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Mostrando postagens com o rótulo ensino público

Educação: Como Chegar no Topo?

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Escritora e jornalista americana reúne em livro as conclusões de sua pesquisa educacional em que compara os sistemas educacionais ao redor de mundo. Ela afirma que gastar mais não significa aumentar a chance de aprendizado e revela que a atração pela mediocridade intelectual e acadêmica da maioria da população e a simpatia com que encaramos a desigualdade social e educacional são bem parecidas no Brasil e nos EUA
Amanda Ripley, escritora e jornalista investigativa em revistas norte-americanas, escreveu o best seller traduzido para o português "As Crianças Mais Inteligentes do Mundo – E como elas chegaram lá",com o objetivo de reunir as conclusões que chegou em suas pesquisas educacionais ao redor do mundo. No livro, além de entrevistas com pesquisadores e especialistas, ela acompanha o intercâmbio de três estudantes de Ensino Médio que comparam as escolas de sua terra natal com as dos países nos quais foram morar: Coreia do Sul, Finlândia e Polônia. “Em suas histórias, encont…

Salário dos Professores Brasileiros Está Entre os Piores do Mundo

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Na semana em que se comemora o seu dia, os professores brasileiros parecem que não tem motivos para comemoração, em termos salariais. Até mesmo em países da América Latina como Chile e México, os professores recebem um salário consideravelmente maior que o brasileiro.
Dados da OCDE (Organização para a Cooperação Desenvolvimento Econômico) mostram que os salários dos professores brasileiros são extremamente baixos quando comparados a países desenvolvidos. Divulgados nesta terça-feira (9), os valores fazem parte do estudo Education at a Glance 2014, que mapeia dados sobre a educação nos 34 países membros da organização e 10 parceiros, incluindo o Brasil. De acordo com o estudo, um professor em início de carreira que dá aula para o ensino fundamental em instituições públicas recebe, em média, 10.375 dólares por ano no Brasil. Em Luxemburgo, o país com o maior salário para docentes, ele recebe 66.085 dólares. Entre os países membros da OCDE, a média salarial do professor é de 29.411 dóla…

Muito Além do PIB

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Economistas se reuniram na Malásia para discutir a criação de novos parâmetros para medir a riqueza das nações. Segundo eles, o PIB de um país deveria considerar a porcentagem de pais que deixam seus filhos pequenos ir sozinhos comprar um picolé no mercadinho da comunidade.
Em 1987, respondendo a um repórter do jornal britânico Financial Times sobre a razão de o desenvolvimento no Butão caminhar a passos tão lentos, o rei Jigme Singye Wangchuck teria respondido que "a Felicidade Interna Bruta é mais importante do que o Produto Interno Bruto". E teria arrematado: "Em nosso processo de desenvolvimento, a felicidade precede a prosperidade econômica."
O índice do Produto Interno Bruto (PIB), usado por todas as nações do planeta para justificar as tomadas de decisão de suas instituições, sempre foi considerado limitado. O PIB é apenas uma fórmula que determina a quantidade total da produção e do consumo de serviços e bens por meio de transações econômicas. Pouco import…

A "Febre Por Educação" Na Ásia

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A febre educacional que tomou conta dos países do leste asiático tem levado os pais a adotarem medidas extremas como vender o  apartamento para garantir o sucesso dos filhos pelo estudo
As famílias do leste asiático estão gastando cada vez mais dinheiro para garantir a melhor educação possível para seus filhos. Em países como a Coreia do Sul e a China, a "febre por educação" está forçando as famílias a fazerem escolhas, às vezes radicais, para pagar as contas. Há famílias que até vendem seus apartamentos para levantar dinheiro e mandar seus filhos para estudar no exterior. Andrew Kipnis, antropólogo da Universidade Nacional da Austrália e autor de um recente livro sobre o intenso desejo por educação na China, diz que o montante gasto em educação está "se tornando extremo". Não são apenas as famílias de classe média que estão gastando mais em instrução. Operários também querem que seus filhos tenham uma vida melhor que a deles e veem a educação como o único meio de a…

