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Mostrando postagens de Agosto, 2018

Vai Uma Tanajura Frita Aí?

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Muito apreciadas como alimento, as içás ou tanajuras são consumidas na revoada, época em que estão com a barriga cheia de ovos e, portanto, mais ricas em proteína. Em muitos locais já não se observam mais revoadas de tanajuras, fato atribuído ao aumento da poluição ambiental. O hábito de comer formigas foi passado dos índios da Amazônia para os sertanejos e tropeiros. Hoje, no nordeste brasileiro, as tanajuras fazem parte de um cardápio exótico, sendo iguaria em mercados públicos e são preparadas de diversas maneiras: fritas, torradas como amendoim, assadas, em paçoca com farinha de mandioca ou de milho.
Comer formigas pode parecer um hábito estranho para muitas pessoas. Porém, diferentes espécies de formiga são consideradas iguarias saborosas por vários povos da Venezuela, Colômbia, México, África e Austrália – além de fazerem parte do cardápio de todos os indígenas brasileiros de origem tupi, especialmente a içá, ou tanajura, como são chamadas as fêmeas da saúva.  Saúva é designaçã…

O Que Protege os Elefantes Contra o Câncer?

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Um fato que vem intrigando os cientistas a algum tempo ganha uma nova pesquisa: por que os elefantes desenvolvem menos câncer que os humanos, mesmo possuindo mais células potencialmente cancerígenas? Em um estudo recente, os pesquisadores constataram que os elefantes têm 20 cópias do gene supressor de tumor p53, de modo que suas células são significativamente mais sensíveis a danos no DNA e recorrem mais rapidamente ao suicídio celular (apoptose). Ao estudar o gene p53 em elefantes, os cientistas descobriram um pseudogene antigo chamado fator inibidor de leucemia 6 (LIF6) que, de alguma forma, tinha evoluído para uma nova versão e tornou-se um gene funcional.

Devido ao seu tamanho e a sua longevidade, era de se esperar que os elefantes fossem mais propensos a desenvolver câncer, uma vez que esses animais possuem muito mais células potencialmente carcinogênicas do que os seres humanos. Porém , tal fato não acontece. Entre os elefantes a incidência da doença é muito menor, menos de 5% c…