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Mostrando postagens com o rótulo pandemias

Covid-19: De Volta Às Origens

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Estudos recentes apontam novamente para o Mercado Atacadista de Frutos do Mar de Huanan, em Wuhan, na China, como o epicentro do aparecimento do SARS-CoV-2, devido a atividades associadas ao comércio de animais silvestres. Os cientistas usaram dados genômicos e epidemiológicos dos primeiros momentos da pandemia com modelos e simulações para testar suas hipóteses.Tal como acontece com outros coronavírus, o surgimento do SARS-CoV-2 foi provavelmente o resultado de vários eventos zoonóticos. Para a equipe, os resultados praticamente eliminam cenários alternativos sugeridos para o surgimento da crise sanitária, como o vazamento do Sars-CoV-2 de um laboratório. Dois novos estudos publicados essa semana na Revista Science apontam novamente para o Mercado Atacadista de Frutos do Mar de Huanan, em Wuhan , na China , como o epicentro do aparecimento do SARS-CoV-2 , devido a atividades associadas ao comércio de animais silvestres. As investigações, lideradas por Michael Worobey da Universida...

5 Verdades Sobre a Variante Ômicron

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1- A ômicron é mais transmissível que as outras variantes anteriores; 2- A ômicron não provoca uma forma mais branda de Covid;                           3- A dose de reforço é necessária para prevenir a infecção pela ômicron; 4- O risco de reinfecção com ômicron é provavelmente de 5,4 vezes maior do que com a delta; 5- Já existe uma subvariante da ômicron mais contagiosa circulando na Europa Desde que foi detectada em Botsuana e na África do Sul e reportada à Organização Mundial da Saúde (OMS) em 24 de novembro, a variante ômicron vem se espalhando pelo mundo a um ritmo vertiginoso. Em sua última contagem, a OMS apontou que 128 países já confirmaram casos da ômicron. A cepa já se tornou dominante na África do Sul , no Reino Unido , na França e nos EUA , entre outros países. No Brasil, segundo um levantamento feito com base em testes de RT-PCR , a variante ômicron prevaleceu em 98,7% das amostras analisadas. Ainda não ...

Annita e o Show dos Poderosos

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No final de 2020, o governo federal alardeou um estudo clínico publicado em uma conceituada revista científica internacional sobre o uso do medicamento nitazoxanida (antiviral conhecido por seu nome comercial, Annita) em pacientes com Covid-19. De acordo com o estudo financiado pelo governo brasileiro, a nitazoxanida seria capaz de reduzir a carga viral em pacientes com até 3 dias de confirmação da doença no organismo. Porém, tudo não passou de um show midiático. Visto sob a ótica dos especialistas, o estudo não é tão promissor assim. O uso do medicamento em pacientes infectados reduziu a carga viral em 55% (contra 45% no grupo placebo). No entanto, não foi observado melhora nos sintomas da doença nem foram capazes de comprovar eficácia da terapia em casos leves. Ou seja, a pesquisa não mostrou mudança clínica, apenas redução de carga viral, o que não significa nada em uma doença aguda.  Bem que eles tentaram. Montaram um espetáculo com direito a pronunciamento oficial do president...

Sindemia?

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Da combinação das palavras sinergia e pandemia nasceu o termo sindemia, um neologismo criado na década de 1990 por Merrill Singer para explicar uma situação em que “duas ou mais doenças interagem de tal forma que causam danos maiores do que a mera soma dessas duas doenças”. O   impacto dessa interação também é facilitado pelas condições sociais e ambientais que, de alguma forma, aproximam essas duas doenças ou tornam a população mais vulnerável ao seu impacto”. Ou seja para contermos o avanço e o impacto do coronavírus, é fundamental atentar para as condições sociais que tornam certos grupos mais vulneráveis ​​à doença.  Segundo Richard Horton, editor-chefe da The Lancet: "Não importa quão eficaz seja um tratamento ou quão protetora seja uma vacina, a busca por uma solução puramente biomédica contra a covid-19 vai falhar."  A menos que os governos elaborem políticas e programas para reverter profundas disparidades sociais, nossas sociedades nunca estarão verdadeirame...

Ai, Minha Glândula Pineal!

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Reparei que, em determinados lugares, o aferidor não aponta mais o termômetro para a testa do cliente e sim para alguma região do braço. Essa mudança não é aleatória e foi introduzida a partir da veiculação nas redes sociais de que apontar um termômetro que emite radiação infravermelha para a testa de uma pessoa pode causar sérios danos cerebrais, mais precisamente aqueles relacionados com o funcionamento da glândula pineal. Essa informação é falsa. O s termômetros usados para medir a temperatura do corpo humano e detectar febre à distância, são equipados com algoritmos que permitem converter a temperatura estimada da superfície da pele numa estimativa da temperatura interna do corpo.  Alguns desses equipamentos têm miras laser, mas elas não são parte do processo de leitura, nem o laser tem potência suficiente para penetrar a pele ou causar efeitos no cérebro ou outros órgãos. No cotidiano temos percebido que a pseudociência tem contribuído mais para as mudanças de comportamento so...

