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Mostrando postagens com o rótulo fósseis

Lucy e Luzia no Céu de Diamantes

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Assim como o fóssil  de Lucy é considerado o fóssil mais popular já encontrado no mundo, o crânio de Luzia era de inestimável valor científico por se tratar do mais antigo fóssil humano já encontrado no Brasil e nas Américas. O fóssil de Luzia era um tesouro não só brasileiro, mas mundial, uma peça-chave da história da evolução humana. Ela faz parte da discussão dos povoamentos das Américas, fez com que os pesquisadores discutissem mais profundamente esse tema e foi uma das maiores fontes de produção científica do país. O crânio de Luzia e sua reconstituição facial (foto) são duas das perdas mais lamentadas por pesquisadores brasileiros no incêndio do dia 3 de setembro de 2018, que destruiu inúmeras peças arqueológicas abrigadas no Museu Nacional do Rio de Janeiro.

Noite de 24 de novembro de 1974. As estrelas brilhavam na beira do rio Awash, no interior da Etiópia. O professor Donald Johanson, um antropólogo estadunidense e curador do Museu de Cleveland de História Natural e o estuda…

Visitando o "Dinoprata"

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O Museu Nacional reabriu no dia 19/07 a sala dos dinossauros e voltou a exibir a réplica do esqueleto do maior dinossauro já montado no Brasil, o Maxakalisaurus topai. Descrito em 2006, por Alexander Kellner e sua equipe, o maxacalissauro foi apelidado de "Dinoprata" em uma votação popular porque sua descoberta ocorreu no município de Prata, Minas Gerais, durante a construção de uma estrada  O nome Maxakalisaurus topai é uma homenagem ao grupo indígena dos maxacalis, que vivem no estado de Minas Gerais e têm Topa como uma de suas divindades.

No dia 19 de julho de 2018, o Museu Nacional da UFRJ, localizado na Quinta da Boa Vista, que fica no bairro de São Cristovão, reabriu a sala dos dinossauros e trouxe de volta para o local o maior dinossauro já montado no Brasil, o Maxakalisaurus topai. A reabertura da sala, uma das principais atrações do espaço cultural, faz parte das comemorações do bicentenário do Museu Nacional.  Descrito em 2006, por Alexander Kellner e sua equipe, o…

Fóssil de Mosca do Cenozóico

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Um fóssil de mosca encontrado em um âmbar na República Dominicana por pesquisadores de uma universidade italiana veio esclarecer as dúvidas sobre a rápida irradiação ou diversificação em espécies deste grupo de insetos durante a era Cenozóica. O achado éo primeiro fóssil inequívoco de uma mosca do clado Calyptratae e pertence a uma nova espécie de mosca da superfamília Oestroidea chamada Mesembrinella caenozoica. O grande evento de extinção Cretáceo-Paleógeno de que afetou outros animais, parece estar ligada à diversificação destes dípteros
Uma equipe de pesquisadores, liderada por Pierfilippo Cerritti, da Universidade Sapienza de Roma (Itália), encontrou em um âmbar o primeiro fóssil inequívoco de uma mosca do clado Calyptratae. Descrito na revista PLoS ONE o primeiro fóssil pertence a uma nova espécie de mosca da superfamília Oestroidea chamada Mesembrinella caenozoica . O fóssil foi encontrado em âmbar na República Dominicana e oferece novas pistas sobre a rápida irradiação ou div…

O Pterossauro Gigante da Transilvânia

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Fósseis de um pterossauro gigante encontrado por pesquisadores britânicos na Transilvânia (Romênia) sugerem que esses animais voadores eram bem diversificados. Ao contrário dos pterossauros comuns, estes possuíam um pescoço curto e grosso, com ossos largos e esponjosos, o que lhes conferiam uma aparência mais forte; a boca era bem maior do que a dos outros pterossauros, o que lhe permitia devorar presas bem maiores, além de uma musculatura e de asas e pernas muito mais fortes
Pesquisadores britânicos encontraram fósseis de um pterossauro gigante na região da Transilvânia na Romênia. Segundo eles, o pterossauro achado é bem diferente dos outros já descobertos ao redor do mundo. Batizado de Hatzegopterix ( família Azhdarchidae), o fóssil é bastante diferente dos demais: tem um pescoço curto e grosso, com ossos largos e esponjosos, o que lhe confere uma aparência mais forte; a boca era bem maior do que a dos outros pterossauros, o que lhe permitia devorar presas muito maiores, além de um…

