A Tragédia de Roi

Conheça a triste história de Roi, uma bebê elefanta que assistiu a morte de sua mãe por caçadores ilegais de marfim na África e teve que se resgatada do meio de sua manada por uma ONG porque as outras elefantas do grupo se recusavam a amamentá-la.

Com este mesmo título, o jornalista Javier Salas do El País, relatou a triste história de Roi, uma filhote de elefante de apenas 10 meses que assistiu  a morte de sua mãe por caçadores furtivos na reserva Masai Mara, no Quênia. Embora hoje Roi esteja bem, na ocasião os especialistas em conservação de elefantes da região temiam por sua vida: um bebê elefante de 10 meses, ainda lactante, necessitando de leite materno para sobreviver  e que poderia morrer de desnutrição após a morte de sua mãe. 

Por isso, a ONG David Sheldrich Wildlife Trust (DSWT), especializada em resgate de animais na natureza, resolveu transportar Roi para um orfanato de filhotes de elefantes. Hoje ela está se recuperando, mas o trauma que passou evidencia a tragédia da caça furtiva de elefantes na África.
A caça furtiva virou um grande problema em muitos países da África, América do Sul e da Ásia, já que muitas espécies vivem ali e cujas partes do corpo geram grandes lucros no mercado negro. Formam-se cada vez mais grupos criminosos que matam animais de forma ilegal. Este crime organizado tem graves conseqüências para a biodiversidade.
Um dia antes da tragédia, os turistas que visitaram o Masai Mara puderam registrar a cena agradável da pequena Roi passeando com a sua mãe pela paisagem espetacular da reserva natural. A cada quinze minutos, um elefante africano morre assassinado por caçadores, geralmente para satisfazer a demanda do mercado chinês de marfim.
Em uma foto tirada no dia seguinte, a pequena Roi parece chorar sobre o cadáver de sua mãe, acompanhada pelo resto da manada. De acordo com o relato de testemunhas, o filhote de apenas 10 meses parecia desorientada, enquanto os outros elefantes tentavam retirá-la do local. Mesmo assim, Roi conseguiu ficar por alguns momentos se despedindo de sua mãe. A elefanta morreu em consequência dos danos causados pelos ferimentos provocados por uma lança envenenada. Somente entre 2010 e 2012 foram abatidos cerca de cem mil elefantes africanos.
Anualmente, proles numerosas ficam órfãs por causa da caça furtiva. Hoje, o tráfico de marfim é um negócio mais rentável do que diamantes, drogas ou armas para os grupos terroristas que atuam na África. A Interpol e outras agências internacionais relatam que o Boko Haram e outros líderes fanáticos como Joseph Kony estão financiando suas atividades criminosas com o marfim.
Após a morte de sua mãe, Roi se viu abandonada. O resto da manada lhe dava proteção, mas as outras mães se recusavam a lhe dar o leite materno. A matriarca da manada dava toda a atenção à órfã, mas não a deixava mamar temendo que faltasse leite para os seus próprios filhotes. 
A ONG David Sheldrick Wildlife Trust  decidiu resgatar Roi, porque a fuga precipitada da manada para a Tanzânia era uma sentença de morte para um filhote sem acesso ao leite materno. Os funcionários da organização voaram para Masai Mara para, com a ajuda dos guardas do Governo do Quênia, preparar uma operação delicada de resgate da bebê elefanta.
A pequena Roi foi sedada, e depois de ser envolta em tecidos apropriados, foi separada cuidadosamente do grupo e colocada em um avião rumo ao orfanato especial que a DSWT possui em Nairobi. As autoridades retiraram as presas da mãe de Roi para que nenhum caçador pudesse tirar proveito da tragédia. Em seguida você vai assistir ver um vídeo do resgate emocionante de Roi:

 
Fonte: Materia

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