A Reviravolta da Vacina

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Uma sociedade em que se tem verificado uma ascensão dos antivacinistas nas últimas décadas, agora espera ansiosamente pelo anúncio de uma vacina contra a Covid-19.  As autoridades sanitárias mundiais já estão convencidas de que somente a imunização antiviral trará tranquilidade sobre a disseminação e controle da Covid-19. Por isso que em todo o mundo estão sendo testadas possíveis substâncias ativas para uma vacina. O  número de projetos é superior a 120 , incluindo desde pequenas empresas, como as alemãs Biontech e Curevac, a grupos globais como a Sanofi e a GlaxoSmithKline.  No Brasil, pesquisadores da Fiocruz produzirão a vacina para a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a biofarmacêutica AstraZeneca. A previsão é que os primeiros lotes possam ser utilizados até dezembro de 2020.  O mundo está mesmo ao contrário. Uma sociedade em que se tem verificado uma ascensão dos antivacinistas nas últimas décadas, agora e...

Covid-19: A Importância das Modelagens Matemáticas

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O emprego de modelos matemáticos que predizem o número de casos ou de mortes no curso de uma epidemia não são recentes. Pelo contrário, a história da epidemiologia registra um acúmulo de conhecimento de pelo menos 250 anos a respeito desse tema. Na figura vemos o gráfico que demonstra o  Modelo SIR básico de descrição de uma epidemia,  composto pelas letras iniciais de três grupos envolvidos na trajetória epidêmica: os Suscetíveis, os Infectados e os Recuperados. Esse modelo foi  apresentado pela primeira vez em 1927 por dois pesquisadores holandeses e o seu gráfico mostra que , no curso de uma epidemia,  o número de pessoas suscetíveis (S, linha azul) cai, o de infectados (I, linha verde) oscila e o de recuperados (R, linha vermelha) aumenta. Face a pandemia de Covid-19 que tem assolado o mundo nos últimos meses, a modelagem matemática de doenças infecciosas tem ganhado prestígio e visibilidade como nunca. Por descrever situações que mudam com rapidez e da...

A Ciência Que Cabe Dentro De Um Abraço

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Por conta do isolamento social adotado como medida para conter a pandemia de Covid-19, as pessoas não estão podendo se abraçar ou trocar afetos presencialmente. Essa necessidade típica do ser humano é algo evolutivo. Um abraço afetuoso libera ocitocina, um neurotransmissor que age no cérebro influenciando as interações sociais e a reprodução. Somos seres sociais e o isolamento necessário diante da pandemia nos faz perceber mais fortemente a falta que faz o carinho em nossas vidas. Um abraço apertado é capaz de alterar o padrão de metilação (expressão) de nossos genes.   "O melhor lugar do mundo/É dentro de um abraço/Pro solitário ou pro carente/Dentro de um abraço é sempre quente/Tudo que a gente sofre/Num abraço se dissolve/Tudo que se espera ou sonha/Num abraço a gente encontra" , diz muito apropriadamente a letra da canção " Abraço " da banda mineira Jota Quest . Talvez a saudade daquele abraço forte seja uma das coisas mais difíceis de se lidar nesses ...

Cloroquina: Uma Panacéia Desvairada?

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Venerada como deusa da cura na mitologia grega, Panacéia hoje em dia é a palavra  que se usa para designar  qualquer coisa que se acredite possa remediar vários ou todos os males. Em sentido figurado, pode significar algo que se emprega para remediar dificuldades. O  uso de compostos à base de cloroquina tem despertado interesse da comunidade médica no tratamento da Covid-19, uma enfermidade provocada pelo novo coronavírus. Tida com a solução para a pandemia em curso, os presidentes dos EUA e do Brasil apostam todas as suas fichas na cloroquina, atropelando as recomendações de segurança e protocolos de eficácia da OMS em relação ao uso do medicamento em grande escala. Por se tratar uma doença viral e nova, até o momento não há tratamento eficaz com remédios específicos para conter os sintomas da COVID-19 , doença ocasionada pelo SARS-CoV-2 , mais conhecido como coronavírus . Com base em estudos laboratoriais, cientistas sugeriram que a cloroquina , uma droga ...

Conheça o #GenomicNews!

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O recém-lançado site #GenomicNews é uma página  voltada para a divulgação científica de assuntos relacionados a DNA, genes, genomas, transcriptomas, microbiomas e outros temas correlatos. Com  matérias produzidas por profissionais da área de biologia celular e molecular de instituições consagradas como a Fiocruz e diversas universidades do Brasil e do mundo, o Genomic News pretende ser um canal direcionado a todos que buscam informações científicas atuais, confiáveis e de qualidade. Como não podia deixar de ser, as duas primeiras matérias do site esclarecem pontos importantes sobre a natureza da pandemia de Covid-19 provocada pelo novo coronavírus. No dia 19 de março de 2020 foi lançado o #GenomicNews , um site voltado para a divulgação científica sobre assuntos relacionados a DNA, genes, genomas, transcriptomas, microbiomas e outros temas correlatos. Com o mote "informação científica para todos", o #GenomicNews se propõe a ser uma fonte segura de informaçõe...