Até Seis Meses Para Sair do Ovo

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Pela análise de dentes embrionários de fósseis, pesquisadores norte-americanos chegaram à conclusão que os dinossauros não-avianos levavam até 6 meses para serem chocados. Este período de incubação prolongado seria mais uma explicação para a rápida extinção dos dinossauros e para a proliferação das aves atuais, dos outros répteis e dos mamíferos após o declínio dos dinossauros
Ao analisar dentes de embriões de dinossauros fossilizados, pesquisadores norte-americanos constataram que os ovos destes animais levavam de 3 a 6 meses para eclodir. Ao contrário do que se pensava, o período de incubação dos dinossauros não-avianos ( ou seja, os mais típicos) era mais parecido com o dos répteis atuais do que com o das aves. Além disso, o trabalho sugere que uma longa incubação poderia ter afetado a capacidade de dinossauros para competir com populações de aves, de outros répteis e mamíferos, que se multiplicaram rapidamente após o evento de extinção em massa que ocorreu há 65 milhões de anos. C…

Bem-vindos ao Antropoceno!

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Comissão da União Internacional das Ciências Geológicas (UICG) recomenda o reconhecimento oficial de uma nova época geológica chamada Antropoceno. Essa época é marcada pelo impacto da humanidade sobre o planeta. Segundo os especialistas, o impacto da humanidade no funcionamento do ambiente planetário tornou-se comparável a grandes forças da natureza, como a expansão e retração das geleiras, ou mesmo o meteorito cuja queda teria liquidado os dinossauros."
No 35º Congresso Geológico Internacional, realizado entre os dias 27 de agosto e 4 de setembro deste ano na Cidade do Cabo, África do Sul, a comissão encarregada pela União Internacional das Ciências Geológicas (UICG) recomendou o reconhecimento oficial do início de uma nova época geológica, chamada Antropoceno. Considerado um mito até há algum tempo, o conceito do Antropoceno sugere que a humanidade é a nova força geológica transformando o planeta para além de qualquer reconhecimento, principalmente ao queimar quantidades prodi…

Itaboraí: Berço dos Mamíferos Extintos do Brasil

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A Bacia de Itaboraí (RJ) é o mais antigo registro brasileiro da fauna e flora fóssil de origem continental que se desenvolveu há aproximadamente 60 milhões de anos, após a extinção dos dinossauros. Daí são provenientes  os restos de preguiça gigante (figura), mastodonte e outros representantes da megafauna pré-histórica brasileira.

A Bacia de Itaboraí é o mais antigo registro brasileiro da fauna e flora fóssil de origem continental que se desenvolveu há aproximadamente 60 milhões de anos, após a extinção dos dinossauros.  A bacia é ricamente fossilífera, tendo sido coletados milhares de fósseis de animais (gastrópodes, mamíferos, aves, répteis e anfíbios) e vegetais. Os gastrópodes e os mamíferos são os fósseis mais abundantes. Os primeiros são comuns no calcário argiloso cinzento que formava o assoalho da bacia, enquanto os mamíferos são predominantes nos sedimentos que preenchiam as fendas que cortavam verticalmente os calcários. Restos de preguiça gigante, mastodonte e tartaruga (m…

O Superjacaré Amazônico Capaz de Predar o Tiranossauro Rex

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Estudo conduzido por pesquisadores brasileiros revela que a mordida do superjacaré pré-histórico de nome Purussaurus brasiliensis , que viveu na Amazônia, era duas vezes mais forte que a de um tiranossauro e cinco vezes mais que a de um tubarão branco. Um fenômeno geológico deu fim a esses répteis vorazes: o surgimento da Cordilheira dos Andes.
Um estudo publicado na semana passada por uma equipe de pesquisadores brasileiros colocou na berlinda o então esquecido Purussaurus brasiliensis, antepassado do jacaré, que viveu na região da Amazônia no período mioceno. Extinto há 8 milhões de anos, o réptil possuía uma mordida duas vezes mais forte que a do Tiranossauro Rex, o mais notório dos dinossauros.  Pela primeira vez foram feitas estimativas detalhadas das dimensões e da fisiologia do Purussaurus. Segundo Aline Ghilardi, paleontóloga da Universidade Federal do Rio de Janeiro, ele precisava de uma imensa quantidade de comida para sustentar o corpanzil que podia passar dos 12 metros de …