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A Primeira Transfusão de Sangue da História

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Em 15 de junho de 1667, o médico francês Jean-Baptiste Denys realizou a primeira transfusão de sangue na história, embora algumas fontes atribuam a façanha ao inglês William Lower, que já fazia transfusões de sangue em animais. O beneficiário da transfusão foi um menino de 15 anos que havia sofrido sangramento excessivo provocado por sanguessugas. Mesmo a transfusão tendo sido feita com sangue de ovelha, o jovem conseguiu sobreviver. Naquela época, a ciência não estava ciente dos perigos da transfusão de sangue entre as espécies ou da existência de diferentes grupos sanguíneos.

Há mais de 350 anos, em 15 de junho de 1667, o médico de cabeceira de Luís XIV, o francês Jean-Baptiste Denys realizou a primeira transfusão de sangue na história, embora algumas fontes atribuam a façanha ao inglês William Lower, que já fazia transfusões de sangue em animais. O beneficiário da transfusão foi um menino de 15 anos que havia sofrido sangramento excessivo provocado por sanguessugas. Mesmo a transfu…

Mais Fé, Menos Testosterona?

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Um estudo canadense avaliou como os hormônios masculinos ( os chamados andrógenos) influenciam a crença religiosa. Um pesquisador canadense avaliou mais de 3.000 indivíduos na faixa etária dos 57 aos 85 anos e constatou que aqueles com níveis menores de testosterona e de desidroepiandrosterona (DHEA) estavam ligados à alguma instituição de fé religiosa. Contrariando os argumentos de modulação sociocultural dos andrógenos, os resultados da pesquisa se somam à crescente evidência de que a religiosidade pode ter raízes fisiológicas e não simplesmente psicossociais.

Um estudo canadense, publicado no final do mês passado na revista Adaptative Human Behavior and Physiology avaliou como os andrógenos influenciam a crença religiosa. Um pesquisador canadense avaliou mais de 3.000 indivíduos na faixa etária dos 57 aos 85 anos e constatou que aqueles com níveis menores de testosterona e de desidroepiandrosterona (DHEA) estavam ligados à alguma instituição de fé religiosa. A desidroepiandrostero…

A Ecologia Fez Nosso Cérebro Crescer

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Um novo estudo aponta que fatores ecológicos como a busca e o processamento dos alimentos tiveram um papel mais importante na evolução e crescimento do nosso cérebro do que os fatores sociais. Usando um modelo computacional que avalia o desempenho e a evolução cerebral na resolução de problemas, os pesquisadores concluíram que 60% dos fatores determinantes para o crescimento do cérebro humano são de natureza ecológica, 30% seriam relacionados à cooperação e apenas 10% seriam baseados na competição entre grupos. A competição entre indivíduos não teria sido relevante para a evolução do cérebro.
Um novo estudo publicado esta semana na Nature revelou que a ecologia foi fundamental para a evolução do tamanho do cérebro humano, e não os fatores sociais, como a cooperação ou competição, rejeitando as hipóteses mais correntes.  Uma das hipóteses mais conhecidas é que nosso cérebro cresceu para permitir que nossos ancestrais tivessem uma vida melhor em uma sociedade cada vez mais complexa. O…

As Crianças e as suas Correlações Com a Natureza

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A partir de que idade as crianças começam a tomar conhecimento das inter-relações entre a vida animal e vegetal? Pesquisadores espanhóis analisaram desenhos espontâneos  que 328 crianças (162 meninas e 166 meninas) fizeram no ensino fundamental e constataram que nos estágios iniciais da educação elas já são capazes de distinguir conceitos biológicos fundamentais que pavimentam o caminho para a compreensão dos fenômenos naturais.
A partir de que idade as crianças começam a tomar conhecimento das inter-relações entre a vida animal e vegetal? Uma equipe de pesquisadores da Universidade do País Basco (UPV / EHU), na Espanha, detectou que crianças entre quatro e sete anos já começam a relacionar o mundo das plantas com o animal, quando são solicitadas a desenhar plantas. Pesquisadores estudaram os desenhos espontâneos que 162 meninas e 166 meninas (no total, 328 crianças) fizeram nos últimos anos da educação infantil e no primeiro ano e constataram que nos estágios iniciais da educação ela…

Sobre a Promiscuidade das Fêmeas

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Geralmente quem sempre levava a fama de promíscuo era o macho. Agora está sendo aceita a ideia de que ambos os sexos podem ser promíscuos. Na maioria das espécies, as fêmeas são promíscuas, isto é, acasalam-se com diferentes machos ao longo da vida. Em uma análise comparativa entre pais de 50 espécies de aves, peixes, mamíferos e insetos, uma equipe de pesquisadores liderados pela Universidade de Oxford revelou que na maioria das espécies os machos não abandonam a prole ou reduzem os cuidados parentais, mesmo quando são "enganados" por suas parceiras.
Até há relativamente pouco tempo pensava-se que as fêmeas eram sexualmente monogâmicas. Depois de mais de um século de negação por parte dos biólogos, esta "fidelidade" feminina foi desafiada a partir da década de 1960, fato que revolucionou nossa ideia sobre reprodução, A realidade é a seguinte: na maioria das espécies, as fêmeas são promíscuas, isto é, acasalam-se com diferentes machos ao longo da vida. Geralmente q…

Projeto Biogenoma da Terra: Sequenciamento Genético da Biodiversidade do Planeta

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A fim de preencher a enorme lacuna no conhecimento e explorar o potencial científico, econômico, social e ambiental da biodiversidade eucariótica terrestre, um consórcio internacional pretende sequenciar, catalogar e caracterizar o genoma de todas as espécies eucarióticas da Terra ao longo de 10 anos. Os objetivos e os desafios da iniciativa, denominada Projeto BioGenoma da Terra (EBP, na sigla em inglês), foram descritos em um artigo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). No Brasil, o projeto terá a colaboração da FAPESP.

Um consórcio internacional de cientistas quer sequenciar, catalogar e analisar os genomas de todas as espécies eucarióticas conhecidas na Terra; isto é, todos os animais e plantas, exceto bactérias e arqueas. O Projeto BioGenoma da Terra (Earth Biogenome Project) tem um objetivo: preservar a biodiversidade do planeta. Até agora, os cientistas sequenciaram menos de 15.000 espécies, a maioria delas microrganismos. A proposta, desc…

Animais Midiáticos Não Estão Livres da Extinção

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Segundo um estudo publicado  na revista PLoS Biology, a popularidade de animais muito comuns em filmes, jogos, brinquedos e campanhas de marketing como leões, tigres, ursos, elefantes e girafas não os beneficia. Pelo contrário, as espécies mais carismáticas são deixadas desassistidas. De tantos vê-los na ficção, o público assume que eles estão seguros em seu habitat. Os autores acreditam que a onipresença desses animais em nossa cultura, mídia e publicidade contribui para a criação de uma "população virtual enganosa" que distorce a percepção pública

Segundo um estudo publicado esta semana na revista PLoS Biology , a popularidade de animais muito comuns em filmes, jogos, brinquedos e campanhas de marketing como leões, tigres, ursos, elefantes e girafas não os beneficia. Pelo contrário, as espécies mais carismáticas são deixadas desassistidas. De tantos vê-los na ficção, o público assume que eles estão seguros em seu habitat. De acordo com o líder do estudo Franck Courchamp,