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Mostrando postagens com o rótulo cidadania

O Brasil no Atoleiro

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Editorial da edição latina da revista inglesa The Economist de fevereiro já previa o atoleiro em que o Brasil está no momento. Parece que o nosso histórico mar de lama assumiu um sentido denotativo com a tragédia de Mariana (MG) e desembocou em Brasília com os seus acertos e desacertos políticos, inclusive na legislação ambiental. Sem a pretensão de ser uma matéria profética, a revista inglesa The Economist publicou em 26 de fevereiro uma reportagem de capa intitulada " Brasil's Quagmire " ( O Atoleiro do Brasil , em tradução livre).A publicação era uma edição latina americana da revista mundialmente conhecida e só circulou por essas terras.  O carnaval mal havia terminado e a ilustração da capa mostrava uma passista fantasiada se movendo em meio a uma espécie de gosma verde que a atingia até a linha da cintura. A ideia era retratar um pântano, mas nesta data, ninguém podia prever a avalanche de lama que iria tomar conta do país, quase que literalmente. Em ed...

Por Que Ainda Trabalhamos à Moda Antiga?

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Instituída pela Revolução Industrial, a  jornada de 8 horas não se encaixa no estilo de vida e métodos de trabalhos modernos. Na verdade, deveríamos trabalhar menos horas e mais inteligentemente: as pessoas muitas vezes confundem ocupação com produtividade  e essa confusão pode dar origem a empregados cada vez mais cansados, estressados e improdutivos. Trabalhar 8 horas por dia no horário comercial ainda é a forma com que muita gente ganha a vida. E, no entanto, é óbvio que trabalhar por mais hora não aumenta a nossa produtividade . Então por que fazemos isso? Qual seria a alternativa? O horário arbitrário, das 9h às 17h, foi instituído em 1800, mas não se alinha com a forma que sabemos ser melhor para trabalhar. a mudança para uma jornada de 8 horas começou com a Revolução Industrial Inglesa . Para maximizar os resultados nas linhas de produção, as fábricas precisavam de horários fixos para seus empregados.   A jornada de 8 horas não se encaixa no e...

Uma Receita Para Acabar Com a Fome Mundial

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Mais da metade do desperdício de alimentos na Europa, EUA, Canadá e Austrália ocorre na fase do consumo. Juntos, os países ricos são responsáveis por 56% de todo o desperdício. Enquanto nos países em desenvolvimento, cerca de dois terços da comida é perdida após a colheita e armazenamento inadequado. Uma mobilização internacional quer acabar com esse desperdício e dar comida a quem tem fome Um terço dos alimentos que produzimos vai para o lixo; nem chega a ser consumido. Em termos de calorias, uma a cada quatro calorias produzidas são perdidas. Dos 1,3 bilhão de toneladas de alimentos desperdiçados, 44% é composto de frutas e vegetais, os produtos que mais vão pro lixo. Em seguida, aparecem raízes e tubérculos, compondo 20% das perdas; cereais com 19% e leite, com 8%.  O desperdício de comida significa também desperdício de recursos naturais, contribuindo assim para impactos ambientais negativos. Hoje, a produção global de alimentos ocupa 25% de toda a terra habitável do...

Protesto Holográfico

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Um grupo de ativistas espanhóis usou um método de última geração para protestar nesse final de semana contra um conjunto de medidas apelidada de "Lei da Mordaça": enviou milhares de hologramas para uma manifestação em frente à Câmara dos Deputados da Espanha. Digno das melhores cenas dos filmes de ficção científica , os cidadãos espanhóis realizaram neste final de semana, o primeiro protesto com holograma na história, a fim de protestar sem violar as novas diretrizes da Lei de Segurança Nacional , as novas alterações ao Código Penal e na lei anti-terror. De acordo com a recentemente aprovada “ Lei da Mordaça “, os cidadãos de Espanha não podem protestar contra o Congresso ou realizar reuniões em espaços públicos, mais eles tem que “pedir a permissão” das autoridades sempre que desejarem protestar publicamente.  O grupo No Somos Delito ( Não somos crime , em português) foi criado por ativistas para protestar contra a lei. O protesto com hologramas é uma forma de le...

