quinta-feira, 16 de maio de 2013

Morto Por Excesso de Trabalho

Publicitário chinês de 24 anos morreu após ser submetido a uma rotina extenuante de trabalho em Pequim. E este não foi o primeiro caso de morte por exaustão do trabalho no país.

Parece uma piada de mau gosto, mas não é. Aconteceu na China. Um jovem publicitário morreu em Pequim após meses de trabalho contínuo e com poucas horas de descanso. Li Yuan, de 24 anos,  trabalhava durante a tarde do dia 14 de maio de 2013, uma terça-feira, quando sentiu dores no peito e caiu, desfalecido. Seus colegas de trabalho chamaram o serviço médico de emergência local, que o levou ao hospital, onde ele morreu.
Segundo relatos, ele trabalhava há algum tempo de maneira extenuante, sem o descanso apropriado. Entrava cedo na empresa e saía sempre após as 23h. Esse, no entanto, não é o primeiro registro de morte
por trabalhar demais. Em 2011, outro jovem em uma empresa de consultoria morreu do coração, aos 25
anos, em Xangai.
Todo ano na China, segundo o “Want China Times”, 600 mil pessoas morrem subitamente por “exaustão do trabalho”. Os primeiros sinais de estafa são náuseas, falta de apetite e mudanças no humor (na maioria das vezes, depressão).
Fonte: Jornal Destak Rio

terça-feira, 14 de maio de 2013

A Solução É Cultivar e Comer Insetos

FAO sugere consumo de insetos para combater a fome em todo o mundo.Gafanhotos, formigas e outros membros do mundo dos insetos são nutritivos e contém alta porcentagem de proteínas e minerais

A FAO, agência da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, lançou ontem um programa de incentivo a uma dieta com insetos como saída para a fome no mundo. “Até 2030, mais de 9 bilhões de pessoas vão precisar ser alimentadas, assim como os bilhões de animais criados a cada ano”, disse a agência, que acrescentou que os insetos “podem ser colhidos em seu estado natural”, cultivados, processados e vendidos pelos mais pobres da sociedade, como as mulheres e agricultores sem terra.
Segundo a FAO, “os gastos ou investimentos necessários para a colheita são mínimos”.
O relatório, de acordo com a France Presse, compara os custos da criação de insetos com a de gado. “São necessários 2 kg de ração para produzir 1 kg de insetos, enquanto o gado reque 8 kg de alimento para produzir 1 kg de carne”, diz. Eva Ursula Müller, uma das diretoras da agência, explicou a questão do mercado em expansão e da necessidade de alimentação: “Um terço da população mundial come insetos, e isso é porque eles são deliciosos e nutritivos”, explicando que não é só no leste asiático que os insetos são ingeridos, mas que na América e em lugares da Europa a presença deles na alimentação ocorre pontualmente, embora ainda não seja um hábito de todos.
Na Ásia os animais, em estado larval ou desenvolvido, são comidos fritos, em espetinhos, em feiras livres ou com mercadores ambulantes. Também podem ser encontrados pratos mais elaborados com insetos assados ou acompanhados de saladas.
De acordo com o relatório da ONU divulgado em 13 de maio de 2013, gafanhotos, formigas e outros membros do mundo dos insetos, são nutritivos e contém alta porcentagem de proteínas e minerais que trazem benefícios a saúde. Calcula-se que a ingestão de insetos faça parte da dieta tradicional de 2 bilhões de pessoas no mundo inteiro.
Além disso, a FAO afirma que a criação de insetos pode ser uma fonte também de empregos e de renda. "Nesse momento, ela representa mais uma operação caseira, mas tem potencial para atingir escala industrial", garante o diretor da ONU José Graziano da Silva.
Com mais de 1 milhão de espécies catalogadas, os insetos representam mais da metade dos organismos vivos no planeta.
Uma pesquisa feita pela FAO em parceria com a Universidade Wageningen, da Holanda, mostrou que mais de 1,9 mil tipos de insetos são consumidos por homens, mulheres e crianças no mundo.
Os mais consumidos são os besouros, abelhas, formigas, gafanhotos e grilos. "Muitos insetos são ricos na chamada "gordura boa", além de serem ricos em cálcio, zinco e ferro. Nesse caso, um bife, por exemplo, tem 6 mg de ferro em cada 100 gramas. Um único gafanhoto tem até 20 mg de ferro", afirma a diretora da Divisão Florestal da FAO, Eva Muller.
Fontes: Jornal Destak Rio e Isaude.net

domingo, 12 de maio de 2013

Pandemia de Gripe de 1968 Pode Voltar

De acordo com estudo do MIT,vírus da gripe que matou 1 milhão na década de 60 pode retornar.
Os vírus detectados no estudo são geneticamente parecidos aos de 1968 e têm o potencial de gerar uma pandemia

