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As Novas Tarântulas do Brasil

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Pesquisador brasileiro descreve nove espécies de aranhas-caranguejeiras arborícolas das regiões Nordeste, Sudeste e Centro-oeste . O biólogo Rogerio Bertani , do Laboratório Especial de Ecologia e Evolução do Instituto Butantan , descreveu, de uma só vez em um artigo, nove espécies de um grupo superespecífico de aranhas – aranhas-caranguejeiras arborícolas da mata atlântica e do cerrado. O trabalho foi publicado em outubro na revista Zookeys e descreve minuciosamente em 94 páginas os animais encontrados. Das nove espécies descritas no trabalho, a maioria foi encontrada em coleções científicas de instituições como o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, e o próprio Instituto Butantan , em São Paulo . Outras foram encontradas durante expedições científicas realizadas pelo próprio Bertani em áreas pouco amostradas – foi o caso da Mata do Pau-Ferro em Areia , na Paraíba, dos campos rupestres na Chapada Diamantina , na Bahia , e do Delta do Paranaíba , no Piauí . Por fim, ...

O "Fenômeno Eunuco" em Aranhas

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Aranhas macho se castram durante cópula para elevar chance de paternidade. Quadrado vermelho mostra um órgão sexual masculino quebrado inserido em uma aranha fêmea Algumas aranhas macho se castram voluntariamente durante o processo reprodutivo para aumentar suas chances de procriar, indica um estudo publicado em fevereiro de 2012 no periódico Biology Letters .  Os machos rompem seu próprio órgão sexual no meio da cópula , o que permite que continuem inserindo esperma na fêmea mesmo depois de eles próprios já terem se afastado da parceira.  O afastamento rápido após o ato sexual tem uma explicação: as aranhas fêmeas costumam devorar seus parceiros em seguida à procriação. Há até pouco tempo, os biólogos não entendiam o comportamento dos machos, já que a autocastração os deixa estéreis. Mas os pesquisadores agora creem que a autoimolação aumenta a quantidade de esperma colocado na fêmea e dá ao macho mais chances de gerar filhotes.  Quebrar a ponta do palpo (um apêndice ...

Aranhas Mergulhadoras

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A teia que aranhas mergulhadoras constroem e enchem de ar para formar uma bolha funciona como uma guelra de peixe, permitindo que os aracnídeos permaneçam embaixo da água por longos períodos de tempo  A espécie, conhecida como Argyroneta aquatica , habita pequenos lagos e riachos de pouca correnteza na Europa e Ásia .  Elas passam praticamente toda a vida sob a água, se acasalando, colocando ovos e capturando suas presas em suas bolhas. Em estudo publicado na revista científica Journal of Experimental Biology , cientistas mediram a quantidade de oxigênio dentro e também na área externa em torno da bolha.  Eles concluíram que a bolha funciona como uma guelra, extraindo oxigênio dissolvido na água e dispersando dióxido de carbono acumulado no interior. O mecanismo permite que elas subam à superfície apenas uma vez por dia ou menos, em vez de a cada 20 ou 40 minutos, como se pensava anteriormente. As teias de seda da aranha mergulhadora são construídas em meio à vegetação...

Canibalismo Sexual: Explicando o Sexo Selvagem

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As fêmeas de algumas espécies de aranhas e outros animais se alimentam dos machos após o coito. Quais serão as vantagens desse canibalismo sexual? Em sua coluna de abril na Ciência Hoje On-Line, o biólogo Jerry Carvalho Borges discute esse curioso fenômeno biológico e explica as razões científicas do sexo selvagem. O hábito bizarro das fêmeas do louva-a-deus e da aranha viúva-negra de se alimentar dos machos durante a cópula é bastante conhecido. Recentemente a ciência tem procurado compreender mais profundamente essa forma extrema de canibalismo que pode ter efeitos significativos sobre o tamanho e a proporção entre machos e fêmeas das populações afetadas. O canibalismo sexual ocorre quando a fêmeas matam e se alimentam dos machos de sua espécie antes, durante ou após a cópula. Essa forma de predação intraespecífica é um evento raro, descrito apenas em alguns crustáceos, moluscos, insetos e em aranhas e escorpiões, em que ele é bastante comum. Apesar de o canibalismo sexual ser de...

Teia Tecnológica

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Sonho da indústria por ser um material ao mesmo tempo flexível e muito resistente, a criação de uma teia de aranha sintética está mais perto de virar realidade. Pesquisadores brasileiros e norte-americanos conseguiram isolar, em parceria, os genes da glândula de seda de três espécies de aranhas brasileiras e inseri-los em bactérias, que passaram a produzir as proteínas que formam a teia. O desafio agora é desenvolver um método para a produção em grande escala. O engenheiro agrônomo Elíbio Rech, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), é o líder da equipe brasileira que trabalha no projeto. Ele conta que a seda das aranhas tem características de flexibilidade e resistência superiores à de qualquer material existente hoje, e que, por isso, o interesse em produzi-la sinteticamente sempre foi grande. “O material mais resistente e flexível que conhecemos é o polímero kevlar, usado em coletes à prova de balas. A teia de aranha tem qualidade superior à do kevlar e ainda é bio...