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Mostrando postagens com o rótulo mamíferos pré-históricos

Itaboraí: Berço dos Mamíferos Extintos do Brasil

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A Bacia de Itaboraí (RJ) é o mais antigo registro brasileiro da fauna e flora fóssil de origem continental que se desenvolveu há aproximadamente 60 milhões de anos, após a extinção dos dinossauros. Daí são provenientes  os restos de preguiça gigante (figura), mastodonte e outros representantes da megafauna pré-histórica brasileira.

A Bacia de Itaboraí é o mais antigo registro brasileiro da fauna e flora fóssil de origem continental que se desenvolveu há aproximadamente 60 milhões de anos, após a extinção dos dinossauros.  A bacia é ricamente fossilífera, tendo sido coletados milhares de fósseis de animais (gastrópodes, mamíferos, aves, répteis e anfíbios) e vegetais. Os gastrópodes e os mamíferos são os fósseis mais abundantes. Os primeiros são comuns no calcário argiloso cinzento que formava o assoalho da bacia, enquanto os mamíferos são predominantes nos sedimentos que preenchiam as fendas que cortavam verticalmente os calcários. Restos de preguiça gigante, mastodonte e tartaruga (m…

O Superjacaré Amazônico Capaz de Predar o Tiranossauro Rex

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Estudo conduzido por pesquisadores brasileiros revela que a mordida do superjacaré pré-histórico de nome Purussaurus brasiliensis , que viveu na Amazônia, era duas vezes mais forte que a de um tiranossauro e cinco vezes mais que a de um tubarão branco. Um fenômeno geológico deu fim a esses répteis vorazes: o surgimento da Cordilheira dos Andes.
Um estudo publicado na semana passada por uma equipe de pesquisadores brasileiros colocou na berlinda o então esquecido Purussaurus brasiliensis, antepassado do jacaré, que viveu na região da Amazônia no período mioceno. Extinto há 8 milhões de anos, o réptil possuía uma mordida duas vezes mais forte que a do Tiranossauro Rex, o mais notório dos dinossauros.  Pela primeira vez foram feitas estimativas detalhadas das dimensões e da fisiologia do Purussaurus. Segundo Aline Ghilardi, paleontóloga da Universidade Federal do Rio de Janeiro, ele precisava de uma imensa quantidade de comida para sustentar o corpanzil que podia passar dos 12 metros de …

O Maior Macaco das Américas

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Paleontólogos reconstroem o estilo de vida versátil do Cartelles coimbrafilhoi, o maior símio que já habitou o continente
Há mais de 15 mil anos viveu onde hoje é o Brasil um macaco duas vezes maior que o muriqui, o maior macaco vivo no Novo Mundo. A prova da existência desse supermacaco das Américas é um esqueleto fóssil quase completo, descoberto em 1992 em uma caverna no município de Campo Formoso, no interior da Bahia. Descrito pelo paleontólogo Cástor Cartelle, hoje pesquisador da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas), o fóssil do supermacaco foi analisado em detalhes mais recentemente por Lauren Halenar e Alfred Rosenberger, paleontólogos da Universidade da Cidade de Nova York (CUNY). Lauren e Rosenberger concluíram que a espécie, batizada este ano de Cartelles coimbrafilhoi, explorava o chão da floresta tão bem quanto um chimpanzé. Ao mesmo tempo, apesar do tamanho avantajado, esse macacão podia escalar as árvores e se pendurar em seus galhos com a mesma …

Na Pista dos Primeiros Tetrápodes

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Fósseis descobertos em depósitos de cerca de 348 milhões de anos na Escócia abrem uma janela para melhor compreender como os vertebrados conquistaram a terra firme.
Devido a intensas buscas e coletas de fósseis, existe hoje ao redor do mundo uma quantidade expressiva de depósitos do Devoniano Médio a Superior (360-375 milhões de anos atrás) contendo tanto restos de tetrápodes (animais com os ossos das quatro patas bem diferenciados) como também de peixes, que seriam mais proximamente relacionados aos primeiros tetrápodes. No entanto, a vasta maioria dessas ocorrências é de animais aquáticos, cujo tamanho variava de um a dois metros de comprimento, com o crânio achatado e grande em relação ao seu corpo. Na história evolutiva dos vertebrados, essa transição do mar para a terra firme ainda está envolta em muito mistério. Às vezes ocorrem achados especiais, como o Tiktaalik roseae, um peixe que já possuía diversas adaptações encontradas nos primeiros tetrápodes  e que surpreendem os pesqu…

A Terceira Onda de Extinção

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Sapo-dourado (Bufo periglenes) O último exemplar na natureza deste belíssimo anfíbio considerado extinto foi visto e fotografado em 1989, numa região de bosques na Costa Rica. O desaparecimento da espécie é citado como exemplo do grande declínio da população de anfíbios em todo o mundo.
Iniciada em 1970, a terceira onda de extinção está em andamento e, dependendo da perspectiva de cada cientista, deve, nos próximos 30 anos, responder pelo desaparecimento de cerca de 20% a 50% das espécies vivas. Entre elas há grandes predadores, como o tigre; primatas, como o chimpanzé, o orangotango e o gorila-da- montanha; pássaros, como o albatroz; anfíbios, como o sapo-dourado; os recifes de coral e todas as formas de vida que eles sustentam. A interferência humana é fator substantivo nesse quadro desastroso, particularmente por conta das alterações climáticas que seu modus operandi vem deflagrando.
Em texto publicado no site do jornal russoPravda, o engenheiro florestal e doutor em agronomia brasil…

Comprovando o Darwinismo

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Focas e leões-marinhos têm de fato um ancestral terrestre, conforme sugeriu Charles Darwin há 150 anos. A confirmação veio com a descoberta no Canadá de grande parte do esqueleto de um animal que viveu há cerca de 24 milhões de anos. A espécie, batizada de Puijila darwini, representa provavelmente uma transição dos mamíferos terrestres para o mar.

Os fósseis desse animal foram descobertos em uma cratera na ilha Devon, no distrito de Nunavut, extremo norte canadense. A descrição da nova espécie, feita por pesquisadores do Canadá e dos Estados Unidos, foi publicada esta semana na revista Nature.

Embora o Puijila tivesse o corpo mais parecido com o de uma lontra do que com o das focas e leões-marinhos modernos, sua descoberta confirma a hipótese de que a família desses animais (denominados pinípedes) teria um ancestral que passou a maior parte da vida em terra. Até hoje, o fóssil mais antigo da família dos pinípedes conhecido era o Enaliarctos, que já apresentava boa adaptação à vida mar…