No verão de 1968, uma nova cepa do vírus influenza surgiu em Hong Kong. Conhecida como H3N2, ela se espalhou pelo mundo matando cerca de 1 milhão de pessoas.
Um novo estudo do Massachusetts Institute of Technology (MIT) revela que há muitas estirpes de H3N2 que circulam em aves e suínos, e são geneticamente semelhantes aos da estirpe 1968 com potencial de gerar uma pandemia se infectarem seres humanos. Os pesquisadores, liderados por Ram Sasisekharan, professor de Engenharia Biológica do MIT, também descobriram que as vacinas atuais contra a gripe podem não oferecer proteção contra essas novas cepas.
O estudo, publicado no Scientific Reports , alerta também à Organização Mundial de Saúde e agências de saúde pública que uma "bandeira vermelha" deve ser levantada ao menor sinal de contaminação de humanos pelo vírus.
No novo estudo, os pesquisadores compararam a estirpe de H3N2 de 1968 a cerca de 1.1 mil cepas H3 circulante atualmente em suínos e aves, com foco no gene que codifica a hemaglutinina (HA), a proteína viral.
Depois de comparar as sequências genéticas em cinco locais-chave que controlam as interações dos vírus com os hospedeiros infectados, os pesquisadores calcularam um "índice antigênico" para cada estirpe. O estudo levou em conta, ainda, a capacidade dos vírus de se ligarem aos receptores de glicano encontrados nas células do trato respiratório, chave para infectar os seres humanos.
Com estes procedimentos, a equipe de pesquisa conseguiu isolar, a partir de 2000, 581 cepas H3 que podem potencialmente causar uma pandemia. Destes, 549 vieram de aves e 32 de porcos.
Os pesquisadores, então, expuseram algumas dessas cepas de anticorpos provocados pelos atuais H3 a vacinas sazonais de gripe, comprovando que os anticorpos destas vacinas não foram capazes de reconhecer ou atacar essas cepas H3. "Das 581 sequências HA, seis linhagens de suínos já contêm as mutações HA necessárias para infecção de humanos. Uma das coisas surpreendentes sobre o vírus da gripe é a sua capacidade de usar genes de diferentes hospedeiros. Podem haver genes virais que se misturam entre os porcos, ou entre aves e porcos," completa Sasisekharan.
Fonte: MIT

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Medicina Regenerativa e Outros Avanços na Saúde

Medicina já está regenerando e criando partes do corpo
Saiba o que já existe e o que ainda está em estudo no campo da reparação de órgãos e tecidos humanos. Na foto: olho biônico recém criado.

Avanços na tecnologia médica têm ajudado os seres humanos a viver mais tempo. Agora, os cientistas estão explorando maneiras de reparar, reformar ou substituir órgãos humanos danificados por doenças crônicas, lesões traumáticas, ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais, ou apenas pelo envelhecimento normal.
“A medicina está salvando pessoas que anteriormente não era capaz de salvar”, diz Doris A. Taylor, diretora de pesquisa sobre medicina regenerativa no Instituto do Coração do Texas, em Houston (EUA). Mesmo assim, a demanda por doadores de órgãos excede o número disponível.
“Todos os anos milhares de pessoas morrem enquanto aguardam um órgão”, diz Taylor.
Essa lacuna na oferta e demanda é um dos fatores que levaram os pesquisadores a desenvolver tratamentos cada vez mais inovadores, que por vezes soam como ficção científica trazida à vida real.
Veja a seguir alguns tratamentos reparadores que já estão em uso, que ainda estão sendo testados em humanos e o que os cientistas estão pesquisando para transformar em realidade no futuro.

