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Plantas Maiores e Mais Resistentes à Seca

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Pesquisadores europeus  conseguiram produzir plantas mais resistentes à seca modificando a sinalização de hormônios esteróides vegetais chamados brassinosteróides. Devido ao efeitos das mudanças climáticas, a seca é um dos problemas mais importantes para a agricultura atual. Até agora, os esforços que foram feitos na biotecnologia para produzir plantas mais resistentes à seca não foram muito bem-sucedidos porque, como contrapartida a um aumento na resistência à seca, houve sempre uma diminuição no crescimento e na produtividade das plantas. O estudo, publicado na revista Nature Communications , é o primeiro a encontrar uma estratégia para aumentar a resistência da planta ao estresse hídrico sem afetar o crescimento.

Uma equipe liderada pela pesquisadora Ana Caño-Delgado do Centro de Pesquisa em Agrogenômica ( Centre for Research in Agricultural Genomics, CRAG, na sigla em inglês) conseguiu produzir plantas mais resistentes à seca modificando a sinalização de hormônios esteróides v…

Novidade no Campo da Invisibilidade

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Inspirados na obra O Homem Invisível, escrita em 1897 por H. G. Wells, pesquisadores espanhóis demonstraram a invisibilidade eletromagnética dos objetos por meio de uma técnica alternativa, baseada em poções de invisibilidade. A novidade do estudo, publicado na revista Scientific Reports , é que eles conseguiram induzir invisibilidade a partir do interior de objetos sem adicionar camadas externas. Essa abordagem traz muitas vantagens e abre novas aplicações em ótica, sistemas de comunicação e bioengenharia. 
Pesquisadores da Universidade da Extremadura (Espanha) conseguiram um feito notável: demonstraram a invisibilidade eletromagnética dos objetos por meio de uma técnica alternativa, baseada em poções de invisibilidade. A novidade do estudo, publicado na revista Scientific Reports , é que eles conseguiram induzir invisibilidade a partir do interior de objetos sem adicionar camadas externas. Essa abordagem traz muitas vantagens e abre novas aplicações em ótica, sistemas de comunicaç…

Correlações Espúrias? Nem Sempre...

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Em época de eleição o que mais vemos são candidatos lançando mão das correlações espúrias para justificar estatisticamente as suas propostas mirabolantes. Correlação espúria é o nome que se dá para a existência de relação estatística entre duas ou mais variáveis, mas sem significado teórico. Por este motivo é comum afirmar que uma correlação não significa causação ou casualidade. Tyler Vigen, o criador do site Spurious Correlations e do livro homônimo,  mostra como fatos que não tem nada a ver um com o outro podem ter picos e quedas de ocorrência ao mesmo tempo. Contudo, a correlação espúria mais emblemática que se conhece foi a que o estatístico inglês Ronald Fisher fez para explicar a relação entre  as cegonhas e o nascimento de bebês


Nem sempre, uma coisa que acontece ao mesmo tempo que outra forma uma relação de causa e consequência. É isso que nos ensina o estudo das chamadas correlações espúrias. Correlação espúria é o nome que se dá para a existência de relação estatística ent…

Lucy e Luzia no Céu de Diamantes

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Assim como o fóssil  de Lucy é considerado o fóssil mais popular já encontrado no mundo, o crânio de Luzia era de inestimável valor científico por se tratar do mais antigo fóssil humano já encontrado no Brasil e nas Américas. O fóssil de Luzia era um tesouro não só brasileiro, mas mundial, uma peça-chave da história da evolução humana. Ela faz parte da discussão dos povoamentos das Américas, fez com que os pesquisadores discutissem mais profundamente esse tema e foi uma das maiores fontes de produção científica do país. O crânio de Luzia e sua reconstituição facial (foto) são duas das perdas mais lamentadas por pesquisadores brasileiros no incêndio do dia 3 de setembro de 2018, que destruiu inúmeras peças arqueológicas abrigadas no Museu Nacional do Rio de Janeiro.

Noite de 24 de novembro de 1974. As estrelas brilhavam na beira do rio Awash, no interior da Etiópia. O professor Donald Johanson, um antropólogo estadunidense e curador do Museu de Cleveland de História Natural e o estuda…

Vai Uma Tanajura Frita Aí?

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Muito apreciadas como alimento, as içás ou tanajuras são consumidas na revoada, época em que estão com a barriga cheia de ovos e, portanto, mais ricas em proteína. Em muitos locais já não se observam mais revoadas de tanajuras, fato atribuído ao aumento da poluição ambiental. O hábito de comer formigas foi passado dos índios da Amazônia para os sertanejos e tropeiros. Hoje, no nordeste brasileiro, as tanajuras fazem parte de um cardápio exótico, sendo iguaria em mercados públicos e são preparadas de diversas maneiras: fritas, torradas como amendoim, assadas, em paçoca com farinha de mandioca ou de milho.
Comer formigas pode parecer um hábito estranho para muitas pessoas. Porém, diferentes espécies de formiga são consideradas iguarias saborosas por vários povos da Venezuela, Colômbia, México, África e Austrália – além de fazerem parte do cardápio de todos os indígenas brasileiros de origem tupi, especialmente a içá, ou tanajura, como são chamadas as fêmeas da saúva.  Saúva é designaçã…

O Que Protege os Elefantes Contra o Câncer?

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Um fato que vem intrigando os cientistas a algum tempo ganha uma nova pesquisa: por que os elefantes desenvolvem menos câncer que os humanos, mesmo possuindo mais células potencialmente cancerígenas? Em um estudo recente, os pesquisadores constataram que os elefantes têm 20 cópias do gene supressor de tumor p53, de modo que suas células são significativamente mais sensíveis a danos no DNA e recorrem mais rapidamente ao suicídio celular (apoptose). Ao estudar o gene p53 em elefantes, os cientistas descobriram um pseudogene antigo chamado fator inibidor de leucemia 6 (LIF6) que, de alguma forma, tinha evoluído para uma nova versão e tornou-se um gene funcional.

Devido ao seu tamanho e a sua longevidade, era de se esperar que os elefantes fossem mais propensos a desenvolver câncer, uma vez que esses animais possuem muito mais células potencialmente carcinogênicas do que os seres humanos. Porém , tal fato não acontece. Entre os elefantes a incidência da doença é muito menor, menos de 5% c…

Tem Física Quântica nas Cores das Penas dos Papagaios

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Pesquisadores neozelandeses analisaram a plumagem multicolorida do papagaio-de-nuca-amarela (Amazona auripalliata) com uma técnica chamada espectroscopia Raman e constataram que um pigmento chamado psitacofluvina confere as cores vermelhas ou amarelas às penas conforme a posição da "lacuna de energia" entre as moléculas do pigmento. Ao contrário de outras aves, as cores das penas dos papagaios não dependem de pigmentos derivados de alimentos consumidos em sua dieta e sim de fenômenos quânticos ainda pouco conhecidos.

Ao contrário de outras aves, as cores das penas dos papagaios não dependem de pigmentos derivados de alimentos consumidos em sua dieta. Em outras aves, as cores vermelhas e amarelas da plumagem são dadas por pigmentos chamados carotenóides, que vêm de alimentos. O exemplo clássico é o flamingo, que possui coloração rósea-avermelhada em função de sua dieta composta basicamente de camarão e algas. Em vez disso, os papagaios exibem as tonalidades quentes de sua p…