Terapias Alternativas Que Não Funcionam


Estima-se que milhões de brasileiros atualmente lancem mão de alguma forma de terapia alternativa para tratar doenças. A Associação Brasileira de Medicina Complementar calcula que existam mais de 50.000 terapeutas alternativos em atividade no país. Quando se fala em terapia alternativa no Brasil é preciso esclarecer  que se trata, na maioria dos casos, de práticas proibidas pelo Conselho Federal de Medicina. Apenas a homeopatia e a acupuntura são reconhecidas como especialidades médicas. Escolhas mais radicais, como a cromoterapia, a iridologia, os florais de Bach, os cristais, Reiki e a urinoterapia, são vistas com reserva pela classe médica.
O grande perigo da medicina alternativa é mascarar doenças graves ou acelerar seu ritmo destruidor, tratando apenas os sintomas. Uma das grandes dificuldades de um paciente leigo é conseguir separar verdades (sim, elas existem) de mentiras no imenso leque  de quase 800 modalidades de terapias alternativas. Segundo o critério da credibilidade científica, a acupuntura, a homeopatia e a fitoterapia merecem ser respeitadas. A primeira é considerada uma ciência real, a ponto de ser usada como anestesia até em partos. A homeopatia é admitida pelos médicos tradicionais em doenças crônicas, sobretudo nas de fundo emocional. Quanto á fitoterapia, é inegável o princípio curativo de alguns chás e plantas. Cerca de 45% dos remédios usados pela medicina convencional são feitos a partir de substâncias extraídas de vegetais. Manipulações de vértebras como a quiropraxia e o shiatsu são vistas mais como técnicas de relaxamento do que como ciência. Abaixo seguem algumas dicas que podem ajudar o paciente leigo a separar o joio do trigo quando o assunto é terapia alternativa:

* Fuja de terapeutas que usam termos  como "descoberta científica revolucionária", "produto exclusivo" e "ingredientes secretos".
* Desconfie  de receitas escritas em "mediquês" - uma terminologia de aparência impressionante para disfarçar  a falta de ciência de boa qualidade.
* Não acredite  em produtos apresentados como tratamentos rápidos e eficazes para uma ampla gama de doenças.
* Se um produto  é anunciado como disponível somente a partir de um único fornecedor ou terapeuta, não compre.
* Peça que o terapeuta mostre dados, pesquisas e estudos publicados em jornais e revistas conceituados sobre o tratamento que ele propõe.
* Sempre solicite a um médico de sua confiança - mesmo que seja um profissional do ramo da alopatia- informações sobre o tratamento alternativo.
Costuma-se dizer que a medicina alternativa tem poucos efeitos colaterais e que é bem mais barata.  No entanto, em casos de pacientes com câncer, por exemplo, pode ser mais danosa que útil.  Os grandes aliados do paciente com câncer são o diagnóstico precoce e o pronto tratamento.  Se pensar que está fazendo um tratamento que pretensamente vai curá-lo, o paciente pode procurar tratamento efetivo tarde demais. Além disso, dependendo do tratamento, misturar uma terapia alternativa pode diminuir a ação de medicações alopáticas comprovadamente eficazes, interferindo no processo de cura do paciente.

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