Salvem as Abelhas!

Neste momento, bilhões de abelhas estão morrendo. Já não existem mais abelhas na Europa em número suficiente para polinizar nossas plantações. E, na Califórnia, o maior estado produtor de alimentos dos EUA, apicultores estão perdendo 40% da população de abelhas a cada ano. 


Embora a maioria das pessoas as vejam simplesmente como fabricantes de mel, as abelhas são, provavelmente, o inseto mais importante para a vida na Terra. Segundo estudos da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), são elas as responsáveis pela polinização de, pelo menos, 70% das culturas, o que corresponde a 90% da oferta global de alimentos. Exatamente por isso, o desaparecimento repentino e ainda não explicado de abelhas no mundo durante os últimos anos tem preocupado especialistas. Enquanto na Europa o Greenpeace lançou uma campanha com o objetivo de protegê-las, no Brasil o assunto vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Apicultores (CBA), que pede a criação de leis que satisfaçam acordos internacionais de proteção aos polinizadores.

Dados numéricos sobre a diminuição no número de abelhas no mundo são difíceis de ser encontrados. Um levantamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), de 2007, reprodu­­zido em relatório da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab) aponta que, enquanto a produção de mel no mundo subiu de 1.377 mil toneladas em 2004 para 1.384 em 2005, a produção caiu no Brasil no mesmo período, indo de 32 mil toneladas para 25 mil toneladas. Da acordo com a Seab, de 2000 para 2005 a produção mundial de mel cresceu 10,81%, porém alguns países, como Argentina, Estados Unidos, México e Canadá, experimentaram retração de produção.
No Brasil, o distúrbio do colapso das colônias – nome dado ao desaparecimento em massa de abelhas iniciado nos EUA, em 2006 – preocupou apicultores e fruticultores de Santa Catarina entre os anos de 2010 e 2011. Na ocasião, estima-se que, das 100 mil colmeias usadas para a polinização dos pomares, pelo menos 40% foram perdidas. O dado é alarmante, levando-se em consideração que 90% da produção de maçã no estado depende diretamente das abelhas, que transportam o pólen para promover a fecundação.
Tanto oficiais de agências governamentais quanto cientistas concordam que um conjunto de pesticidas usado com frequência nas plantações chamado de neoticotinóides está matando as abelhas. Mas as grandes empresas de produtos químicos, como Bayer e seus apoiadores, continuam a argumentar contra a regulamentação dos seus produtos usando pesquisas pagas com o próprio dinheiro que, segundo eles, mostram que os pesticidas não são necessariamente o motivo do declínio das populações de abelha. E esta estratégia tem funcionado: nos EUA, o mais novo campo de batalha sobre a proibição dos pesticidas mortais, o governo diz que não tem provas suficientes para justificar uma proibição.
A Avaaz, uma rede de campanhas globais de 34 milhões de pessoas que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas internacionais, está realizando uma campanha com o intuito de financiar o primeiro estudo global, popular e totalmente independente sobre as abelhas para descobrir o que está causando a sua morte e que poderá desafiar com precisão a ciência monopolista da indústria de pesticidas. Para saber mais sobre essa campanha, clique no link abaixo.
Fonte: Avaaz

Comentários

  1. Gostei da postagem. Eu não tinha noção dessa importância toda delas na produção agrícola.

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