"Ilha dos Mortos-Vivos" Nunca Mais
Ilha filipina "dos mortos-vivos" deixa para trás estigma da hanseníase. Há cerca de 20 anos, a infecção era visível em oito de cada dez pessoas que andavam pelas ruas da ilha
A ilha filipina de Culión, que abrigou a maior colônia de portadores de hanseníase do mundo, luta hoje para apagar de sua história o estigma de "Ilha dos Mortos-Vivos", mais de uma década depois de sua população ter sido curada. A ilha, de 389 quilômetros quadrados e situada ao norte da paradisíaca ilha de Palawan, já abrigou mais de sete mil doentes durante os anos 1930, mas hoje todos os aldeões que sofreram a doença estão curados. "As pessoas acham que todo mundo que vive aqui é deformado, só mencionar o nome da ilha os faz lembrar da hanseníase, mas agora somos uma ilha como outra qualquer", afirmou à Agência Efe Arturo Cunanan, diretor do asilo de Culión e considerado um especialista nesta doença infecciosa. "Hoje não há mais ninguém infectado. Em 12 anos não tivemos um só caso…
A ilha filipina de Culión, que abrigou a maior colônia de portadores de hanseníase do mundo, luta hoje para apagar de sua história o estigma de "Ilha dos Mortos-Vivos", mais de uma década depois de sua população ter sido curada. A ilha, de 389 quilômetros quadrados e situada ao norte da paradisíaca ilha de Palawan, já abrigou mais de sete mil doentes durante os anos 1930, mas hoje todos os aldeões que sofreram a doença estão curados. "As pessoas acham que todo mundo que vive aqui é deformado, só mencionar o nome da ilha os faz lembrar da hanseníase, mas agora somos uma ilha como outra qualquer", afirmou à Agência Efe Arturo Cunanan, diretor do asilo de Culión e considerado um especialista nesta doença infecciosa. "Hoje não há mais ninguém infectado. Em 12 anos não tivemos um só caso…