Herbário Digital

Foto da flor conhecida como trigêmea tirada no Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Séculos de exploração da mata por naturalistas estrangeiros fizeram herbários europeus acumularem um respeitoso acervo extraído daqui. Para estudá-lo era necessário visitar centros de excelência como o Kew Gardens, em Londres, ou o Museu Nacional de História Natural de Paris (MNHN). Agora, porém, as plantas estão mais perto de cientistas e internautas. O Jardim Botânico do Rio lançou o Projeto Reflora, que vai repatriar 500 mil amostras digitalizadas de plantas para o país.
As porções e dados históricos divulgados no site da instituição virão dos herbários inglês e francês. Enquanto eles não são levados à internet, os entusiastas da flora já podem explorar online o herbário do próprio Jardim Botânico. De suas 500 mil plantas, aproximadamente 70% já tiveram amostras digitalizadas e estão disponíveis no site www.jbrj.gov.br/jabot .
- Quase sempre os alunos precisam concorrer a bolsas de estudo para visitar os herbários europeus e passar um tempo estudando este material. Com todos esses dados online, a análise será mais fácil e ágil - diz Rafaela Campostrini Forzza, curadora do herbário do Jardim Botânico. - Outra vantagem é a possibilidade de ver as espécies em conjunto, todas no mesmo endereço eletrônico. Normalmente os pesquisadores acumulam dúvidas, já que, fora do computador, cada planta é exibida em um local diferente.
O Reflora sonha alto. Nenhum projeto do planeta mirou a digitalização de acervos nacionais disponíveis em herbários estrangeiros. Rafaela espera contar, em 2014, com 1 milhão de amostras online - metade do Rio, metade das exiladas em Londres e Paris.
A investida no exterior não para por aí. Se a experiência com Kew e MNHN colher frutos, o projeto pode ser estendido a outros herbários, que também reúnem um considerável acervo made in Brasil:
- As instituições europeias sempre levaram a sério o estudo da flora. Por isso, não faltam herbários com os quais podemos tentar um acordo. É o caso de Bruxelas, Genebra, Estocolmo.

Fonte: Jornal O Globo (Caderno Planeta Terra em 22/03/2011)

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