Projeto 80+

Geneticista da USP coordena projeto que vai analisar o genoma de pessoas saudáveis com mais de 80 anos pensando em ajudar as gerações futuras a viver mais e melhor

O Centro de Pesquisa sobre o Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL) da Universidade de São Paulo, coordenado pela pesquisadora Mayana Zatz, vai analisar o genoma de pessoas saudáveis com mais de 80 anos pensando em ajudar no futuro as gerações mais novas a viver mais e melhor. É uma forma diferente de estudar a biologia do envelhecimento. Enquanto parte dos cientistas que se debruçam sobre o tema mira os problemas da vida longa (perda de memória, enfraquecimento dos ossos, fragilidade do coração, depressão etc) e como evitá-los, a ideia do Projeto 80+ é montar um banco de dados destinado a entender o que mantém as pessoas mais velhas saudáveis e felizes. O projeto tem como objetivo ajudar a medicina a entender melhor os mecanismos genéticos e ambientais associados à vida longa.
Atualmente, o CEGH tem o DNA de 400 pessoas com mais de 80 anos e saudáveis, mas a meta é chegar a mil amostras. Para isso, conta com a ajuda da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), que colabora com os dados demográficos de idosos que estão sendo acompanhados há onze anos, e do Hospital Israelita Albert Einstein, responsável pela análise de ressonância magnética cerebral dos voluntários e pelo transporte dos participantes. O banco de dados genético está sendo financiado pelos órgãos de pesquisa científica (Fapesp e CNPq).
Paralelamente, o Projeto 80+ está fazendo entrevistas com os voluntários que se destacaram por sua trajetória particular para assim associar a sua história de vida com hábitos, cuidados pessoais, herança familiar, transformações, expectativas e lições, de modo a servir de exemplo e fonte de reflexão para todos que desejam se preparar para essa etapa da vida de uma forma mais equilibrada.
A proposta é fazer uma correlação direta entre o genoma dessas pessoas e as características de seus proprietários – no caso, aqueles que têm mais de 80 anos e permanecem saudáveis. Busca-se assim estabelecer diferenças e semelhanças, lembrando que o que chamamos de “genoma humano”, não passa de uma abstração, uma média de todos os seres humanos. O que tem existência física são pessoas, suas histórias e singularidades.
Se você quer participar desse projeto ou gostaria que seus familiares com mais de 80 anos participem, entre em contato com http://tinyurl.com/80mais
Fonte: USP

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