Visão

Os cirurgiões já conseguem implantar um pequeno telescópio dentro do olho, para ajudar a restaurar um pouco da visão perdida no estágio avançado da degeneração macular relacionada à idade (AMD), uma doença que afeta milhões de pessoas no mundo e é a principal causa de cegueira em adultos de 60 anos ou mais.
O dispositivo foi aprovado em 2010 pela agência americana de controle de alimentos e medicamentos, a FDA, é implantada por meio de um procedimento ambulatorial de uma hora de duração com o uso de anestesia local. Após o implante, o paciente precisa passar por um período de adaptação de um mês com um terapeuta ocupacional, explica Mark Mannis, diretor do Centro de Olhos da Universidade da Califórnia.
“O implante realmente exige que o paciente enxergue de outra forma, assim como uma pessoa que perde um membro inferior e, em seguida, recebe uma prótese, precisa aprender a andar de uma maneira nova.”
Neste caso, o paciente aprende a usar um olho – o com o implante – para visão detalhada e o outro para a visão periférica.
Como diretor do Instituto Wake Forest para Medicina Regenerativa, em Winston-Salem (Carolina do Norte), Anthony Atala está pesquisando tratamentos para reparar ou restaurar – ou ainda “regenerar” – tecidos e órgãos danificados usando o potencial de cura das células do próprio paciente.
Isso pode significar um “reforço” de cura por meio da injeção direta de células-tronco, ou pelo implante de tecidos ou órgãos que tenham sido criados em laboratório a partir de bioengenharia feita com células-tronco colhidas do paciente, uma estratégia que minimiza o risco de rejeição de tecidos ou órgãos.
“Estamos trabalhando com cerca de 30 diferentes tecidos e órgãos”, conta Atala. Um bom número de implantes já foi testado com sucesso em seres humanos, incluindo cartilagem do joelho, pele, vasos sanguíneos, uretra, traqueia e bexiga. Estudos clínicos já estão em andamento para tratar a incontinência urinária por meio da implantação de células para aumentar a funcionalidade da válvula urinária e, assim, manter os pacientes secos.
Atala diz: “O futuro está focado em garantir que estas tecnologias possam chegar ao maior número de pacientes e de condições possível.”

“Impressão” de partes do corpo

No laboratório de Atala e em outros centros de pesquisa de medicina regenerativa, a impressão 3-D é outra estratégia experimental utilizada para a construção de partes do corpo e órgãos bioartificiais.
“Nós imprimimos pele, lóbulos da orelha e partes do nariz e de rins”, diz ele.
“Você vai colocando as células uma camada de cada vez, e posicionando-as exatamente onde elas devem ficar”, personalizando as diferentes camadas para dar a forma necessária, explica ele.
“Imagine a impressora e o cartucho de tinta. Em vez de usar a tinta você está usando células e um gel.”
Wake Forest também está investigando a possibilidade de “imprimir” células da pele diretamente sobre queimaduras.

Células-tronco na recuperação de AVC

O neurologista Lawrence Wechsler, da Escola de Ciências da Saúde da Universidade de Pittsburgh, está nos estágios iniciais de uma pesquisa que avalia se as células-tronco injetadas diretamente no cérebro podem ajudar na recuperação de vítimas de acidente vascular cerebral (AVC).
O primeiro passo – sendo testado em um estudo clínico – é estabelecer a segurança da técnica. Se isso der certo, Wechsler diz: “poderemos planejar um estudo para testar a eficácia e o benefício clínico”.
Tais terapias não trariam de volta os movimentos perdidos, alerta o médico. Mas pequenas melhorias na função poderiam render grandes melhorias na qualidade de vida.
“Se você pode começar a usar a mão para segurar alguma coisa e fazer algumas pequenas tarefas, ou ganhar força suficiente na perna para ajudá-lo a se mover em vez de estar em uma cadeira de rodas, de alguma forma, essa mudança é um grande benefício.”