Muita Aula, Pouco Aprendizado

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“Dar aulas é muito fácil – difícil é fazer as pessoas aprenderem” disse o educador e filósofo colombiano Bernardo Toro quando de sua visita ao Brasil em agosto de 2013
O modelo de escola adotado na América Latina não funciona, e a chave para a sua melhoria está em repensar o próprio conceito de educação. A opinião é do filósofo e educador colombiano Bernardo Toro, professor aposentado da Universidade Javeriana, de Bogotá, e membro dos conselhos da Confederação Colombiana de ONGs e do Centro Colombiano de Responsabilidade Empresarial. Toro esteve no Brasil no começo de agosto para participar do Salamundo 2013, evento internacional de educação realizado em Curitiba. “Muitas pessoas definem a escola como um lugar onde se dá aulas, e o educador como o profissional destinado a dar aulas”, disse. “Dar aulas é apenas uma estratégia; o objetivo da escola e do professor tem que ser que os alunos aprendam.” “A educação existe por um único motivo: porque saber não é natural do ser humano”, afirm…

Sem Interesse Pelo Magistério

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Pesquisa da USP mostra desinteresse de alunos em seguir o magistério. Metade dos alunos das licenciaturas em matemática e física não se interessam em ser professor
Uma pesquisa feita na Universidade de São Paulo (USP) mostra que metade dos alunos de licenciatura nas áreas de matemática e física não pretende ou tem dúvidas quanto a seguir a carreira de professor de educação básica. Dos que cursam licenciatura em física, 52% não pretendem ser professores ou tem dúvidas. Em matemática, o percentual é 48%. A pesquisa ouviu um total de 512 estudantes recém-ingressantes da USP, incluindo também alunos de pedagogia e medicina. A pesquisa Atratividade do Magistério para a Educação Básica: Estudo com Ingressantes de Cursos Superiores da USP, da pedagoga e mestre em educação pela Faculdade de Educação da USP Luciana França Leme selecionou as duas disciplinas de licenciatura em função da escassez de professores nas áreas de exatas. A estimativa do Ministério da Educação (MEC) é que o déficit de …

O Ensino Médio do Século XXI

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Ensino médio brasileiro precisa entrar no século XXI. Especialistas pregam expansão e reforma do ensino técnico e flexibilização da grade curricular para contornar fracasso do ciclo
Segundo ojulgamento da professora Maria Inês Fini, doutora em educação e idealizadora do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem),"o ensino médio brasileiro é muito chato, uma colcha de retalhos que não leva conhecimento a quem deveria. O professor se sente impotente para ensinar e o aluno, para aprender." De acordo com os resultados do último Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica)   o ensino médio brasileiro obteve em 2011 média de 3,7 em uma escala de 0 a 10, somado ao fato de que emcada cem estudantes que ingressaram no ciclo em 2008, 35 não chegaram a seu fim três anos: repetiram ou deixaram a escola. A revista Veja ouviu especialistas da educação e relatou a proposta deles para introduzir de vez o ensino médio no século XXI. Acompanhe alguns trechos da reportagem:  "Na visão d…

Um Retrato da Educação no País

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O nível de aprendizagem entre os estudantes brasileiro ainda é muito baixo, especialmente na disciplina de matemática. Isto mostra que, mesmo com todo o investimento, ainda não atingimos as exigências educacionais do mundo moderno
O Anuário Brasileiro da Educação Básica-2012 mostra que o nível de aprendizagem entre estudantes brasileiros ainda é muito baixo, especialmente de matemática. Em 2009, apenas 11% dos alunos brasileiros mostram proficiência esperada na disciplina ao chegar ao 3º ano do ensino médio. Formulado pelo movimento Todos Pela Educação – que congrega sociedade civil organizada, educadores e gestores públicos em torno do direito à educação básica de qualidade –, o anuário é um panorama do setor, com compilação de análises e dos dados oficiais mais recentes. De acordo com o Todos pela Educação, para que a educação do Brasil atinja o patamar dos países desenvolvidos até 2022, a meta é que 70% ou mais dos alunos tenham aprendido o que é adequado para a sua série em cada d…

