Simulando Epidemias


Quando há uma ameaça de pandemia, não basta desenvolver uma vacina para conter a doença. É preciso também definir como e quando aplicá-la. Esse tipo de decisão pode ser mais eficiente se as autoridades da área de saúde pública souberem com antecedência como a doença se espalha pela população. Para falar sobre esse trabalho de simulação de epidemias, o Estúdio CH recebeu a bióloga especialista em modelagem epidemiológica Cláudia Torres Codeço, da Fundação Oswaldo Cruz.
Em entrevista a Fred Furtado, Codeço explicou que a modelagem epidemiológica é a descrição do processo de espalhamento de uma doença usando a matemática. Por meio de programas de computador, é possível compreender como todos os componentes envolvidos na transmissão de uma doença – pessoas, vírus, bactérias, possíveis vetores – interagem e, assim, simular esse processo. Esses resultados podem subsidiar a definição de critérios de vacinação, distribuição de medicamentos, estabelecimento de quarentena, entre outros.
Além de explicar como é feito esse trabalho, a pesquisadora mostrou de que forma ele se aplica a doenças como a gripe, a dengue e a Aids. No caso da gripe suína, por exemplo, é possível estudar as ocorrências de 2009 e estimar como a doença se comportará no próximo ano para que o país esteja mais bem preparado.
Codeço falou ainda sobre um projeto criado por seu grupo, junto com pesquisadores de Portugal, de um portal na internet – chamado Gripenet Brasil – para monitorar em tempo real o avanço da gripe suína no país.

Ouça na íntegra a entrevista com a bióloga Cláudia Torres Codeço acessando  a página da Ciência Hoje On-Line clicando nos Biolinks à direita



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