Helicobacter pilori: a Bactéria Vilã da História

Foi a partir de 1982 que a gastrite e a úlcera foram separadas formalmente por pesquisadores australianos que patrocinaram o divórcio da úlcera associada ao estresse, provando à comunidade científica internacional que era uma bactéria e, não o estresse, a principal causa de úlceras no estômago ou duodeno. A descoberta da Helicobacter pilori passou a permitir uma cura rápida, por meio de antibióticos. A maioria das pessoas é assintomática. Dois exames mais recentes para verificação da presença de bactéria estão disponíveis no Brasil, com grande vantagem de serem menos invasivos do que a tradicional endoscopia com biópsia de antro e corpo. Um exame de sangue, mais precisamente do soro do paciente, permite pesquisar a existência de anticorpo específico para H. pilori. Outro exame bastante sensível verifica a presença da bactéria através da análise dos gases respiratórios. O teste baseia-se no seguinte: a H. pilori decompõe rapidamente a uréia, numa reação que libera gás carbônico. O paciente toma uma solução de uréia com carbono marcado. Caso a bactéria esteja presente no estômago, ela irá decompor a uréia gerando grande quantidade de CO2, que passa para o sangue do paciente e acaba sendo eliminado através da respiração. A presença de carbono marcado no ar expirado revela, portanto, que a uréia foi decomposta, e é indicadora da presença da bactéria.

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