A Ecologia Fez Nosso Cérebro Crescer

Um novo estudo aponta que fatores ecológicos como a busca e o processamento dos alimentos tiveram um papel mais importante na evolução e crescimento do nosso cérebro do que os fatores sociais. Usando um modelo computacional que avalia o desempenho e a evolução cerebral na resolução de problemas, os pesquisadores concluíram que 60% dos fatores determinantes para o crescimento do cérebro humano são de natureza ecológica, 30% seriam relacionados à cooperação e apenas 10% seriam baseados na competição entre grupos. A competição entre indivíduos não teria sido relevante para a evolução do cérebro.

Um novo estudo publicado esta semana na Nature revelou que a ecologia foi fundamental para a evolução do tamanho do cérebro humano, e não os fatores sociais, como a cooperação ou competição, rejeitando as hipóteses mais correntes. 
Uma das hipóteses mais conhecidas é que nosso cérebro cresceu para permitir que nossos ancestrais tivessem uma vida melhor em uma sociedade cada vez mais complexa. Outra hipótese é que esse aumento de tamanho está relacionado ao fato de nossos ancestrais terem começado a comer carne. Um maior aporte protéico teria permitido a redução do sistema digestivo, em favor de um aumento da massa cerebral.
Entre esses fatores ecológicos que permitiram o aumento do volume cerebral dos humanos podemos incluir a busca para solucionar problemas como encontrar comida, armazená-la e processá-la para consumi-la. "Os caçadores-coletores que viviam na savana africana resolveram esses problemas por meio de técnicas de rastreamento de animais, construção de ferramentas como garrafas e recipientes de couro, e com a produção e controle de fogo para cozinhar alimentos", explica um dos autores do estudo.
Como auxílio de um modelo computacional, os pesquisadores analisaram os custos e benefícios energéticos proporcionados por um cérebro maior. Quanto maior o tamanho, mais energia é consumida e menos energia disponível para outras funções, como os órgãos reprodutivos. No entanto, um cérebro maior também tende a permitir que o indivíduo resolva problemas mais complexos.
"O modelo calcula o tamanho do cérebro como resultado da seleção natural quando os indivíduos evoluíram, encontrando problemas de diferentes tipos. Consideramos problemas ecológicos e três tipos de problemas sociais (cooperação, competição entre indivíduos e competição entre grupos) ", conforme explica González-Forero, um dos autores do estudo.
Assim,os pesquisadores concluíram que 60% dos fatores determinantes são de natureza ecológica, 30% seriam relacionados à cooperação e apenas 10% seriam baseados na competição entre grupos. A competição entre indivíduos não teria sido relevante para a evolução do cérebro.
O estudo conclui que quando o ambiente é inóspito e os indivíduos podem continuar a aprender a resolver problemas a longo do tempo após a infância, por exemplo, porque eles podem aprender técnicas difíceis de outro indivíduos e essa combinação entre ecologia e acúmulo de conhecimento produz cérebros de tamanho humano.
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