São Tóxicos, Mas Estão Na Moda

Roupas de diferentes grifes analisadas pelo Greenpeace continham substâncias cancerígenas e que prejudicam a atividade hormonal. Zara foi a marca onde se detectou os maiores índices

Produtos químicos  presentes na linha de grandes marcas de vestuário podem ser perigosos para a saúde daqueles que têm contato com esses produtos. A informação está contida no relatório "Os fios tóxicos - o grande remendo da indústria da moda", divulgado pelo Greenpeace Internacional. O documento, que faz parte da Campanha Detox, aponta que há substâncias usadas nesse setor que alteram a atividade hormonal, além de agentes cancerígenos. Foram analisadas 141 peças compradas em 29 países durante o mês de abril de 2012. Todas elas foram encaminhadas para um laboratório na Inglaterra que tem metodologia aprovada como internacional.
As 20 marcas analisadas tiveram resultado positivo em pelo menos um dos itens. Os maiores índices foram encontrados nas roupas da Zara, que foram compradas na Hungria e no Líbano, tendo sido produzidas no Paquistão. Também foram avaliadas peças da C&A, Levi's, Tommy Hilfiger, calvin Klein, Diesel, GAP e Victoria's Secret, entre outras.
A exposição a essas substâncias acontece tanto durante a produção dos itens quanto no processo de tratamento dos efluentes industriais. Por ter o maior número de fábricas, a China é o país mais afetado. Em menor escala, quem compra as roupas na loja também tem contato com produtos perigosos.
O diretor-executivo do Greenpeace no Brasil, Marcelo Furtado, salientou que a ONG espera solucionar o problema em três frentes: junto às autoridades, para que haja maior controle sobre as empresas; na indústria têxtil para mudar a produção; e, no consumidor, que pode fazer as suas escolhas.
O Greenpeace exige que as marcas se comprometam a realizar adaptações até 2020. Segundo Furtado, todo o setor deve adotar medidas para solucionar o problema. O importante é que todos operem de forma sustentável, e não que haja um duplo padrão onde apenas as marcas mais caras ofereçam produtos que não sejam prejudiciais à população.
Fonte: O Globo Amanhã (27/11/2012)

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