Um Absurdo da Indústria do Cigarro

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Uma grande multinacional tabagista está processando o Uruguai por suas leis antifumo. Se ganhar, as leis de saúde pública em toda parte estarão ameaçadas e o processo provará que uma única empresa pode triunfar sobre o bem comum, mesmo quando seu produto mata ! A Philip Morris , grande fabricante multinacional de cigarros, está processando o governo do Uruguai porque o país tem algumas das melhores leis antitabagistas do mundo. O Uruguai exige que 80% do espaço em carteiras de cigarro seja coberto com avisos médicos e imagens de alerta. O hábito de fumar havia alcançado níveis críticos no país, matando cerca de 7 pessoas por dia, mas desde que esta lei foi introduzida, o índice de tabagismo diminuiu a cada ano. A multinacional tabagista Philip Morris argumenta que as advertências não deixam nenhum espaço para exibição de marcas registradas.  É uma realidade assustadora pensar que uma empresa, cujo produto mata, pode derrubar leis que protegem a saúde pública . A empresa ...

A Ciência Que a Ditadura Calou

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O Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) lançou na semana passada o portal Ciência na Ditadura para resgatar a história das vítimas e mostrar os danos causados pela ditadura à vida acadêmica nacional. No portal são identificados cientistas que foram presos, torturados, assassinados, exilados, demitidos, aposentados, submetidos a inquéritos militares, cujos livros foram proibidos, tiveram que se demitir ou fugir do país em função do clima de perseguição política, ou sofreram boicote ao seu trabalho científico e intelectual.  No final do março, quando foram lembrados os 51 anos do golpe de 64, o Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) lançou o portal Ciência na Ditadura para resgatar a história das vítimas e mostrar os danos causados pela ditadura à vida acadêmica nacional. No portal são identificados cientistas que foram presos, torturados, assassinados, exilados, demitidos, aposentados, submetidos a inquéritos militares, cujos livros foram proibidos, tiveram que...

Como Estimar o Número de Pessoas em uma Manifestação?

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Mais do que um simples dado estatístico, estimar a quantidade de pessoas presentes em uma manifestação pode ter uma conotação política e/ou ideológica, dependendo do interesse das partes envolvidas. Os métodos usuais de estimativas são bem precisos, desde que não sejam aplicados por observadores tendenciosos. Embora a tarefa de contar quantas pessoas estão presentes em eventos tão grande quanto uma manifestação pareça intimidadora e quase impossível de se fazer com exatidão, basta que se tenha algumas informações básicas para que a a coisa toda deixe de parecer tão difícil e possa até oferecer resultados razoavelmente próximos do número verdadeiro. Segundo os especialistas, a contagem de indivíduos em uma manifestação é uma tarefa relativamente fácil. Mas quando comparecimento implica em alguma forma de influência, então, os políticos e os organizadores do evento têm motivos de sobra para exagerar na contagem de pessoas. Através de uma pesquisa cuidadosa , porém, é possível f...

Escravos da Copa de 2022

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Forçados a trabalhar sob o sol escaldante do deserto, sem direito a comida ou água e proibidos de voltar para casa, milhares de homens estão no Catar trabalhando nas obras da Copa do Mundo de 2022 como verdadeiros escravos modernos . Milhares de operários estão aprisionados em condições de trabalho desumanas no Catar sem conseguir voltar para casa. Forçados a trabalhar sob o sol escaldante do deserto, sem direito a comida ou água e proibidos de voltar para casa, milhares de homens estão no Catar como verdadeiros escravos modernos.  No ano passado, uma pessoa morreu a cada dois dias na construção de um mega-projeto de um bilhão dólares para a Copa do Mundo de 2022 no Catar. A maior parte do projeto é administrada por uma empresa norte-americana, chamada CH2M Hill. O programa de trabalhadores convidados do Catar é a raiz do problema. Trabalhadores do Nepal e Sri Lanka são enganados com promessas de bons empregos, mas quando chegam no país os empregadores confiscam seus ...

A Máscara da Morte Escarlate

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Conto literário de Edgar Allan Poe, escrito em 1842, nos leva a refletir sobre as frivolidades do carnaval, época em que as pessoas parecem ignorar a dura realidade da vida. Contextualizando a história, podemos constatar no período carnavalesco uma verdadeira supressão da nossa realidade cotidiana, marcada por guerras, desequilíbrios ambientais, epidemias e miséria. Uma das possíveis maneiras de entender-se o Carnaval é vê-lo como um ritual de inversão e um rito de passagem. Nessa abordagem, o Carnaval teria origem nas festas pagãs da Antiguidade, onde havia a celebração dos deuses e da natureza. Os festejos “carnavalescos” seriam momentos de supressão da ordem social pré-estabelecida, em que tudo seria permitido, dentro de um período de espaço e tempo delimitados. Nesta “suspensão” do tempo cotidiano, predomina a ideia de mundo às avessas: troca-se o dia pela noite, troca-se de parceiros, ou de sexo. Come-se e bebe-se desmedidamente, procede-se enfim, a uma exacerbação dos s...