Coração bioartificial

Talvez o objetivo final dos pesquisadores de medicina regenerativa seja criar e transplantar um coração bioartificial que funcione.
É algo factível? Construir órgãos sólidos complexos, como coração, fígado, pulmões e pâncreas é um desafio. E uma grande questão é “de onde você tira essas centenas de bilhões de células para fazer um”, questiona Taylor, do Texas Heart Institute.
Mas ela acrescenta, “estamos fazendo grandes avanços”, e prevê que o transplante de um órgão complexo sólido e bioartificial será algo possível em cinco anos.
“E se eu tenho algo a dizer sobre isso, digo: vou estar lá quando isso acontecer.”
Fonte: Portal iG

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Nova Pesquisa Sobre a Fertilidade do Óvulo


Cientistas alemães descobriram um novo mecanismo que controla a fertilidade do óvulo. Pesquisa mostra que conhecimento do papel da proteína fetuína-B pode levar a novas formas de tratamento da infertilidade


Cientistas da Johannes Gutenberg-Universität Mainz, na Alemanha, descobriram um novo mecanismo que controla a fertilidade do óvulo. A pesquisa pode representar a base para o desenvolvimento de novas formas de tratamento de infertilidade.
A equipe, liderada por Walter Stocker, demonstrou que a proteína do sangue fetuína-B desempenha um papel importante e até então desconhecido na fertilização de ovócitos. Fetuína-B, identificada pela primeira vez em 2000, é formada no fígado e secretada para a corrente sanguínea.
Durante um projeto de pesquisa em conjunto com pesquisadores da RWTH Aachen University, Stocker descobriu que fetuína-B contribui para a fertilidade do óvulo, regulando o endurecimento da zona pelúcida que protege os oócitos.
Os cientistas descobriram que ratos fêmeas sem fetuína-B eram inférteis, embora seus ovários tenham se desenvolvido normalmente. No entanto, a fertilidade foi restaurada quando os ovários foram transplantados em camundongos selvagens com produção normal de fetuína-B. "Isto demonstra que não eram os próprios ovários, mas sim a proteína fetuína-B, que determinou se os ratos eram férteis ou não", explica Stocker.
Os oócitos dos seres humanos e de outros mamíferos são cercados por um invólucro de proteção chamado zona pelúcida. Este envelope endurece imediatamente após a fertilização bem sucedida da célula do ovo por um espermatozoide, o que significa que o esperma subsequente é incapaz de penetrar o óvulo, evitando assim a fertilização múltipla (poliespermia).
O endurecimento da zona pelúcida é desencadeado pela enzima ovastacin. Ovastacin é armazenado em vesículas dentro da célula do ovo e, quando o primeiro espermatozoide penetra o óvulo, a protease é descarregada para o espaço entre a célula do ovo e a zona pelúcida, o que é conhecido como reação cortical.
No entanto, pequenas quantidades de ovastacin escoam continuamente das células de ovos não fertilizados e isso iria fazer com que a zona pelúcida se endurecesse antes do primeiro gameta poder penetrar. "É o papel da fetuína-B garantir que estas pequenas quantidades de ovastacin que escapam sejam inativadas de modo a que os oócitos possam ser fertilizados. No entanto, uma vez que um espermatozoide penetra o óvulo, a reação cortical será desencadeada e a quantidade de ovastacin vai sobrecarregar a capacidade de inibição da fetuína-B e iniciar o processo de endurecimento", explica Stocker.
De acordo com os pesquisadores, esta é a primeira vez que o endurecimento prematuro da zona pelúcida foi mostrado como possível causa de infertilidade. Assim, eles acreditam que isto poderia representar a base para o desenvolvimento de novas formas de tratamento de infertilidade.

Fonte: Isaude.net

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Sem Interesse Pelo Magistério

Pesquisa da USP mostra desinteresse de alunos em seguir o magistério. Metade dos alunos das licenciaturas em matemática e física não se interessam em ser professor