Desorganizando a Educação

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O nosso sistema educacional continua se arrastando, aos trancos e barrancos, o que deixa o Brasil em patamares vergonhosos em relação a outras nações sul-americanas, durante todo o século 20 e início do atual. Na foto: sala de aula na periferia de Luanda, Angola
A educação, em nosso país, sempre foi tratada com desprezo pela elite, que jamais admitiu que o povo tivesse acesso a um serviço público e de valor. A minoria que detém o prestígio e o domínio sobre a sociedade pensa e age contra qualquer possibilidade de uma educação para todos os brasileiros, independentemente da sua classe social, raça e crença política. O temor do esclarecimento das grandes massas é uma herança maldita que vem da época do Brasil colonial e imperial. Tudo começa com a vinda da Companhia de Jesus, em 1549, cujo objetivo era a catequese e a educação a serviço da Igreja Católica. Após a sua chegada, os jesuítas inauguram um sistema educacional de conteúdo alienante, dogmático e autoritário e, portanto, hostil à …

Escola Pública Não é Sinônimo de Fracasso

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Apesar de não obter resultados satisfatórios no ENEM e em outros indicadores educacionais, a escola pública não pode ser vista como um sinônimo de fracasso
O Ministério da Educação divulgou no dia 12 de setembro de 2011 o ranking das melhores escolas segundo o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010. No ranking das dez melhores escolas do Estado do Rio de Janeiro, as públicas ficaram de fora. Atrás do São Bento, as duas melhores são o Cruzeiro (unidade do Centro) e o Santo Agostinho (Novo Leblon). A primeira pública, CAp-Uerj, aparece na 11ª colocação do ranking estadual. Já o Colégio Estadual São Bernardo, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, ficou em último lugar no Estado. A escola, que fica em uma comunidade onde só se chega por uma estrada de terra, tem 172 alunos matriculados no ensino médio. Analisando estes resultados e refletindo sobre o assunto, me reportei a uma postagem do blog do jornalista Fernando Leal, publicada em 2 de março de 2011 e cujo título é  "Escola …

O Reverso do Discurso

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Com o seu discurso corajoso e realista, a professora Amanda Gurgel do Rio Grande do Norte tornou-se porta-voz dos profissionais de educação no Brasil inteiro
No dia 10/05/2011, a Professora Amanda Gurgel discursou para os deputados da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte em audiência pública. Durante o evento sobre o cenário atual da educação no RN, a professora Amanda Gurgel foi convidada para dar seu depoimento, o que era para ser um discurso para poucos deputados, deputadas e pessoas presentes se tornou um protesto público após o vídeo ir parar na internet e ser espalhado pelas redes sociais como Twitter, Facebook e Orkut. Logo de início a professora diz que assim como as pessoas (deputados e secretários) apresentam muitos números quando falam sobre educação, ela gostaria de também apresentar um número, um número composto por apenas 3 algarismos, diferente dos apresentados na casa, esses números são um 9, um 3 e um 0, seu salário, isso por que ela tem nível superior com espe…

Em Busca do tão Falado Ensino de Qualidade

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Segundo muitos especialistas,o caminho para um ensino de qualidade está na junção de 3 fatores: práticas de sala de aula, formação dos professores e a administração escolar.
Talvez não haja uma nação no mundo onde se fale tanto em educação como o Brasil. Todos os dias vemos comentários na mídia, declarações de políticos apontando a educação como prioridade, empresários pregando mais atenção à formação, especialistas com planos mirabolantes. No entanto, os resultados são, fora algumas exceções que merecem nota, absolutamente desalentadores. Esse paradoxo aparente pode ser explicado de maneira relativamente simples: fala-se muito para dar a impressão de que os problemas educacionais brasileiros saõ profundamente complexos e compreensíveis apenas para uma minoria de especialistas que cobram consultorias a preço de ouro. Nossos problemas educacionais são, porém, básicos e pedem uma combinação de políticas de longo prazo com investimentos maciços, ou seja, perseverança e dinheiro. Não é ne…

