Tetos Frios: Um Grau A Menos, Por Favor!

O Green Building Council Brasil (GBC), criado em março de 2007, é uma entidade sem fins lucrativos que surgiu para auxiliar no desenvolvimento da indústria da construção sustentável no País, utilizando as forças de mercado para conduzir a adoção de práticas de Green Building em um processo integrado de concepção, construção e operação de edificações e espaços construídos.
No Brasil, o GBC está lançando a campanha nacional One Degree Less (Um Grau A Menos), que visa a ajudar a diminuir a temperatura, de forma bastante simples, nas chamadas ilhas de calor: são os cool roofs, ou seja, telhados que captam menos o calor do sol e, assim, auxiliam na redução da temperatura local e até do consumo de energia.
Segundo pesquisador da Lawrence Berkley National Laboratory (CA, EUA), cerca de 25% da superfície de uma cidade consiste de telhados.
Temperaturas elevadas aumentam:
• o gasto com energia com ar-condicionado;
• os níveis de poluição;
• as incidências de doenças relacionadas com o calor.

Qual o Potencial de Economia de Energia de um teto frio ("cool roof")?
A monitoração de mais de 10 edifícios na Califórnia e na Flórida demonstra que o uso de tetos frios poupa, para os moradores e proprietários de imóveis, de 20 a 70% do uso anual de energia de resfriamento.


Uma estimativa da economia de energia com o uso de cool roof pode ser determinada considerando-se os seguintes fatores:
• Ar-condicionado: cool roofs podem reduzir o uso de energia no verão, em edifícios com ar-condicionado.
Em prédios sem ar-condicionado, os cool roofs podem aumentar o conforto, reduzindo as temperaturas do topo ao chão.
• Isolamento do teto: cool roofs poupam mais energia quando instalados em edifícios com baixo
isolamento.
• Barreira radiante do ático: estas estruturas reduzem o potencial de economia de energia dos cool roofs.
• Ventilação do sótão: edifícios com baixa ventilação do sótão irão se beneficiar com um teto refletivo.
• Clima local: a economia de energia de resfriamento é tipicamente maior em áreas onde o verão é longo,
ensolarado e quente.

TETOS BRANCOS REDUZEM A TEMPERATURA, COMBATEM O EXCESSO DE CO2 E RETARDAM O AQUECIMENTO GLOBAL.
A maioria dos tetos planos são escuros e refletem só até 20% da luz solar. Pintados de branco ou outra cor clara, com reflexão de 0,60 ou mais, os efeitos da incidência solar diminuiriam. Cada 100 m2 pintados compensam 10 t de emissão de CO2. Para evitar problemas de oferta e demanda, é recomendável que tetos planos sejam pintados branco e os inclinados com cores frias. O uso de cores frias aumenta a reflexão solar em até 0,20 e gera uma compensação de CO2 de 5 t para cada 100 m2, metade dos tetos brancos. A reflexão solar em pavimentos pode ser elevada 0,15, compensando 4 t de CO2 para cada 100 m2.
Até 2040, 70% da população mundial poderá viver nas cidades, cujas superfícies tem 60% de tetos e
pavimentos. As medidas acima podem gerar uma compensação de 44 bilhões de toneladas de CO2, cujo valor é de US$ 1,1 trilhão. Permanentemente aumentando a reflexão solar de tetos e pavimentos em todo o mundo pode gerar uma compensação equivalente à emissão de 11 bilhões de carros por ano. Isto significa tirar das ruas cerca de 600 milhões de carros por 18 anos.
Se somente os tetos tivessem suas cores escuras substituídas, pode-se conseguir uma compensação de 24 bilhões de toneladas de CO2. Se em 20 anos todos os tetos forem pintados, teremos o efeito de retirar metade dos carros que rodam em todo o mundo a cada ano deste programa. Isso possibilitaria um atraso nos efeitos do aquecimento global.
Há uma campanha internacional para a utilização de materiais reflexivos na construção e reforma de tetos em regiões temperadas e tropicais.
Os tetos frios: reduzem o uso de ar-condicionado e aumentam o conforto das construções sem estes ; combatem as ilhas de calor no verão nas cidades, melhorando a qualidade do ar e o conforto do ambiente urbano; reduzem a temperatura global.

Do site do Green Building Council Brasil 


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