domingo, 15 de maio de 2011

Oxi: Uma Nova Droga Mais Barata e Mais Letal que o Crack

Muitos não sabem, mas existe uma droga muito mais forte do que o Crack com um poder de vicio muito maior e devastador. Essa droga tem o nome de Oxi, por se tratar de restos do refino de coca oxidados. Oxi é considerado por especialistas pior que o Crack, em virtude de causar vício muito rápido aos usuários.
Droga mais letal e viciante que o crack foi encontrada no bairro Rubem Berta, em Porto Alegre. Clique e veja mais fotos Crédito: Divulgação / Denarc / CPA nova droga já está nas ruas em alguns estados do Brasil. Praticamente muitos já devem ter pleno conhecimento do efeito aterrorizante e devastador que o Crack provoca nos dependentes químicos, isto é, nos viciados e usuários.Também todos já sabem que ela já está espalhada por todo o Brasil e que existem vários tipos de drogas destruindo a sociedade, a família e os jovens. São elas: a maconha, a cocaína, a heroína, o LSD, o Extasy entre outras. 
Na verdade não é uma droga tão nova assim, pois chegou na década de 80 ao Estado do Acre, vizinho da Bolívia, um dos maiores produtores de cocaína do mundo. O Oxi é mais poderosa e devastadora ainda que a cocaína e o Crack juntas. Assim como o Crack é um subproduto da cocaína, o Oxi por sua vez é um subproduto do Crack, adicionado de querosene e outros componentes. Se o Crack vicia e destrói a vida social do indivíduo de forma rápida, o Oxi é uma droga mais forte e perigosa. A diferença é que, na elaboração, ao invés de se acrescentar bicarbonato e amoníaco ao cloridrato de cocaína, como é o caso do Crack, adiciona-se querosene e cal virgem para obter o Oxi. A nova droga já foi encontrada em mais de dez estados das regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil e, recentemente, chegou ao sul do país conforme notícias da imprensa a respeito de uma apreensão feita no dia 12/05/2011 na zona norte de Porto Alegre (foto).
Essa nova droga é tão mortal e tão devastadora que grupos de pesquisadores da ONG Rede Acreana de Redução de Danos – Reard resolveu pesquisar a vida de vários usuários na região para estudar a produção e o uso da mescla ou merla encontrando uma realidade assustadora. Eram jovens mergulhados no uso do Oxi. A mescla é uma espécie de “tia” mais rudimentar do Crack, produzida a partir do refugo da cocaína, mais alguns produtos químicos como cal, querosene, acetona, solução de bateria elétrica etc. 
A droga, por ser bastante barata, se espalha entre os jovens de cidades muito pobres que residem em bairros desprovidos de assistência social. Os viciados vivem em casas de madeira, a maioria na beira dos rios, sem saneamento básico, sem água, sem as mínimas condições de higiene. Vendido em pedras como o Crack, que podem ser inclusive amareladas ou mais brancas, dependendo da quantidade de querosene ou cal virgem adicionados, o grande diferencial do Oxi está justamente em seu preço: enquanto a mescla custa de cinco a dez reais uma trouxinha que serve três cigarros, o Oxi é vendido de dois a cinco reais por cinco pedras. 
De acordo com Álvaro Augusto Andrade Mendes da ONG Rede Acreana de Redução de Danos o Oxi “É uma droga popular, inegavelmente, mas dependendo do período o preço aumenta: se é época de chuva, se a polícia intensifica mais a vigilância”, explica. De acordo ainda com Álvaro Augusto “a maior questão do Oxi é que ela é uma droga mais rápida, causa um efeito mais forte, e é a única coisa que vem para eles, eles não têm opção”. Altamente aditiva, a pedra é consumida em latinhas com furos, assim como o Crack é fumado em cachimbo, o que torna a fumaça mais pura e o efeito ainda mais forte. 
Porém, também há casos relatados de consumo de Oxi triturado, em cigarros, misturado à maconha ou ao tabaco, e em pó, aspirado. Seja de que maneira ele seja consumido o consumo é sempre acompanhado de bebida-cachaça, cerveja, ou coisa pior. 
O membro da ONG acreana adverte para o fato de que “Muitos viciados usam a droga junto com álcool, não o álcool de beber, mas o álcool de tampinha azul, como eles chamam, que eles misturam com suco de groselha”. “O “álcool da tampinha azul” nada mais é que álcool etílico, desinfetante usado na limpeza de casas”, conclui.
Para se conseguir mais droga e calar a “fissura”, é bastante comum ver os usuários praticando pequenos roubos e se prostituindo o que os torna mais vulneráveis à AIDS e demais doenças sexualmente transmissíveis, sem haver a mínima atenção do poder público, e o conhecimento sobre sexo seguro ser muito pouco entre essa população.
Extremamente nocivo ao organismo, o uso do cotidiano e freqüente do Oxi acaba perturbando o sistema nervoso central do viciado levando-o à “paranóia” e ao medo constante. Além disso, os usuários do Oxi acabam ficando nervosos, emagrecem rápido, ficam com a cor da pele amarelada, têm problemas no fígado, dores estomacais, dores de cabeça, náuseas, vômitos, e sofrem de diarréia constante.
O médico Mauro Gomes de Aranha, presidente do Conselho Estadual sobre Drogas do Estado de São Paulo, adverte que o Oxi, por se tratar de um estimulante, provoca diversos riscos a saúde. Segundo ele “a intoxicação com este tipo de substância causa convulsões e arritmia cardíaca, podendo chegar ao infarto agudo do miocárdio”. 
Veja também no Biorritmo:
Crack: Pedras que levam para o fundo do poço (09/08/2009)
Crack não é droga, é uma arma química (16/05/2010)

Um comentário:

  1. Comparar maconha com drogas como cocaína ecstasy é sacanagem. Estude bem os efeitos de cada droga antes de postar bobagem.

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