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Lucy e Luzia no Céu de Diamantes

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Assim como o fóssil  de Lucy é considerado o fóssil mais popular já encontrado no mundo, o crânio de Luzia era de inestimável valor científico por se tratar do mais antigo fóssil humano já encontrado no Brasil e nas Américas. O fóssil de Luzia era um tesouro não só brasileiro, mas mundial, uma peça-chave da história da evolução humana. Ela faz parte da discussão dos povoamentos das Américas, fez com que os pesquisadores discutissem mais profundamente esse tema e foi uma das maiores fontes de produção científica do país. O crânio de Luzia e sua reconstituição facial (foto) são duas das perdas mais lamentadas por pesquisadores brasileiros no incêndio do dia 3 de setembro de 2018, que destruiu inúmeras peças arqueológicas abrigadas no Museu Nacional do Rio de Janeiro.

Noite de 24 de novembro de 1974. As estrelas brilhavam na beira do rio Awash, no interior da Etiópia. O professor Donald Johanson, um antropólogo estadunidense e curador do Museu de Cleveland de História Natural e o estuda…

Vai Uma Tanajura Frita Aí?

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Muito apreciadas como alimento, as içás ou tanajuras são consumidas na revoada, época em que estão com a barriga cheia de ovos e, portanto, mais ricas em proteína. Em muitos locais já não se observam mais revoadas de tanajuras, fato atribuído ao aumento da poluição ambiental. O hábito de comer formigas foi passado dos índios da Amazônia para os sertanejos e tropeiros. Hoje, no nordeste brasileiro, as tanajuras fazem parte de um cardápio exótico, sendo iguaria em mercados públicos e são preparadas de diversas maneiras: fritas, torradas como amendoim, assadas, em paçoca com farinha de mandioca ou de milho.
Comer formigas pode parecer um hábito estranho para muitas pessoas. Porém, diferentes espécies de formiga são consideradas iguarias saborosas por vários povos da Venezuela, Colômbia, México, África e Austrália – além de fazerem parte do cardápio de todos os indígenas brasileiros de origem tupi, especialmente a içá, ou tanajura, como são chamadas as fêmeas da saúva.  Saúva é designaçã…

O Que Protege os Elefantes Contra o Câncer?

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Um fato que vem intrigando os cientistas a algum tempo ganha uma nova pesquisa: por que os elefantes desenvolvem menos câncer que os humanos, mesmo possuindo mais células potencialmente cancerígenas? Em um estudo recente, os pesquisadores constataram que os elefantes têm 20 cópias do gene supressor de tumor p53, de modo que suas células são significativamente mais sensíveis a danos no DNA e recorrem mais rapidamente ao suicídio celular (apoptose). Ao estudar o gene p53 em elefantes, os cientistas descobriram um pseudogene antigo chamado fator inibidor de leucemia 6 (LIF6) que, de alguma forma, tinha evoluído para uma nova versão e tornou-se um gene funcional.

Devido ao seu tamanho e a sua longevidade, era de se esperar que os elefantes fossem mais propensos a desenvolver câncer, uma vez que esses animais possuem muito mais células potencialmente carcinogênicas do que os seres humanos. Porém , tal fato não acontece. Entre os elefantes a incidência da doença é muito menor, menos de 5% c…

Tem Física Quântica nas Cores das Penas dos Papagaios

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Pesquisadores neozelandeses analisaram a plumagem multicolorida do papagaio-de-nuca-amarela (Amazona auripalliata) com uma técnica chamada espectroscopia Raman e constataram que um pigmento chamado psitacofluvina confere as cores vermelhas ou amarelas às penas conforme a posição da "lacuna de energia" entre as moléculas do pigmento. Ao contrário de outras aves, as cores das penas dos papagaios não dependem de pigmentos derivados de alimentos consumidos em sua dieta e sim de fenômenos quânticos ainda pouco conhecidos.

Ao contrário de outras aves, as cores das penas dos papagaios não dependem de pigmentos derivados de alimentos consumidos em sua dieta. Em outras aves, as cores vermelhas e amarelas da plumagem são dadas por pigmentos chamados carotenóides, que vêm de alimentos. O exemplo clássico é o flamingo, que possui coloração rósea-avermelhada em função de sua dieta composta basicamente de camarão e algas. Em vez disso, os papagaios exibem as tonalidades quentes de sua p…

Visitando o "Dinoprata"

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O Museu Nacional reabriu no dia 19/07 a sala dos dinossauros e voltou a exibir a réplica do esqueleto do maior dinossauro já montado no Brasil, o Maxakalisaurus topai. Descrito em 2006, por Alexander Kellner e sua equipe, o maxacalissauro foi apelidado de "Dinoprata" em uma votação popular porque sua descoberta ocorreu no município de Prata, Minas Gerais, durante a construção de uma estrada  O nome Maxakalisaurus topai é uma homenagem ao grupo indígena dos maxacalis, que vivem no estado de Minas Gerais e têm Topa como uma de suas divindades.

No dia 19 de julho de 2018, o Museu Nacional da UFRJ, localizado na Quinta da Boa Vista, que fica no bairro de São Cristovão, reabriu a sala dos dinossauros e trouxe de volta para o local o maior dinossauro já montado no Brasil, o Maxakalisaurus topai. A reabertura da sala, uma das principais atrações do espaço cultural, faz parte das comemorações do bicentenário do Museu Nacional.  Descrito em 2006, por Alexander Kellner e sua equipe, o…

Para Muito Além da Metagenômica

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Uma equipe internacional de pesquisadores desenvolveu uma nova metodologia computacional que analisa o big data do microbioma humano (intestino e pele, por exemplo) e outros metagenomas (terra ou no mar, por exemplo). A nova ferramenta é capaz de examinar milhares de metagenomas e identificar o sinal evolutivo que pode prever a função de muitos genes microbianos. O método é baseado em um tipo especial de algoritmo de aprendizado de máquina e pode gerar "árvores de decisão", predizer centenas de funções genéticas diferentes ao mesmo tempo, encontrando ligações entre genes e ao mesmo tempo predizendo as funções que desenvolvem na célula microbiana.
Uma equipe internacional liderada pelo Instituto de Pesquisa de Barcelona (IRB Barcelona) gerou um algoritmo de aprendizado automático para prever funções genéticas desconhecidas de microrganismos. O sistema examina e compara o big data existentes de metagenomas de microbiomas humanos e ambientais. Essa descoberta permitiu que pesqu…

Por Dentro da Inteligência dos Papagaios

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Neurocientistas canadenses constataram que a impressionante convergência de habilidades cognitivas complexas encontradas entre papagaios e primatas é acompanhada por mudanças convergentes no tamanho de certas estruturas encefálicas. Entre as habilidades cognitivas complexas dos papagaios podemos citar: fabricação de ferramentas, auto-reconhecimento ao espelho, permanência de objeto, metacognição,  aprendizagem vocal e cognição social complexa. Segundo o estudo , os papagaios têm um telencéfalo relativamente grande, semelhante em tamanho aos primatas e, assim como nos primatas, acredita-se que essa expansão do telencéfalo reflita habilidades cognitivas. Embora aves e mamíferos compartilhem muitas semelhanças na estrutura cerebral, as vias cortico-cerebelares diferem acentuadamente entre os dois clados. 

Pesquisadores do Instituto de Neurociência e Saúde Mental da Universidade de Alberta, no Canadá, constataram que a impressionante convergência de habilidades cognitivas complexas aprese…