Projeto Viroma Global

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Representado pela Fiocruz, Brasil participa do Projeto Viroma Global (PVG), uma iniciativa internacional que propõe  identificar e caracterizar os vírus com potencial de risco, gerando conhecimento que possibilite prever as próximas epidemias e mitigar seus danos.  Estudos recentes estimam que o mundo conhece apenas 1% dos vírus que podem causar doenças. Mudanças demográficas e ambientais, além do mercado global e trânsito internacional de pessoas, contribuem para o aumento e propagação de vírus novos e reemergentes, como HIV, ebola, Mers, síndrome respiratória aguda grave (SARS), dengue, chikungunya, zika etc. Com o objetivo de identificar e caracterizar os vírus com potencial de risco, gerando conhecimento que possibilite prever as próximas epidemias e mitigar seus danos foi lançado este o ano o Projeto Viroma Global (PVG) , uma iniciativa internacional que propõe uma estratégia absolutamente diversa da que tem sido adotada ao combate dos riscos virais. O PVG se ba...

O Ebola e a Mídia

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O medo de uma disseminação global do vírus Ebola fomentado pelo sensacionalismo da mídia internacional está contribuindo para desviar a atenção dos reais problemas de saúde enfrentados pelas populações africanas ( foto:  Oficial da Coreia do Sul verifica através de uma câmera térmica a temperatura corporal dos passageiros que chegaram do exterior para prevenir uma possível infecção do vírus do ebola) A preocupação que as pessoas estão tendo ultimamente em relação à uma possível epidemia mundia l de Ebola t em um único responsável: a mídia . Até algumas semanas atrás, as notícias do surto de infecção pelo vírus Ebola estava restrito aos países do oeste da África, um continente onde as doenças são historicamente negligenciadas há seculos. Mas com a chegada aos EUA do médico Kant Brantly e da missionária Nancy Writebol , ambos infectados na Libéria, o Ebola tornou-se algo próximo para os americanos e para o mundo. Pior: tornou-se real. “A quantidade de cobertura da mídi...

Pandemia de Gripe de 1968 Pode Voltar

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De acordo com estudo do MIT,vírus da gripe que matou 1 milhão na década de 60 pode retornar. Os vírus detectados no estudo são geneticamente parecidos aos de 1968 e têm o potencial de gerar uma pandemia No verão de 1968, uma nova cepa do vírus influenza surgiu em Hong Kong. Conhecida como H3N2 , ela se espalhou pelo mundo matando cerca de 1 milhão de pessoas. Um novo estudo do Massachusetts Institute of Technology (MIT) revela que há muitas estirpes de H3N2 que circulam em aves e suínos, e são geneticamente semelhantes aos da estirpe 1968 com potencial de gerar uma pandemia se infectarem seres humanos. Os pesquisadores, liderados por Ram Sasisekharan , professor de Engenharia Biológica do MIT , também descobriram que as vacinas atuais contra a gripe podem não oferecer proteção contra essas novas cepas. O estudo, publicado no Scientific Reports , alerta também à Organização Mundial de Saúde e agências de saúde pública que uma "bandeira vermelha" deve s...

Nova Pandemia: A Gripe das Focas?

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Nova estirpe de influenza é encontrada em focas.Cepa H3N8 é transmissível entre mamíferos e representa uma ameaça para a vida selvagem e para a saúde humana Uma nova estirpe do vírus influenza encontrado em focas pode representar uma ameaça à vida selvagem e à saúde humana. O alerta vem de cientistas dos Estados Unidos, que destacam a necessidade de monitorar vírus como este - que se originou em pássaros e se adaptou para infectar mamíferos - para prever melhor o aparecimento de novas estirpes e evitar pandemias no futuro.  "É preocupante o fato de termos um novo vírus transmissível entre mamíferos o qual os seres humanos ainda não foram expostos. É uma combinação que não vimos na doença antes", diz a editora do relatório Anne Moscona , do Weill Cornell Medical College , em New York. Os autores observam que vírus da gripe transmissíveis e patogênicos em mamíferos, como o estudado no presente projeto, representam uma preocupação para a saúde humana. Em 2009, ...

Com Medo do Bioterrorismo

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Temor de que vírus seja alvo de bioterrorismo interrompe estudo da gripe aviária. Cientistas sucumbiram ao medo generalizado formado desde que reportagens abriram as discussões em torno dos riscos do projeto Pesquisadores que estudam uma versão potencialmente mais letal do que a gripe aviária e que pode ser transmitida pela via aérea suspenderam estudos por causa de preocupações de que o vírus mutante criado por eles possa ser alvo de bioterrorismo ou escapar por acidente do laboratório. Em carta publicada nas revistas Nature e Science no dia 20 de janeiro de 2012, 39 cientistas defenderam a pesquisa como crucial para os esforços de saúde pública , incluindo os programas de vigilância para detectar quando o vírus da gripe H5N1 pode sofrer mutação e causar uma pandemia . No entanto, de acordo com informações publicadas pela Reuters , a equipe de cientistas sucumbiu ao medo generalizado que se formou desde que reportagens abriram as discussões em torno dos riscos do ...