Mercado de Albinos na Tanzânia

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Albinos são vendidos por até 160 mil reais para rituais de magia na Tanzânia.  Para muitos tanzanianos que vivem nas zonas rurais do país, os  albinos  possuem poderes mágicos: rituais com partes de seu corpo pode trazer sorte e riquezas Na Tanzânia , uma em cada 1.400 pessoas tem albinismo – alteração genética caracterizada pela falta de pigmentação no corpo. A média global é de uma para cada 20 mil pessoas, de acordo com a Under the Same Sun , grupo de defesa do albinismo com sede no Canadá .  Para muitos tanzanianos que vivem nas zonas rurais do país, os albinos possuem poderes mágicos: rituais com partes de seu corpo podem trazer sorte e riquezas. Segundo Severin Edward , da Sociedade Tanzaniana de Albinismo (TAS, na sigla em inglês) , muitos deles são submetidos a amputações do corpo, como braços, olhos e órgãos genitais, ainda vivos, porque os bruxos creem na potencialização da mágica por meio da dor e do sofrimento dessa parcela da população. Paga-...

Pessoas Que Vivem Com 1 Dólar Por Dia

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Fotógrafa americana viajou para 10 países em 4 continentes para registrar o cotidiano das pessoas que vivem com 1 dólar por dia.  As imagens são registros impressionantes de uma realidade que muitos desconhecem. A fotógrafa americana Renée C. Byer , ganhadora do prêmio Pulitzer de 2007, viajou para dez países em quatro continentes para documentar o cotidiano de pessoas que sobrevivem com apenas 1 dólar por dia. O projeto contou com o apoio da The Forgotten International , uma organização sem fins lucrativos de San Francisco, nos EUA, que trabalha para combater a pobreza. Byer testemunhou uma série de dificuldades dos que vivem nesta situação. Em suas fotos, Byer retratou crianças doentes, catando metais em lixões, famílias inteiras sobrevivendo com esmolas, outras famílias cujos chefes eram crianças ou deficientes, ameaças de despejo de imóveis precários, sem água, aquecimento ou energia elétrica. Um livro sobre o projeto "Living On A Dollar A Day" (" Vivendo c...

Um Balde de Água Gelada na Incoerência

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Criado inicialmente para chamar a atenção para a esclerose lateral  amiotrófica (ELA) o desafio do balde de gelo viraliza nas redes sociais. Mas, a enxurrada de postagens na internet de personalidades realizando o desafio tem mostrado uma certa incoerência com a campanha A geneticista Mayana Zatz , professora do Instituto de Biociências da USP ,  publicou uma matéria no Estadão com a finalidade de esclarecer a população de que a esclerose lateral amiotrófica ,  síndrome que se tornou conhecida pela sigla ELA , não é nenhuma brincadeira. Ultimamente, os meios de comunicação (incluindo as redes sociais) tem dado ênfase a campanha que mostra personagens famosos cumprindo o desafio de  derramar um balde de água gelada na cabeça e propondo à outras celebridades o mesmo desafio. A idéía da campanha é muito boa: além de arrecadar fundos para as instituições pertinentes, tem por objetivo informar e sensibilizar a sociedade para essa doença terrível e ainda sugere que...

Muito Além do PIB

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Economistas se reuniram na Malásia para discutir a criação de novos parâmetros para medir a riqueza das nações. Segundo eles, o PIB de um país deveria considerar a porcentagem de pais que deixam seus filhos pequenos ir sozinhos comprar um picolé no mercadinho da comunidade. Em 1987, respondendo a um repórter do jornal britânico Financial Times sobre a razão de o desenvolvimento no Butão caminhar a passos tão lentos, o rei Jigme Singye Wangchuck teria respondido que "a Felicidade Interna Bruta é mais importante do que o Produto Interno Bruto ". E teria arrematado: "Em nosso processo de desenvolvimento, a felicidade precede a prosperidade econômica ." O índice do Produto Interno Bruto (PIB) , usado por todas as nações do planeta para justificar as tomadas de decisão de suas instituições, sempre foi considerado limitado. O PIB é apenas uma fórmula que determina a quantidade total da produção e do consumo de serviços e bens por meio de transações econ...

