Não Alimente os Pombos

O pombo doméstico e o pombo correio são uma variedade do pombo das rochas do mediterrâneo, Columba lívia. São encontrados no mundo todo, exceto nas regiões polares.Já eram criados há 5000 anos atrás pelos asiáticos. Chegaram ao Brasil trazidos por imigrantes europeus no século XVI como ave doméstica, adaptando-se muito bem aos grandes centros urbanos, devido a facilidade de encontrar
alimento e abrigo.
Através de seleção genética foram melhorados para várias finalidades; ornamental, companhia, trabalho (correio), esporte (distância e velocidade de vôo), alimentação (fonte de proteina).
Os pombos vivem de 15 a 30 anos na natureza, e somente 3 a 5 anos nas cidades, devido a doenças provocadas pela alimentação não natural e ao desequilíbrio de sua população. Quando uma população animal cresce desequilibradamente há um controle natural através da transmissão de doenças dentro da colonia. Formam casais por toda a vida, tendo 5 a 6 ninhadas por ano, cada uma com até 2 filhotes.Os ovos são incubados por 17 a19 dias e os filhotes tornam-se adultos entre os 6 e 8 meses de idade.
Utilizam como abrigo locais altos, como torre de igreja, forro de telhado, topo e beirais de edifícios, vão de instalação de ar condicionado, etc... Sua dieta alimentar natural são os grãos e sementes. As aves jovens são alimentadas pelos pais com leite do papo e os grãos são introduzidos em tamanhos crescentes. Podem comer restos de alimentos como arroz crú ou cozido, pão, ração de animais e sobras alimentares no lixo e sementes recém lançadas nas plantações. Quando na natureza comem também insetos, vermes, frutos e sementes de árvores e plantas.
Nas grandes cidades existem muitas pessoas que, diariamente, no mesmo horário e local, faça sol ou chuva, alimentam com sacos de milho, pão e até mesmo com restos de refeições, centenas de pombos que vivem livremente nas praças e ruas das cidades. São pessoas que, sem dúvida nenhuma, tem respeito muito grande pelos animais; muitas até se privam de ter uma alimentação completa para poderem alimentar essas aves. Recebendo esse alimento, as aves deixam de buscar na natureza alimentos adequados à sua dieta como grãos, frutos e insetos. As aves, na natureza, tem uma função muito importante de controlar os insetos e replantar as sementes das plantas que comem. Elas eliminam nas fezes as sementes prontas para germinarem no solo, pois suas próprias fezes as mantém úmidas e adubadas.
A oferta ou escassez de alimentos influencia a reprodução dos pombos. Em locais onde há fartura de alimentos, ocorre aumento da reprodução e portanto, aumento da população. Se há escassez, a população de pombos se mantém em equilíbrio. Devido a sua imagem estar ligada a símbolos como paz, amor e religião, e ter sua proteção e livre reprodução garantida pelos próprios moradores das cidades e pelas leis ambientais, sua população vem crescendo e trazendo transtornos ao ambiente e à saúde pública. Uma colônia de pombos não controlada pode duplicar de tamanho a cada ano
Os pombos podem transmitir doenças? SIM. Algumas doenças podem ser associadas a presença de pombos como: Criptococose, histoplasmose, ornitose, salmonelose, dermatites e alergias (a toxoplasmose só possível se a pessoa comer a carne do pombo contaminado).
Além da contaminação do ambiente por fungos e bactérias, as fezes dos pombos também podem provocar danos materiais. Suas fezes ácidas além de sujar, danificam pinturas, superfícies metálicas,fachadas e monumentos. Cada pombo produz cerca de 2,5 kg de fezes ao ano. Provocam entupimento de calhas e apodrecimento de forros de madeira, pelo acúmulo de ninhos e fezes. Podem contaminar grãos e alimentos, em silos e indústrias. Em locais onde os pombos são alimentados, ocorre proliferação de ratos, baratas e moscas devido às sobras de alimentos que ficam no chão e às fezes que
atraem moscas.

CUIDADOS GERAIS:

Para evitar as donças transmitidas por pombos, basta não deixar que suas fezes se acumulem . Se encontrar fezes acumuladas, retira-las somente após umedecer com solução desinfetante. Proteger o nariz e a boca com máscara ou pano úmido e utilizar luvas, quando for fazer a limpeza de locais onde estejam acumuladas fezes e ninhos de pombos.  Antes e depois da limpeza: Umedecer bem as fezes com solução desinfetante a base de cloro (água sanitária diluída em água em partes iguais) ou quaternário de amônia em solução a 50%. Impedir o acesso e entrada das aves nas construções fechando os locais com tela ou alvenaria, após a desinfecção e limpeza do local. Proteger alimento e
água do acesso das aves e suas fezes.
    
         Fonte: Cartilha de Manejo de Pombos Urbanos do Centro de Controle de Zoonoses da Prefeitura de São Paulo


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