Um Raio-X da Saúde do Brasileiro

O portal iG elaborou um infográfico com base nos dados do Ministério da Saúde e traçou um panorama da saúde do brasileiro em diversos estados e regiões do país, sinalizando inclusive os fatores de riscos

Um raio X da saúde do brasileiro mostrou que tabagismo e alcoolismo, dois fatores de risco intimamente ligados às doenças crônicas, têm relação diferenciada com a educação. Um infográfico especial, preparado pelo iG com base nos dados do Ministério da Saúde em entrevista telefônica feita com quase 55 mil moradores de todas as regiões do País, aponta que as pessoas que mais estudaram são as que fumam menos. Por outro lado, os maiores índices de consumo exagerado de bebida alcoólica estão concentrados em que teve mais acesso ao estudo.
A prevenção de doenças do coração, do cérebro, da circulação e de todos os outros problemas crônicos de saúde é garantida por meio do controle do peso e da alimentação saudável, além da cessação do tabagismo e do consumo exagerado de álcool.
O novo infográfico feito pelo iG mostra, no entanto, que estes hábitos de risco estão espalhados por todo País. Alguns Estados e algumas faixas etárias concentram mais esta rotina que ameaça a saúde e aproxima da população o câncer, o diabetes e a hipertensão, só para citar alguns exemplos.
O panorama que traz o raio X da saúde do brasileiro foi feito por meio dos dados divulgados pelo Ministério da Saúde nas últimas duas semanas, em uma pesquisa chamada Vigitel. Foram entrevistados pelos técnicos do Ministério quase 55 mil pessoas, maiores de 18 anos e moradoras de todas as capitais do País e também do Distrito Federal.
Após o levantamento, foi constatado, por exemplo, que quase metade do País está acima do peso e que as mulheres com menos escolaridade são as que mais sofrem de hipertensão. Pelos registros disponíveis na nova ferramenta, entre os que concluíram o Ensino Fundamental (de 0 a 8 anos de estudo) o índice de fumantes homens é de 22,3%. Já a taxa entre quem estudou 12 anos ou mais (faculdade, no mínimo) cai para 11,5%.
Se para o tabagismo os especialistas apontam a educação e o acesso à informação sobre os malefícios acarretados como o principal fator de proteção, para a bebida alcoólica a frequencia nas salas de aula não garante o mesmo distanciamento do risco. Entre quem estudou de 0 a 8 anos, 24,5% bebem mais de cinco doses na mesma ocasião em que decidem beber. Já os que estudaram mais de 12 anos somam 31,5% nesta mesma estatística, sete pontos percentuais a mais. A explicação neste caso é que o álcool é muito presente no ambiente universitário, além de fazer parte do cenário executivo e das profissões – uma matéria especial feita pelo iG Saúde mostra que as licenças trabalhistas para tratar alcoolismo, por exemplo, cresceram 24,4% em três anos.
Navegue pelo infográfico e descubra o comportamento de seus “vizinhos”, das pessoas de sua idade, com informações divididas por sexo. O panorama traz dados sobre fumantes, ex-fumantes, fumantes passivos, consumidores de carne em excesso, baixo consumo de frutas, bebida alcoólica excessiva, sedentarismo, diabetes e hipertensão.
Clique no link abaixo e navegue pelo mapa da saúde do brasileiro:

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