerveja teria efeitos analgésicos muito superiores ao do paracetamol. Diversos meios de comunicação deram a notícia distorcendo o conteúdo presente no artigo científico que originou a matéria e as redes sociais se encarregaram de propagar o erro. Na verdade, os autores estavam mostrando no estudo que o álcool é um analgésico eficaz que induz uma redução clinicamente relevante em testes de dor, o que  poderia explicar seu uso indevido por pessoas com dor crônica, apesar das possíveis consequências sobre a saúde a longo prazo
Na semana passada, compartilhei na minha página pessoal no Facebook um link para uma matéria de um site espanhol chamado Xataka Ciência, a qual destacava os efeitos analgésicos da cerveja. Ao ver o título sensacionalista " Te duele algo? Tómate una copa, uno dos los mejores analgésicos" ("Algum coisa te dói? Toma um copo de um dos melhores analgésic…