Como as Bactérias Se Dividem ao Meio?

Pesquisadores de universidades norte-americanas conseguiram dar mais um passo na compreensão do mecanismo de divisão binária das bactérias. Usando técnicas sofisticadas de observação microscópica, os cientistas conseguiram observar em detalhe o processo de divisão celular de bactérias da espécie Escherichia coli. O novo estudo publicado na revista Science revelou o intrigante mecanismo que possibilita as bactérias se partirem ao meio e originarem dois descendentes. 

Pesquisadores das Universidades de Harvard, Indiana, Newcastle e Delft conseguiram dar mais um passo na compreensão do mecanismo de divisão binária das bactérias. Graças às técnicas sofisticadas de observação microscópica, os cientistas conseguiram observar em detalhe o processo de divisão celular, o que pode durar cerca de 10 ou 15 minutos no caso das bactérias da espécie Escherichia coli.
Um novo estudo publicado esta semana na revista Science revelou o intrigante mecanismo que possibilita as bactérias se partirem ao meio e originarem dois descendentes. Especificamente, eles descobriram como se move uma estrutura encarregada de quebrar e reconstruir a parede de peptidoglicano que reveste a célula bacteriana. Funciona como uma esteira rolante e bloqueá-la significa bloquear a divisão e, por conseguinte, inibir o crescimento desses microorganismos.
Com o estudo os pesquisadores observaram pela primeira vez em ação os "construtores"moleculares que acrescentam e retiram os tijolos da parede celular das bactérias. Observaram também os "andaimes" sobre os quais eles se colocam e como essas estruturas se assemelham a escadas rolantes  que se  movem através da célula.
A descoberta resolveu um enigma de mais de 25 anos sobre como o complexo FtsZ (os tais andaimes) coordena a divisão celular. Esta proteína parece um andaime que se vai se renovando constantemente ao longo da célula. A célula coloca novas tábuas para o andaime nos locais para onde ele está crescendo e vai retirando as da parte de trás que não se fazem mais necessárias.
Apesar de ser uma pesquisa de ciência básica, a descoberta pode ter muitas aplicações no futuro, sobretudo na produção de novos antibióticos.
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