Alcoolismo Afeta Mais as Mulheres

Homens e mulheres metabolizam o álcool de forma distinta. O organismo feminino não consegue processar a bebida tão eficientemente quanto o masculino. As doenças decorrentes do alcoolismo matam proporcionalmente duas vezes mais mulheres do que homens alcoólatras. Entre elas, os estragos à saúde provocados pelo vício da bebida costumam aparecer dez anos antes do que entre eles.
Em relação aos distúrbios cardiovasculares, por exemplo, o risco de hipertensão e insuficiência cardíaca em conseqüência do consumo excessivo de bebidas alcoólicas chega a ser 40% maior nas mulheres. Nas doenças hepáticas, para os mesmos níveis de ingestão de álcool, o risco de cirrose  é 3 vezes maior no sexo feminino do que no masculino. O hábito da bebida pode levar a um quadro de inflamação celular crônica, facilitando o crescimento desordenado das células. Portanto, a bebida está associada sobretudo aos cânceres de fígado, estômago, esôfago, pâncreas e mama. Nas mulheres, o câncer costuma aparecer 5 anos antes do que nos homens. Problemas de memória associadas ao vício da bebida são 30% mais comuns entre as mulheres do que entre os homens. A ocorrência de depressão é 30% a 40% maior entre mulheres dependentes de álcool do que entre homens  na mesma situação. Anorexia e bulimia estão presentes em 15% a 32% das pacientes que abusam do álcool. No sexo feminino, a probabilidade de aparecimento de rugas decorrente do abuso de álcool é 30% maior do que no masculino.
As adolescentes de hoje compõem a primeira geração de mulheres que se igualam aos homens nos índices de alcoolismo no mundo todo. O consumo de álcool entre os adolescentes foi estimulado pela invenção das bebidas ices. As misturas docinhas de vodca com suco de fruta ou refrigerante dão a falsa impressão de que se consome pouco álcool, pois mascara o gosto forte e amargo da substância. Apesar de terem teor alcoólico semelhante ao das cervejas, as bebidas ices são consumidas como se fossem limonada.

Postagem elaborada com base na matéria intitulada "A Boia da Prevenção" publicada na revista Veja de 09/09/2009

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