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"Chô, Chô! Passarinho!": Quando a Geopolítica Interferiu no Trabalho de um Cientista

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Preso em 1942 pela política do Estado Novo de Vargas, o ornitólogo alemão Helmut Sick (1910-1991) passou o seu tempo no cárcere se dedicando aos estudos de ciências naturais. Na prisão, Sick descreveu 11 espécies novas de cupins e, da sua cela mesmo ou do pátio durante os banhos de sol, conseguiu reunir informações suficientes para depois publicar dois trabalhos científicos: um  sobre o andorinhão-estofador (Panyptila cayennensis) e outro sobre o chupim (Molothrus bonariensis). Atualmente, os trabalhos de Sick são as principais referências para os estudos da ornitologia brasileira.

Em 1939, aos 29 anos, dois após concluir seu doutorado sobre a “estrutura funcional da pena das aves”, o zoólogo alemão Heinrich Maximilian Friedrich Helmut Sick (1910-1991) desembarcou no Rio de Janeiro, como assistente do ornitólogo Adolf Schneider numa expedição do Museu de História Natural da Universidade de Berlim. As boas relações que o Brasil mantinha com a Alemanha antes do estopim da Segunda Guerra…

Projeto Viroma Global

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Representado pela Fiocruz, Brasil participa do Projeto Viroma Global (PVG), uma iniciativa internacional que propõe identificar e caracterizar os vírus com potencial de risco, gerando conhecimento que possibilite prever as próximas epidemias e mitigar seus danos. Estudos recentes estimam que o mundo conhece apenas 1% dos vírus que podem causar doenças. Mudanças demográficas e ambientais, além do mercado global e trânsito internacional de pessoas, contribuem para o aumento e propagação de vírus novos e reemergentes, como HIV, ebola, Mers, síndrome respiratória aguda grave (SARS), dengue, chikungunya, zika etc.
Com o objetivo de identificar e caracterizar os vírus com potencial de risco, gerando conhecimento que possibilite prever as próximas epidemias e mitigar seus danos foi lançado este o ano o Projeto Viroma Global (PVG), uma iniciativa internacional que propõe uma estratégia absolutamente diversa da que tem sido adotada ao combate dos riscos virais. O PVG se baseia na estimativa de…

Formigas Socorristas

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Um estudo recente revelou que formigas africanas matabele (Megaponera analis) socorrem as companheiras feridas nas operações de caça a cupins e cuidam delas até que recuperem totalmente a saúde. Após resgatar as companheiras feridas em combate e levá-las para a colônia, as formigas atuam como equipes médicas, reunindo-se em torno das pacientes para lamber seus ferimentos de forma "intensa." Sem esse atendimento eficiente, cerca de 80% das formigas feridas morreriam. Depois de receber esse tratamento "médico", apenas 10% sucumbem aos seus ferimentos .


Um vídeo interessante divulgado pela agência Europa Press mostra formigas africanas Matabele (Megaponera analis) tratando as feridas de suas companheiras-soldados feridas após confrontos com várias espécies de cupins. A forma de tratamento é bem peculiar: as formigas "médicas" lambem os ferimentos das outras companheiras feridas como fazem os cães. Sem esse atendimento eficiente, cerca de 80% das formigas f…

Abutres Que Respeitam Fronteiras

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Pesquisadores revelaram que abutres que vivem na Espanha raramente ultrapassam a fronteira com Portugal, embora não exista nenhum tipo de barreira física. O limite político acabou tornando-se uma barreira ecológica por causa das diferentes políticas públicas de saneamento. Na Espanha, carcaças de gado podem ser deixadas no campo, enquanto em Portugal estas carcaças devem ser recolhidas. O estudo foi publicado no periódico Biological Conservation.


Um novo artigo, publicado recentemente na revista Biological Conservation, analisou as estratégias de forrageamento de 71 abutres - 60 abutres-fouveiros (Gyps fulvus), também conhecido pelo nome de grifo e 11 abutres-pretos (Aegypius monachus), também chamado de abutre-cinéreo - monitorados por GPS na Espanha e que vivem na região fronteiriça luso-espanhola (que é largamente definida pelos vales dos rios e não está associada a nenhum mudança abrupta ou sistemática em termos de clima, topografia ou cobertura terrestre).  Esta pesquisa fascinan…

A Flexoeletricidade no Reparo Ósseo

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Pesquisadores do Instituto Catalão de Nanociência e Nanotecnologia (ICN2) conseguiram responder a uma das grandes questões não resolvidas do processo de reparação óssea: como os osteoblastos, as células responsáveis ​​pela formação do novo tecido ósseo, são ativados? Os resultados apontam um fenômeno eletromecânico que ocorre em nanoescala, chamado de flexoeletricidade, como um possível mecanismo que estimula e orienta a resposta celular durante o processo de reparo de uma fratura.
Pesquisadores do Instituto Catalão de Nanociência e Nanotecnologia (ICN2) conseguiram responder a uma das grandes questões não resolvidas do processo de reparação óssea: como os osteoblastos, as células responsáveis ​​pela formação do novo tecido ósseo, são ativados? Os resultados apontam um fenômeno eletromecânico que ocorre em nanoescala, chamado de flexoeletricidade, como um possível mecanismo que estimula e orienta a resposta celular durante o processo de reparo de uma fratura.  O fato de que os ossos g…

Um Sacrifício Em Prol do Formigueiro

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Um estudo publicado na revista eLiferevelou que, quando uma formiga da espécie Lasius neglectus entra em contato com um fungo patogênico todo o formigueiro pode ser afetado e que para prevenir a propagação de doenças infecciosas entre todos os membros da colônia, as outras formigas matam os doentes para se protegerem do surto de uma epidemia. Os resultados mostraram que os insetos matam as pupas (fase pré-adulta) infectadas com fungos para evitar que o patógeno complete seu ciclo de vida. Mas o  processo, conhecido como "desinfecção destrutiva' não é feito de modo aleatório. As formigas agem seletivamente e detectam pelo cheiro os insetos que já estão fatalmente infectados graças a sinais químicos.

Um estudo publicado na revista eLife revelou que, quando uma formiga entra em contato com um fungo patogênico do gênero Metarhizium todo o formigueiro pode ser afetado e que para prevenir a propagação de doenças infecciosas entre todos os membros da colônia, as outras formigas ma…

2018: O Ano Internacional dos Camelídeos

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A FAO (sigla em inglês para a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) escolheu 2018 como o Ano Internacional dos Camelídeos. A família dos Camelídeos - família de animais artiodáctilos a qual pertencem os camelos, os dromedários, as lhamas, as vicunhas, as alpacas, etc-, além de ser um importante símbolo cultural, vem fornecendo alimento, abrigo e transporte para a humanidade há tempos; e até hoje ainda constitui o principal meio de subsistência para milhões de pessoas em 90 países. Cientistas da Europa e da Índia estão pesquisando formas de produção em larga escala do leite de camela, que possui valores nutricionais superiores em muitos aspectos aos de outros leites comercialmente disponíveis

A família dos Camelídeos - família de animais artiodáctilos a qual pertencem os camelos, os dromedários, as lhamas, as vicunhas, as alpacas, etc - foi escolhida pela FAO (sigla em inglês para a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) como o repres…