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PapGene: Novidade na Detecção de Câncer de Ovário e Endométrio

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  Pesquisadores norte-americanos e brasileiros criam teste de DNA para identificar câncer de ovário e endométrio. A nova forma de diagnóstico, ainda em teste, não é invasiva e se aproveita de exame ginecológico de rotina. Usando o líquido cervical obtido durante exames de Papanicolau de rotina, cientistas do Johns Hopkins Kimmel Cancer Center , nos EUA , desenvolveram um teste capaz de detectar o câncer de ovário e de endométrio. Resultados, publicados na Science Translational Medicine , revelam que o novo teste, chamado PapGene , obteve 100% de sucesso para o câncer de endométrio e 41% de sucesso para o de ovário. Atualmente, o exame Papanicolau (ou Papanicolaou ) detecta apenas o câncer do colo do útero , por meio da análise da aparência das células, e o vírus HPV , seu principal causador. No entanto, nenhum método de rastreio de rotina está disponível para cânceres de ovário ou endométrio. A nova técnica não altera o procedimento pouco invasivo do Papa...

Novos Testes de Identificação do Vírus HPV

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Pela primeira vez desde o fim da década de 40, quando o exame de papanicolau entrou para a prática médica, surge uma tecnologia tão ou mais eficaz na prevenção ao câncer de colo do útero . Desenvolvido na década de 20 pelo médico grego George Papanicolau , pesquisador da Universidade de Cornell, Nova York, o exame tradicional para detecção desse tipo de câncer apresenta um índice de resultados falsos negativos de 10%.  Isso significa que de cada 100 testes realizados, 10 apresentam resultados falsos negativos – ou seja, as células tumorais estão lá, mas passam despercebidas. É um índice de falha alto, quando se considera, sobretudo, o elevado número de vítimas de câncer de colo uterino no país. Todos os anos 20.000 brasileiras recebem o diagnóstico da doença  e 5.000 morrem em decorrência dela. Uma nova geração de testes tem conseguido reduzir a margem de erro para 1%. Por serem totalmente automatizados, esses exames praticamente eliminam o risco de erro humano. Eles conse...

Sexo sem HPV

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Já existe uma vacina, importada, que imuniza os jovens que iniciam a vida sexual contra o HPV. Na foto: vacinação contra o HPV no Cedipi, em São Paulo. No Chile e no Canadá as crianças são vacinadas a partir dos 9 anos de idade . Existem mais de cem tipos de HPV , sigla em inglês para  o papilomavírus humano . Nem todos são genitais, mas estudos internacionais atestam que entre 50% e 80% das mulheres sexualmente ativas serão contaminadas por um ou mais tipos de HPV ao longo da vida. A maioria das infecções é transitória e, muitas vezes, os anticorpos desenvolvidos pelo organismo são suficientes para combatê-las. O problema é que alguns tipos de HPV estão relacionados à incidência de tumores malignos no colo do útero que, quando não tratados, podem levar ao câncer . Embora o vírus já tivesse sido diagnosticado há tempo, a abordagem sobre o HPV mudou por volta dos anos 1980, com a descoberta de sua relação com o câncer de colo de útero , um tipo de tumor que é o segun...

A Situação do Câncer no Brasil

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Desde 1998, 27 de novembro é o Dia Nacional de Combate ao Câncer . Momento para conscientizar a população — e os próprios profissionais e instituições de saúde — da importância da prevenção da doença, que registra 472 mil novos casos e 134 mil mortes por ano no Brasil. O tema deste ano — Câncer: a informação pode salvar vidas — pretende ressaltar a relação entre conhecimento sobre prevenção e diagnóstico precoce redução das taxas de mortalidade e incidência da doença. O Instituto Nacional de Câncer (Inca), do Ministério da Saúde , lançou nesta data a publicação Situação do câncer no Brasil , que analisa e comenta os dados sobre incidência, mortalidade e ações de controle da doença no país à luz das evidências epidemiológicas mais atualizadas. A obra complementa e contextualiza os números das Estimativas, publicação que o Inca edita anualmente desde 1995 a partir das informações geradas pelos Registros de Câncer de Base P...

Câncer de Colo do Útero

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O câncer de colo uterino é o câncer mais comum entre as mulheres no Brasil, correspondendo a aproximadamente 24% de todos os cânceres. Pode ser do tipo epidermóide , o mais comum, mas também pode ser do tipo adenocarcinoma , o qual é bem menos freqüente. O primeiro pode ser diagnosticado na sua forma pré-invasora: NIC (neoplasia intraepitelial cervical), geralmente assintomático, mas facilmente detectável ao exame ginecológico periódico. Os principais fatores de risco para o câncer de colo uterino são: *baixo nível sócio-econômico *precocidade na primeira relação sexual *promiscuidade (múltiplos parceiros) *parceiro sexual de risco *multiparidade *primeira gestação precoce *tabagismo *radiação prévia *infecção por papilomavírus (HPV) *herpes vírus A prevenção do câncer de colo uterino passa por cuidados e informações sobre o uso de preservativos, a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e a orientação sexual desestimulando a promiscuidade. A nível secundário d...