Animais Midiáticos Não Estão Livres da Extinção

Segundo um estudo publicado  na revista PLoS Biology, a popularidade de animais muito comuns em filmes, jogos, brinquedos e campanhas de marketing como leões, tigres, ursos, elefantes e girafas não os beneficia. Pelo contrário, as espécies mais carismáticas são deixadas desassistidas. De tantos vê-los na ficção, o público assume que eles estão seguros em seu habitat. Os autores acreditam que a onipresença desses animais em nossa cultura, mídia e publicidade contribui para a criação de uma "população virtual enganosa" que distorce a percepção pública


Segundo um estudo publicado esta semana na revista PLoS Biology , a popularidade de animais muito comuns em filmes, jogos, brinquedos e campanhas de marketing como leões, tigres, ursos, elefantes e girafas não os beneficia. Pelo contrário, as espécies mais carismáticas são deixadas desassistidas. De tantos vê-los na ficção, o público assume que eles estão seguros em seu habitat. De acordo com o líder do estudo Franck Courchamp, do Centro Nacional de Pesquisa Científica de Paris (CNRS, na sigla em francês), as pessoas não estão cientes da importância de seu apoio a essas espécies porque acreditam que não precisam delas e que não correm perigo.
A falta de apoio e mobilização pública são duas das dificuldades enfrentadas por cientistas e políticos que trabalham pela proteção de animais em perigo de extinção. Courchamp explica que este é o resultado da desconexão entre o público e a natureza. "As pessoas vêem representações e imagens desses animais midiáticos com muita frequência e é por isso que têm a impressão de que são comuns", diz Couchamp.
Por meio de pesquisas on-line em grande escala, questionários para crianças de escola primária, análise de espécies mostrados nos sites 100 zoológicos e uma última pergunta sobre os animais protagonistas de filmes de animação da Disney Pixar, a equipe internacional de pesquisadores elaborou uma lista dos 10 animais que as pessoas consideram os mais carismáticos: o tigre, leão, elefante, girafa, leopardo, panda, chita, urso polar, lobo cinzento e o gorila.
Embora sejam os mais queridos, esses animais também estão em perigo, mas as pessoas não se dão conta disso. A situação agravou-se nas últimas décadas devido à grande presença cultural e comercial desses bichos: a sociedade está tão acostumada a ver a imagem de um leão e a considerá-lo esse animal como tão próximo e reconhecível, passando a achar que a sua situação e proteção na natureza está assegurada.
Os autores acreditam que a onipresença desses animais em nossa cultura, mídia e publicidade contribui para a criação de uma "população virtual enganosa" que distorce a percepção pública. A solução, segundo o estudo, está nas mãos das grandes empresas. "A consequência de usar a imagem de animais em risco de extinção em campanhas de marketing , sem informar sobre a ameaça que eles representam, prejudica sua conservação", explica o especialista. 
Ele conclui explicando que se as empresas que se beneficiam da imagem de personagens como o leão Simba e o elefante Dumbo (entre muitas outras personagens de animação) e outros animais, sem direitos autorais, poderiam doar uma pequena parte do seu lucro para preservação dessas espécies.
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