Ensino Médio Público: Onde Estão os Alunos?

Segundo a professora Anita Handfas, do grupo de pesquisa sobre trabalho, formação humana e políticas públicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (U.F.R.J), mais de 86% dos estudantes matriculados em 2006 não concluíram o ensino médio no prazo previsto, em 2008. A pesquisa revela que dos 591.754 estudantes que entraram no 1º ano da rede estadual de ensino em 2006, apenas 81.583 se graduaram em 2008, número que representa 13 % dos que se matricularam Os 510.171 alunos que ficaram no meio do caminho foram reprovados, ficaram longe da escola por um tempo ou a abandonaram de vez. O estudo revela também que de 2007 para 2008, o deficit entre matriculados e concluintes aumentou 2%.
Em entrevista ao Jornal Destak (publicada na edição de 01/02/2010), a especialista disse que várias razões explicam o crescimento deste número. Na maioria dos casos, a evasão escolar ocorre entre alunos pobres, que precisam trabalhar para complementar a renda da família. A gravidez precoce das alunas é também apontada como um fator da evasão escolar. Outro fator levantado pela pesquisadora é que muitos estudantes interrompem o ensino fundamental, prejudicando a continuidade do processo educativo e, quando entram no ensino médio, têm dificuldades no aprendizado.
A professora lembra que esses problemas ultrapassam os muros da escola – são também problemas sociais. Uma mudança curricular que tornasse a formação mais humana e integral poderia atrair os estudantes, segundo ela.
O baixo número de concluintes do ensino médio confirma a perspectiva dos alunos - 95% não sabem se vão concluir o curso, de acordo com uma pesquisa divulgada pela Secretaria Estadual de Educação (RJ) com mais de 4 mil jovens. Na capital, especialmente, as taxas de abandono e reprovação, relacionadas ao déficit entre matriculados e concluintes são altas.
A Secretaria Estadual de Educação disse buscar a informatização do ensino para estimular os alunos, equipando escolas com computadores e incentivando professores a usar recursos tecnológicos nas aulas. Será que só isso basta? Você, professor, educador, pedagogo pode dar a sua opinião, clicando em comentários.

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