Uma pesquisa feita na Universidade de São Paulo (USP) mostra que metade dos alunos de licenciatura nas áreas de matemática e física não pretende ou tem dúvidas quanto a seguir a carreira de professor de educação básica. Dos que cursam licenciatura em física, 52% não pretendem ser professores ou tem dúvidas. Em matemática, o percentual é 48%. A pesquisa ouviu um total de 512 estudantes recém-ingressantes da USP, incluindo também alunos de pedagogia e medicina.
A pesquisa Atratividade do Magistério para a Educação Básica: Estudo com Ingressantes de Cursos Superiores da USP, da pedagoga e mestre em educação pela Faculdade de Educação da USP Luciana França Leme selecionou as duas disciplinas de licenciatura em função da escassez de professores nas áreas de exatas. A estimativa do Ministério da Educação (MEC) é que o déficit de professores nas áreas de matemática, física e química seja de cerca de 170 mil.
A baixa remuneração do magistério, as más condições de infraestrutura das escolas e o desprestígio social da profissão estão entre os motivos apontados pelos estudantes para a falta de interesse em seguir a carreira. Segundo a pedagoga, a dificuldade de implementar em sala de aula o ensino da matemática e da física e a concorrência com profissões como as do mercado financeiro também afastam das salas de aula quem se forma nessas áreas.
“Pesquisados disseram que escolheram o curso porque gostam de matemática e física. Mas gostar é uma coisa, outra é o ensino dessas matérias que engloba habilidade como o pensar a matemática, as ciências, e saber ensinar a matemática e verificar como o aluno está aprendendo”, destacou. “Outro fator é o mercado de trabalho. Um aluno formado na USP, nessas disciplinas, pode trabalhar com pesquisa, pós-graduação, no mercado financeiro. A profissão de docente acaba concorrendo com outras opções”, disse Luciana França Leme. A questão de gênero também é apontada pela pesquisadora. “Física e matemática tem muitos alunos homens e as mulheres seguem mais a carreira de professor.”
Na avaliação da pesquisadora, reverter esse quadro de desinteresse pelo magistério requer um plano de atratividade com metas claras e de longo prazo. “É importante uma articulação de vários fatores, igualar os salários com os de profissionais com a mesma formação, reconhecimento e fortalecimento profissional, e despertar o interesse pela profissão ao longo da vida estudantil”, disse.
A carência de professores nas áreas de exatas como matemática, física, química e biologia é uma preocupação do Ministério da Educação (MEC) que elabora um programa para, desde o ensino médio, atrair os estudantes a seguirem o magistério nessas áreas. O programa terá oferta de bolsas de auxílio e parceria com universidades, como adiantou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, ao participar de audiência pública na Câmara dos Deputados, em abril de 2013.

domingo, 5 de maio de 2013

Campanha: "Salve Vidas: Limpe as Mãos"

No Dia Mundial para a Promoção da Higiene de Mãos, a OMS afirma que lavar as mãos pode salvar milhões de vidas. Na foto: Profissionais de saúde de Brasília recebem instruções de como limpar corretamente as mãos.

Durante a comemoração do Dia Mundial para a Promoção da Higiene de Mãos, no dia 05 de maio de 2013, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que milhões de pacientes contraem algum tipo de infecção por falta de higiene em hospitais e clínicas, todos os anos.
Segundo a OMS, a maioria dessas doenças poderia ser evitada simplesmente se médicos, enfermeiros e cuidadores lavassem as mãos antes e depois do atendimento.
As infecções ocorrem, geralmente, por germes transferidos pelo contato de enfermeiros e médicos com os doentes. As infecções mais comuns são a urinária e no sangue, nas áreas onde foram realizadas cirurgias e a pneumonia.
De acordo com a agência, 10% de todos os pacientes hospitalizados em países em desenvolvimento acabam contraindo algum tipo de infecção. Nos países industrializados, o índice é um pouco mais baixo. A preocupação é maior entre as pessoas internadas nas unidades de tratamento intensivo, UTI. Nesses casos, as infecções sobem para 30%.
O enviado da OMS para segurança dos pacientes, Liam Donaldson, afirmou que as infecções causadas por trabalhadores da saúde representam um grande fardo no mundo inteiro. Segundo Donaldson, elas também ameaçam a segurança e o cuidado dos pacientes, levando ao sofrimento físico, psicológico e até mesmo, em alguns casos, à morte. "Isto sem falar nas perdas e nos gastos financeiros nos setores de saúde," afirmou.
O programa de cuidados da agência da ONU dá algumas dicas e instruções simples aos trabalhadores do setor de saúde para evitar contaminações de pacientes. Médicos e enfermeiros devem limpar as mãos com álcool ou água e sabão antes de tocarem no paciente e antes de manusearem qualquer tipo de instrumento que entrará em contato com a pessoa. A limpeza das mãos deve ser feita também, segundo a OMS, depois do atendimento, depois do contato com fluídos do corpo e dos arredores onde o doente estava.
Mais de 15 mil instalações de saúde com mais de 9 milhões de funcionários espalhadas por 168 países prometeram participar da campanha: "Salve Vidas: Limpe as Mãos". Segundo os organizadores, a campanha foi lançada em 2009 e, no ano passado, 12 novos países começaram a participar da iniciativa.
Fonte: Isaude.net