Quando o Esgoto Vira Energia

Desde 2006 a comunidade de Bonfim, em Petrópolis (RJ) vem se beneficiando da energia gerada por dois biodigestores instalados no local. O esgoto produzido por cerca de 500 moradores é tratado e transformado por ação de bactérias em biogás - uma mistura de metano e gás carbônico - dentro dos biodigestores (foto). Desenvolvido pela ONG O Instituto Ambiental e com o apoio da iniciativa privada, a tecnologia já trata o esgoto de cerca de 10 mil moradores de Petrópolis.
Atualmente, são 32 biodigestores instalados em Petrópolis, entre sistemas coletivos ( no caso das comunidades) e pequenos, feitos pelos próprios moradores e até pousadas. O primeiro da cidade foi construído em 1994, na comunidade Silva Jardim, por meio de uma parceria da ONG O Instituto Ambiental, que desenvolveu o projeto no Brasil, com um grupo de pesquisadores chineses. Pioneira no uso de biodigestores para o tratamento de esgoto em zonas pobres do país, hoje a China tem mais de 12 milhões deles.
De acordo com a ONG, a tecnologia é bem simples. Após entrar no sistema, a parte sólida decanta e se separa da água. Depois disso, as bactérias produzem o gás, que é usado para gerar energia (normalmente o biogás é utilizado pelos moradores para substituir o botijão de gás na cozinha). Por fim, pode-se implantar um biossistema completo, com utilização dos nutrientes das fezes para adubo em plantas, e da água, que também sai do processo totalmente limpa, para um tanque de peixes. A implantação de um biodigestor custa, em média, 2 mil reais. E, para construir um biossistema completo, com zona de raízes e tanque de peixes, é necessário um investimento de aproximadamente 10 mil reais.

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