Sobre a Copa (das Árvores)

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Em julho, os povos indigenas da Amazônia vão realizar um evento batizado como Copa das Árvores, com a finalidade de desenvolver e disseminar por todas as bio regiões do Acre, novos modelos de desenvolvimento sustentável Assim que terminar a Copa do Mundo da Fifa , uma outra copa terá início aqui no Brasil . Sem estádios monumentais, nem grandes delegações ou nomes importantes do futebol, os povos indígenas estarão promovendo entre os dias 10 e 17 de julho de 2014, a Copa das Árvores. O evento, que será realizado na Aldeia Kuntamanã , no município de Marechal Thaumaturgo , no Acre , reunirá diferentes etnias e ainda a comunidade extrativista e organizações governamentais e civis, para discutir a importância da floresta dentro da concepção das culturas ancestrais. Compostas de diversas atividades, as rodadas da Copa das Árvores girarão em torno de cinco eixos diferentes: sustentabilidade, cultura, ambiente, espiritualidade e medicina. Na parte de sustentabilidade, have...

E a Ciência Passou em Branco...

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Um dos momentos mais esperados na abertura da Copa do Mundo no Brasil, que foi o pontapé inicial dado por paraplégico em exoesqueleto criado pela equipe do neurocientista Miguel Nicolelis, é quase ignorado no estádio e passa poucos segundos da TV Copa do Mundo é isso mesmo: expectativa, emoção, vibração, entusiasmo, euforia. Todo mundo fica aguardando o momento em que a bola rola no gramado do estádio para então começar a maior festa do futebol mundial. E a Copa do Mundo de 2014 no Brasil prometia mais: a ciência entraria em campo e daria um pontapé inicial para o futuro da humanidade. Na ocasião da abertura, um jovem paraplégico usando um exoesqueleto robótico controlado diretamente pelo cérebro, levantaria de sua cadeira de rodas, caminharia alguns passos e daria um simbólico "chute inaugural" da competição. Pelo menos este era o plano traçado pelos cientistas do projeto    "Andar de novo", encabeçado pelo brasileiro Miguel Nicolelis , professor da Univer...

Cobaias: Um Mal Necessário?

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Muitos pesquisadores que trabalham com cobaias consideram a prática um “mal necessário” e são favoráveis ao desenvolvimento, à validação e à viabilidade de métodos substitutivos de pesquisa. Na foto, cena das invasões ao Instituto Royal (SP) ocorridas em outubro de 2013 Sob o título "O Fim das Cobaias" , a revista Planeta (Edição 495 de março de 2014) publicou uma matéria analisando a questão da utilização de animais em experimentos científicos. A partir dos episódios ocorridos em outubro de 2013, quando manifestantes invadiram por duas vezes e depredaram o laboratório de pesquisa de fármacos Instituto Royal, em São Roque (SP) , para libertar cachorros beagles usados como cobaias , a controvérsia tem se acirrado vertiginosamente. O instituto fechou as portas e declarou-se sem condição de prosseguir as pesquisas, reacendendo a pergunta: é possível fazer ciência sem cobaias? Os protestos induziram o governador Geraldo Alckmim a sancionar o Projeto de Lei 777 que...

Você é a Favor da Liberação da Maconha Medicinal?

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Casal brasileiro entra na Justiça pelo direito de importar um medicamento derivado da maconha para o tratamento da doença rara de sua filha. A Anvisa não permite o uso desses medicamentos no Brasil. Deu no Fantástico (Rede Globo, 30/03/2014): Pais lutam na Justiça por liberação de remédio derivado da maconha. O casal brasileiro Norberto e   Katiele Fisher decidiram importar ilegalmente dos Estados Unidos um medicamento derivado da planta Cannabis sativa , a popular maconha , como uma medida desesperada para o tratamento de sua filha Anny , que sofre de uma doença rara. A menina de 5 anos é  portadora de patologia muito rara, caracterizada por um quadro clínico com distúrbio psicomotor decorrente de uma patologia cerebral. E que, dentre os sintomas, tem crises convulsivas resistentes a todas as medicações possíveis no país. Acontece que o único remédio que funciona no tratamento de Anny é um derivado da maconha e, portanto, ilegal no Brasil. O Canabidiol , ou...