Escolaridade no Brasil Avança a Passos Lentos

A despeito dos discursos apresentados pelos candidatos em suas campanhas eleitorais, a educação no Brasil ainda está longe de mostrar avanços significativos. O que vemos, além dos discursos inflamados, é um cenário pouco deslumbrante em relação aos dados apurados pelos institutos de pesquisas. Em seu blog "Direito de Aprender", o jornalista Fernando Leal comenta que brasileiro de 25 anos ou mais acrescentou apenas mais 2 anos ao seu grau de escolaridade no período de 1992 a 2008. Vejamos o que diz o jornalista:
"O relatório "Indicadores de Desenvolvimento Sustentável" de 2010, divulgado ontem (31/08/2010) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que, em 1992, a população com 25 anos ou mais de idade, apresentava 5 anos de estudo, em média. Em 2008, eram 7 anos de estudo em média.
Ou seja: no período de 16 anos o brasileiro de 25 anos ou mais ganhou, em média, apenas dois anos de escolaridade. 5 anos de estudo era uma tragédia; 7 anos ainda é muito ruim.
O próprio IBGE lembra que "idealmente as pessoas de 25 anos ou mais de idade deveriam ter no mínimo 11 anos de estudo, que corresponde ao ensino médio completo'. 7 anos não são suficientes nem mesmo para a conclusão do ensino fundamental (até a oitava série ou nono ano).
O IBGE destaca ainda que a evolução é lenta: "em 10 anos (1998-2008) ocorreu um incremento de apenas 1,4 ano. Se continuar neste ritmo, o Brasil levará cerca de 30 anos para alcançar o indicador esperado".
As médias de anos de estudo mais baixas estão na região Nordeste, variando entre 5 em Alagoas e 6,3 em Sergipe. O Distrito Federal, o Rio de Janeiro, o Amapá e São Paulo possuem médias que correspondem à conclusão do ensino fundamental de 8 anos.
"Quanto à escolaridade por cor ou raça, há desigualdade entre brancos, pretos e pardos, e esta diferença se alterou muito pouco no período da série histórica trabalhada. Em 1992, os pretos e pardos de 25 anos ou mais de idade tinham 2,3 anos de estudo a menos do que os brancos da mesma faixa etária. Em 2008, essa diferença era de 2 anos", diz ainda o IBGE."

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