segunda-feira, 26 de março de 2012

O Mascote Bola da Vez

Símbolo da Copa do Mundo de 2014, o tatu-bola corre risco de extinção. Ambientalistas esperam conseguir beneficiar o animal com medidas de proteção e por pesquisas científicas até a data do evento.

Escolhido recentemente como mascote da Copa do Mundo do Brasil 2014, o tatu-bola (Tolypeutes tricinctus) consta hoje na lista de espécies vulneráveis  da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês) após ser considerado extinto até os anos 1990. Habitante do Cerrado e da Caatinga, o tatu-bola tem como principais ameaças à sua sobrevivência a perda de habitat e a caça.

Quando está ameaçado por algum predador, esta espécie de tatu curva-se sobre o seu próprio corpo e assume a forma de uma bolinha como estratégia de defesa. O modo como ele se fecha é perfeito. Ele se fecha tão bem que é impossível abrir com a mão. Para permitir este movimento, a anatomia e a fisiologia dele são diferentes, inclusive a coluna e a estrutura óssea.
Não há estimativa precisa do tamanho da população de tatu-bola no Brasil. Especialistas afirmam, no entanto, que houve uma redução de mais de 30% nos últimos dez anos. Com o aumento das áreas ocupadas, seja para a construção de casas ou por causa da expansão agrícola, sobretudo da soja  e da cana-de-açúcar, falta espaço para o animal, que tem dificuldade de se adaptar às mudanças e não sobrevive em meio a plantações e cidades.
A ciência ainda sabe pouco sobre o tatu-bola. Sabe-se que a espécie está desaparecendo nos últimos 30 anos  e que é muito  sensível às mudanças ambientais. A cada ninhada, produz um filhote, no máximo dois. Isso contribui para que a espécie fique na condição de vulnerabilidade. Insetívoro, o tatu-bola se alimenta de formigas. Tem hábitos solitários e precisa de muito espaço. A média é de um animal para cada quilômetro quadrado. Durante muito tempo, o tatu-bola, que é fácil de se caçado, foi um recurso alimentar importante em meio à pobreza da Caatinga.
A ONG que defendeu a candidatura do animal a mascote da Copa, a Associação Caatinga, espera que a maior visibilidade seja traduzida em estudos e iniciativas de preservação da espécie. De acordo com o secretário-executivo da organização, o biólogo Rodrigo Castro, a espécie , que só ocorre no Brasil, vai permitir que a paixão nacional pelo futebol esteja aliada às preocupação com o meio ambiente.
Fonte: Caderno Planeta Terra do Jornal O Globo (março 2012)

2 comentários:

  1. O MASCOTE DA BOLA DA VEZ:e um animal bem interesante tudo a ver com o futebol;porque o tatu-bola quando esta sendo ameaçado fica igual a uma bola de futebol uma boa escolha para o mascote da copa do mundo;pena com o animal esta em extinçao nao so o tatu tambem outros animais tem que ter mais fiscalizaço ambiental;contra a caça de animal.quarta-feira;28/03/2012. ÁS 20:56 da noite

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  2. O MASCOTE DA BOLA DA VEZ:e um animal bem interesante tudo a ver com o futebol;por que o tatu-bola fica igual a uma bola de futebol uma boa escolhe para ser o simbolo da copa do mundo de 2014 pena que tem caçadores acabando com esses animal nao so o tatu como outros ameçado de extinçao. tem que ter mais fiscalizaçao ambiental mais boa escolha. ETE.VM-FAETEC.LUCAS ANDERSON; QUARTA-FEIRA;28/03/2012.ÁS 20:56 PM

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