Mutação e Câncer

Diversos estudos buscam entender melhor o câncer e descobrir novas formas de tratar e prevenir essa doença, que hoje mata por ano mais de 7 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, está em andamento um trabalho que vai avaliar o impacto de uma alteração genética específica na incidência de câncer na população brasileira. Em entrevista a Fred Furtado do Estúdio CH, a médica e geneticista Patricia Ashton-Prolla, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) explicou a relação do gene TP53 com o câncer. Segundo ela, esse gene é muito importante em vários processos do nosso organismo, principalmente na proteção contra tumores. Alterações nessa parte do material genético estão presentes na grande maioria dos cânceres conhecidos atualmente, como os de mama (foto), cérebro, pulmão e intestino. Pessoas que já nascem com mutação nesse gene têm uma doença genética hereditária responsável por uma predisposição muito maior para desenvolver câncer ao longo da vida.
Segundo a geneticista, estudos apontam que a incidência de mutações no gene TP53 na população brasileira pode ser maior do que a estimada para a população mundial. Diante desse quadro, sua equipe, em colaboração com o Hospital A.C. Camargo, em São Paulo, e a Divisão de Genética do Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Rio de Janeiro, está começando a estudar a frequência de uma mutação específica nesse gene na população do Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro, estados com as maiores taxas de ocorrência de praticamente todos os tumores no Brasil.
Além de mostrar como será realizada essa avaliação, Ashton-Prolla falou sobre as previsões para a obtenção dos primeiros resultados do estudo, que busca compreender melhor o risco que essa mutação no gene TP53 gera para vários tipos de câncer.

Ouça na íntegra a entrevista acessando o site da Ciência Hoje On-Line pelo link e clicando na matéria "Mutação e Câncer"

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