Pulseiras High-Tech Para Monitorar Suas Atividades

Pulseiras como a Up da empresa Jawbone (foto) monitoram atividades físicas, sono e outras funções biológicas. Objetivo é que gráficos gerados pelos aparelhos motivem usuário a ter vida mais saudável

Você já ouviu falar do movimento "Quantified Self"? É o surgimento de relógios, presilhas e pulseiras que monitoram suas atividades físicas, seu sono e outras funções biológicas. A ideia é que uma consciência numérica constante de seu estilo de vida funciona para motivar o usuário: a estacionar mais longe, a descer do metrô uma estação antes, a usar mais as escadas. Você estuda os gráficos, analisa os números e leva uma vida mais longa e saudável. 
A mais popular dessas engenhocas —ou pelo menos a mais divulgada— é a estilosa pulseira Up (US$130 nos EUA), da empresa Jawbone, emborrachada e resistente a banhos. Em cerca de uma semana com uma carga de bateria, ela mede silenciosamente seus movimentos, esteja você dormindo ou acordado, e exibe os resultados em seu celular iPhone ou Android.
Uma outra empresa do ramo, a Fitbit, cujo monitor original de 2008 se prendia às roupas, entrou no mercado de pulseiras com uma melhoria ululantemente óbvia em relação à Up: Bluetooth. Sua nova pulseira Flex (US$100) se comunica com seu celular via wireless e de forma automática. Não é preciso remover, desmontar ou nem mesmo tocar no dispositivo em seu pulso. A configuração de fábrica da Flex irá transmitir os dados somente quando você abrir o aplicativo Fitbit no celular, gastando pouca vida de bateria (A Fuelband da Nike, por US$150, também usa Bluetooth, embora seja um dispositivo mais simples: ela não monitora o sono ou a dieta.).
O software da Flex pode lhe mostrar gráficos diários, semanais, mensais ou anuais de seus passos ou calorias queimadas, mas não consegue juntar os dados com outros fatores. Por exemplo, o software da Up pode comparar horas dormidas com atividades físicas, para que você veja se os exercícios afetam seu sono.
As duas pulseiras podem monitorar o sono, mas nenhuma delas consegue determinar automaticamente que você está indo dormir. É preciso tocar a Flex seis vezes rapidamente, até que dois pontos de LED se apaguem, para dizer que você está se recolhendo. Você também precisa dizer à Flex quando se levanta pela manhã; a Up deduz isso por conta própria.
Quando descobre que você está na cama, o software da Flex monitora o número de horas dormidas, quando você está na transição (entre dormindo e acordado), e quantas vezes você desperta durante a noite. No entanto, seu gráfico de sono não diferencia sono leve de sono pesado, como a pulseira Up. As duas pulseiras lhe permitem compartilhar suas medições diárias com amigos, parentes ou rivais.
A empresa Fitbit reconhece que seu software oferece menos recursos do que o da Up —mas aponta que, por isso mesmo, seu aplicativo é menos desordenado e mais fácil de navegar.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A Mariposa da Morte

Tecnologia Indígena

Sensibilidade e Especificidade