Bactérias Resistentes

Alguns microrganismos Gram-positivos tornaram-se resistentes a vários agentes microbianos que até então eram usados para tratá-los. Entre as cepas microbianas resistentes, que constituem uma ameaça grave às instituições que prestam serviços de saúde (principalmente hospitais com atendimento de emergência), podem ser citados o Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA), o Streptococcus pneumoniae resistente e o Enterococcus resistente à vancomicina. Essas cepas, que rapidamente estão se tornando parte da flora de muitas instituições que prestam serviços de saúde, devem ser controladas para evitar infecções adquiridas nos hospitais, como tem sido relatado constantemente pela imprensa.
No passado, a medicina conseguia ficar um passo à frente das cepas resistentes, graças ao desenvolvimento de fármacos novos. Hoje em dia, porém, pode ser que estejamos perdendo essa batalha. Esse fato faz com que a educação- tanto dos profissionais de saúde quanto da população em geral - seja a nossa arma mais poderosa contra a disseminação das bactérias resistentes. Os esforços educativos devem ser descentralizados no uso apropriado dos antibióticos, na prática de lavar as mãos e nas outras medidas capazes de reduzir o risco de transmissão.
Nem todas as infecções bacterianas precisam ser tratadas com antibióticos. Os médicos e outros profissionais que podem prescrever devem indicar antibióticos apenas quando seu uso for justificável. Além disso, sempre que possível deve-se realizar um diagnóstico bacteriológico ou antigênico preciso, antes de se iniciar o tratamento antibiótico, para evitar o uso de um fármaco inadequado que poderia facilitar o desenvolvimento de resistência.
O MRSA costuma ser transportado pelas mãos, as espécies de Enterococcus estão presentes no intestino e o Enterococcus resistente à vancomicina consegue sobreviver nas grades dos leitos e nos equipamentos hospitalares. Como esses microrganismos podem ser disseminados para os pacientes pelas mãos de médicos, enfermeiros e outros profissionais da área de saúde, nunca é demais reforçar a importância da lavagem cuidadosa das mãos a intervalo freqüentes - não apenas entre um paciente e outro, mas também entre as atividades envolvidas na assistência ao mesmo indivíduo.

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