Conhecendo a Farmacogenética

Há muito tempo se sabe que pacientes tratados com as mais diversas drogas apresentam variabilidade de resposta e de susceptilidade a toxicidade a medicamentos. De fato, uma proporção considerável de pacientes tomando uma dose padronizada de determinados medicamentos não responde, responde apenas parcialmente ou experimentam reações adversas ao medicamento. Sabe-se que nos Estados Unidos, mais de dois mihões de hospitalizações e 100 mil mortes por ano são decorrentes de reações adversas a medicamentos. Ainda, aproximadamente 4% de todos os novos medicamentos lançados são retirados do mercado devido às reações adversas, configurando uma situação desastrosa para a indústria farmacêutica, que gasta milhões de dólares para desenvolver um novo produto.
As variações na resposta ao tratamento podem ser decorrentes de vários fatores tais como doenças, diferenças na farmacocinética e farmacodinâmica dos medicamentos, fatores ambientais e fatores genéticos. Considerando que os fatores genéticos podem contribuir para a eficácia e a segurança de um medicamento, a farmacogenética e/ou farmacogenômica vem sendo fomentada recentemente. A farmacogenética/farmacogenômica estuda as influências genéticas sobre as respostas a medicamentos, estando a farmacogenética focada em efeitos de genes isolados, enquanto que a farmacogenômica estuda simultanêamente vários genes e suas interações. Estas áreas da farmacologia clínica objetivam otimizar o tratamento através da personalização terapêutica, conforme as diferenças nas características genéticas dos indivíduos. Particularmente, buscam identificar genes que predisponham às doenças, modulem respostas aos medicamentos, afetem a farmacocinética e farmacodinâmica e estejam associados a reações adversas à medicamentos.

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