Educação e Política

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Estudo mostra que os cidadãos mais escolarizados já não se tornam tão participativos e democráticos como ocorria há duas décadas. Por que os retornos políticos da educação vem diminuindo no Brasil?
Na avaliação do senso comum, educação e politização andam de mãos dadas. Para a elite brasileira – de acordo com pesquisas de opinião –, o aumento da escolaridade da população tem o poder de gerar cidadãos que participam mais da vida política do país e que valorizam mais a democracia. Mas um novo estudo mostra que essa visão não corresponde à realidade. A pesquisa de doutorado de Rogério Schlegel, defendida no Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP), utilizou análises estatísticas para interpretar os dados de pesquisas de opinião realizadas entre 1989 e 2006. O trabalho concluiu que a educação brasileira está trazendo ganhos decrescentes em termos políticos. “O estudo mostrou que os cidadãos mais escolari…

Educação Brasileira: Melhorou o Acesso, Mas Ainda Falta Qualidade

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O acesso à escola é só uma parte da solução. O país precisa apertar o passo rumo à qualidade. Se o aluno não a encontra, perde o interesse, dizem os especialistas
Divulgado em dezembro de 2010, o resultado do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, sigla em inglês) destacou o Brasil entre os três países que mais melhoraram o desempenho em leitura. Mas a comemoração parou por aí. O incômodo 53º lugar, de um total de 65 nações, nos manteve no rodapé da lista. Nada surpreendente quando se analisa a batalha por melhorias no ensino, travada nos últimos 25 anos. Avançamos, mas estamos longe do ideal. Nesse período, conquistas importantes foram alcançadas. Em 1985, 20% dos brasileiros entre 10 e 14 anos eram analfabetos. Atualmente, 2,5%. No quesito acesso, 97,6% dos jovens de 7 a 14 anos estão na escola, contra 80,1% em 1980. Ainda assim, a estatística merece tradução: 2,4% significam cerca de 700 mil crianças, que não poderiam estar excluídas. As melhorias obtidas tiveram impu…

Ensinando Ciência com Competência

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Programa utilizado em escolas dos Estados Unidos, Inglaterra, Israel e Cingapura apresenta alternativas para o ensino de ciências nas escolas. O objetivo: desenvolver habilidades e tornar o aluno um agente ativo nas salas de aula e – por que não? – na sociedade.
O ensino de ciência para alunos de nível pré-universitário é indispensável para a formação do estudante, mas a atualização e inovação nas aulas ainda são tímidas dentro das escolas brasileiras. Novas metodologias têm sido testadas e utilizadas por todo o mundo, com diferentes graus de sucesso e popularidade. Entre elas destaca-se o programa LSS, do inglês, Learning Skills for Science (Habilidades e Competências para o Ensino de Ciências, em português), tema central do workshop homônimo realizado nos dias 26 e 27 de janeiro, no colégio judaico Renascença, em São Paulo. O objetivo do encontro era capacitar professores da escola para um ensino de ciência mais eficiente. O LSS é baseado no desenvolvimento de habilidades nos estudan…

Cresce o Número de Professores Leigos no Brasil

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O número de “professores leigos” no Brasil – que só concluíram o ensino fundamental ou o ensino médio regular – aumentou em todas as etapas da educação básica. Dados do Censo Escolar 2009 mostram que 152.454 profissionais dão aulas sem a formação adequada para alunos matriculados em creches, pré-escolas, ensino fundamental e até ensino médio nas cinco regiões do País. Eles representam apenas 7,7% dos docentes que atuam hoje nas escolas brasileiras. O total é de 1.977.978. Mas, para os especialistas, as estatísticas são chocantes, porque, após a chamada “Década da Educação” iniciada com a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação em 1996, a quantidade de profissionais sem qualificação necessária para dar aulas não diminuiu e, sim, cresceu. Em 2007, eles eram 6,3% do total de professores da educação básica. O primeiro censo realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para traçar o perfil desses docentes, divulgado no ano passado,…