Cada Vez Mais Perto dos Outros Primatas

Cientistas descobriram que apenas quatro fragmentos de RNA diferenciam humanos de macacos. Um novo estudo revelou que grande parte da variação genética que existe entre os humanos e os grandes macacos, como chimpanzés, gorilas e bonobos, deve estar em outro tipo de material que não faz parte do nosso genoma: o RNA 

Desde que todo o genoma humano foi sequenciado pela primeira vez há 13 anos, os cientistas ainda não tinham apresentado nenhuma grande novidade com relação à  nossa ancestralidade genômica. Na ocasião, ficaram chocados ao descobrirem que havia apenas 1,2% de diferença entre o DNA humano e o DNA de macacos. Agora, um novo estudo publicado na PLOS ONE revelou que grande parte dessa variação que existe entre os humanos e os grandes macacos, como chimpanzés, gorilas e bonobos, deve estar em outro tipo de material genético que não faz parte do nosso genoma: o RNA (ácido ribonucleico).
A partir dessa pesquisa, uma equipe de pesquisadores do Instituto de Biologia Evolutiva de Barcelona ( Espanha), liderados pela doutora Alicia Gallego, identificou quatro variantes de microRNA, como são conhecidas as cadeias curtas de RNA, que são encontradas em humanos e mudam a forma como o nosso DNA é decodificado.
Conforme matéria publicada ontem (09/05) no Daily Mail, os pesquisadores disseram que esses pequenos fragmentos de material genético podem ter desempenhado um papel fundamental na evolução da espécie humana.
Dois deles foram encontrados em tecidos cerebrais e podem afetar genes que influenciam o funcionamento de neurônios e do cérebro em comparação com outros animais. Os cientistas acreditam que as outras duas variantes de microRNA possuem um papel no desenvolvimento humano.
Em seu novo estudo, Gallego e seus colaboradores analisaram 1.595 moléculas de microRNA humanos para observar as diferenças em relação a outras espécies. O trabalho constatou que apenas quatro fragmentos de microRNA possuem variações e comprimentos que parecem ser específicos dos seres humanos.
“Os microRNAs têm um papel claro na evolução e estão implicados em quase todas as funções biológicas e em muitas doenças, como o câncer e distúrbios neurológicos”, disse a pesquisadora.
Ao contrário do DNA, que é constituído por duas cadeias que formam uma dupla hélice, as moléculas de RNA são cadeias simples. Elas ajudam a traduzir a informação contida dentro do DNA em proteínas que desempenham funções nas células.
Para saber mais, clique nos links acima 

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