A Insônia e Outros Distúrbios do Sono


Insônia, ou agripnia, é a falta de sono adequado, seja em quantidade ou em qualidade. Inclui dificuldade para iniciar e manter o sono, despertares noturnos freqüentes e sono não reparador, gerando situações, em que ficam prejudicadas as funções do sono profundo, que são:
*Produzir hormônios
                                    *Fixar a memória
                                    *Diminuir os movimentos corporais e as freqüências cardíaca e respiratória.
Fatores físicos (como doenças, uso de psicotrópicos ou outros medicamentos), psicológicos (preocupações, ansiedade, alcoolismo) e sócio-demográficos (idade, sexo, trabalho, estado civil, número de filhos e idade deles) podem ser agravantes ou causadores da insônia.
As conseqüências de um diagnóstico mal feito ou não realizado e de um tratamento não adequado da insônia podem levar a importantes prejuízos ao insone, como problemas no trabalho e no convívio social, além de aumentar os riscos de acidentes.

Como prevenir

Alguns hábitos diários podem evitar a insônia ou pelo menos auxiliar no seu tratamento.
O nosso 'relógio do sono', por exemplo, precisa ser programado. Se a pessoa quer dormir às 22 horas, é essencial que ela vá para cama sempre nesse mesmo horário. Quem dorme cada noite em um horário diferente não consegue criar uma disciplina, o que pode dificultar o início do sono.
Devem ainda ser evitados:

*cochilos diurnos;

*tempo excessivo na cama;

*uso excessivo de cafeína, álcool ou nicotina;

*exercícios forçados ou atividade mental próximos do horário de deitar;

*uma condição inadequada do ambiente de dormir (temperatura, luminosidade e ruído).

“Boa parte das insônias pode ser corrigida com esses comportamentos, os quais denominamos Regras de Higiene do Sono”, afirma o neurologista e especialista em medicina do sono Geraldo Rizzo.

Tratamentos

Os tratamentos visam aliviar sintomas, melhorar o sono, reverter a morbidade da insônia e diminuir o risco de evolução para um quadro crônico. Há dois tipos: a intervenção educacional e comportamental e a intervenção farmacológica.
Entre as principais práticas da intervenção educacional está a higiene do sono, que visa estabelecer uma disciplina para se dormir bem. Algumas normas são: manter horários regulares para deitar e acordar, manter a tranqüilidade do local onde a pessoa dorme, evitar fumar à noite e não ir dormir com fome ou alimentado em excesso.
Quando os distúrbios do sono interferem nas atividades normais do indivíduo e na sua sensação de bem-estar, o uso intermitente de medicações para dormir (sedativos, hipnóticos) pode ser útil. Quando um indivíduo com depressão apresenta insônia, esta deve ser cuidadosamente avaliada e tratada por um médico. Por possuírem propriedades sedativas, alguns medicamentos antidepressivos podem melhorar o sono.

Distúrbios relacionados

Geralmente, a sonolência excessiva sentida durante o dia é reflexo de uma noite mal dormida ou mesmo de algum distúrbio do sono desconhecido pela pessoa. A seguir, a relação de alguns dos distúrbios mais freqüentes:

Apnéia do sono – são interrupções breves e repetidas que duram mais de 10 segundos e ultrapassam cinco ocorrências por hora de sono. Há dois tipos, sendo a mais comum a apnéia obstrutiva, quando o fluxo de ar é interrompido por estreitamento da faringe que pode ocorrer para várias causas como excesso de peso, problemas anatômicos e posturas incorretas.

Bruxismo – distúrbio caracterizado pelo ranger dos dentes durante o sono. Sua causa não está definida e um sintoma típico é o desgaste do esmalte dos dentes. O tratamento mais recomendado é o aparelho intra-oral, feito de resina acrílica.

Narcolepsia – sonolência diurna excessiva. É apresentada por 0,02 a 0,18% da população, sendo difícil seu diagnóstico. Está associada a fatores genéticos e requer tratamento especializado.

Ronco – a pessoa que ronca pode ter má qualidade de sono, acordando cansada e sonolenta mesmo depois de ter dormido por várias horas. É mais freqüente em homens e em pessoas acima do peso ideal, e geralmente tende a piorar com a idade. Cansaço físico e consumo de álcool podem causar ou agravar o quadro de ronco, que é a vibração dos tecidos moles da garganta. Surge devido à dificuldade do ar em passar por uma via aérea superior pequena, que compreende todo o espaço desde o nariz às cordas vocais. A obstrução nasal também pode ser causa de ronco.

Síndrome das pernas inquietas – trata-se da necessidade de movimentar os membros inferiores, acompanhada de sensações de arrastamento das pernas. Esse movimento de pernas causa despertares, reduzindo o período de sono. O tratamento é realizado basicamente por orientação especializada.

Sonambulismo – Ocorre normalmente na infância. A criança fala, senta ou também anda pela casa. O sonâmbulo deve ser acompanhado para que não ocorra nenhum acidente de maior gravidade. Geralmente, não é necessário tratamento, pois desaparece com o crescimento.

Terror noturno - O terror noturno ocorre em cerca de 3% das crianças. Caracteriza-se pelo repentino despertar da criança assustada e com medo, pálida, transpirando abundantemente, que volta a dormir logo após. No dia seguinte, a criança não se lembra do ocorrido. Em geral esses terrores ocorrem no início da noite. Na maioria dos casos, desaparece com o crescimento, não necessitando de tratamento.

Fonte: Sociedade Brasileira do Sono

Comentários

  1. Eu só consigo dormir pela manhã. Tenho mais vontade de estudar na madrugada. Gostaria que fosse diferente, mas é bem difícil lutar contra. Dizem que é por causa do biorritmo.

    marcioalbano@oi.com.br

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