Em Busca de Vacinas Mais Seguras

Sempre que surge uma vacina nova, surge imediatamente em nossa cabeça várias interrogações, tais como: será que essa vacina é realmente segura? Quais são as reações adversas dessa vacina? Quais foram os componentes usados na produção desse imunobiológico? Se eu tomar essa vacina corro  risco de morrer? Embora possa parecer um tanto infundadas, muitas destas perguntas são pertinentes se considerarmos a problemática que existe em relação a alguns componentes perigosos utilizados na fabricação de certas vacinas. Uma deles é o mercúrio, mais precisamente o timerosal, uma substância à base de mecúrio usada normalmente como conservante para vacinas.
O mercúrio é um metal tóxico capaz de causar danos neurológicos. Atualmente,acredita-se que a intoxicação por mercúrio pode desencadear o autismo. O timerosal, apesar de banido das farmácias, continua sendo adicionado às vacinas, soluções fisiológicas e soluções de limpeza de lente de contato. As conseqüências desta prática, ainda são desconhecidas. A revista Ciência Hoje publicou um artigo sobre este assunto em julho de 2008 “Uma casa dividida: as preocupações públicas com a segurança das vacinas". Abaixo segue um artigo da mesma autora publicado no JB On-Line sobre este assunto:

"A comunidade científica tem sido confrontada com acusações de encobrir provas de que a presença de mercúrio em vacinas infantis causa autismo. A principal alegação é a de que o timerosal, substância à base de mercúrio usada para conservar vacinas, exporia crianças aos prováveis efeitos adversos atribuídos a esse elemento.
Os defensores da substância afirmam que os dados não sustentam uma relação causal. Já os críticos não estão convencidos da validade desses dados. De qualquer maneira, atualmente, quase todas as vacinas administradas em crianças norte-americanas e européias são isentas de timerosal. No Brasil, a substância ainda é usada como conservante de vacinas nos programas de imunização.
A vacinação é uma das maiores conquistas da saúde pública do século passado e a principal contribuição para o controle das doenças transmissíveis e de mortes causadas por elas. É inquestionável. Porém, nos últimos anos, cresceu a suspeita de que o timerosal das vacinas causaria autismo e outras doenças devido à ação tóxica do mercúrio presente em sua composição. O problema seria agravado pelo aumento do número de vacinas que as crianças recebem.
Nos Estados Unidos, por exemplo, entre os anos 80 e 90 foram acrescentadas ao calendário de imunização, além das já 'tradicionais' cinco doses da vacina tríplice bacteriana (a DPT, contra difteria, tétano e coqueluche), três doses da vacina contra o vírus da hepatite B (a primeira nas 12 horas iniciais de vida) e quatro doses de vacina contra a bactéria Haemophilus influenzae tipo b.
Além disso, passou a ser recomendada a aplicação de três doses da vacina contra gripe (a primeira aos seis meses de idade). No total, o mercúrio das vacinas poderia chegar a 200 microgramas (µg) administrados nos primeiros seis meses de vida da criança.
Durante essas décadas, o número de casos de autismo nos EUA aumentou consideravelmente, e o timerosal foi apontado como uma possível causa, levando a uma reação dos defensores da substância. A comunidade científica, infelizmente, não tem ajudado no caso, aparecendo, para o público, na defesa incondicional do conservante, banalizando a questão ou mostrando indiferença em relação ao tema.

Alerta e confiança

Em 2001, a venda de produtos à base de timerosal (como o mertiolate e o mercurocromo) foi suspensa no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu o uso do composto alegando que ofereceria risco aos usuários. Em comunicado à imprensa, a Anvisa diz que a decisão foi tomada "tendo em vista a tendência mundial da diminuição da exposição de seres humanos a produtos à base de derivados de mercúrio", e determina a imediata "proibição da utilização de derivados de mercúrio em medicamentos fabricados no Brasil, exceto vacinas".
No Brasil, dependendo do fabricante, a dose da vacina contra hepatite B pode ter de 12,5 µg a 25 µg de mercúrio e cada dose da vacina combinada DTP+Hib pode ter de 25 µg a 50 µg desse elemento. Segundo a Agência de Proteção Ambiental americana, qualquer líquido que contenha mais de 0,2 µg de mercúrio é classificado como resíduo perigoso. Portanto, é difícil acreditar que níveis de mercúrio 60 a 250 vezes mais elevados do que esse parâmetro possam ser chamados de "minúsculos", como querem os defensores do timerosal.
Já é consenso científico (corroborado pela Organização Mundial da Saúde) que o mercúrio é tóxico; que as crianças, nos primeiros meses de vida, são mais suscetíveis a interferências no desenvolvimento neurológico causado pela exposição ao elemento; e que prevenir tal exposição nos períodos críticos do desenvolvimento do sistema nervoso central deve ser objeto de estratégias de saúde pública. Por que então permitir que o mercúrio continue presente nas vacinas?
A vacina contra hepatite B, administrada nas primeiras 12 horas de vida, não representa um risco ainda maior para recém-nascidos? Essa é a dose mais desafiadora: devido à pequena massa corporal dos bebês, o impacto do mercúrio nessa dose equivale ao dobro das doses somadas das vacinas DTP e hepatite B aos seis meses de idade.
À luz dos fatos, uma quantidade substancial de crianças no mundo inteiro está recebendo, por meio das vacinas, doses de mercúrio acima do limite considerado seguro. Para manter a confiança do público nas vacinas, devemos garantir que sua segurança seja levada a sério e que, quando indicado, ações sejam tomadas no devido tempo para reduzir o potencial de risco".

Leia também no Biorritmo: Gripe Suína: A Revolta da Vacina

Por Rejane Correa Marques, para a edição do JB On-Line em 12/07/2008

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