Novo Teste para Diabetes é Aceito pela OMS

Especialistas da Organização Mundial de Saúde (OMS) estão apoiando um novo teste para diagnosticar o diabetes mellitus, o exame de hemoglobina glicosilada, ou HbA1c. A vantagem desta medição é dispensar o jejum do paciente para que seja realizado. Entretanto, o custo mais elevado faz com que a análise seja utilizada, pelo menos por enquanto, apenas como adicional para o diagnóstico da doença, que afeta mais de 220 milhões de pessoas em todo o mundo.
A HbA1c é um tipo de proteína celular presente nas hemoglobinas e se forma quando os glóbulos vermelhos são expostos a glicose no plasma.
Segundo Ala Alwan, diretor adjunta da OMS para Doenças Não Transmissíveis e Saude Mental, a adição de um novo teste para diagnosticar o diabetes é um avanço positivo, contudo ele alerta que os testes de garantia da qualidade devem estar em dia. "Os testes de HbA1c são métodos práticos de diagnosticar o diabetes. Ao contrário de outros meios de diagnóstico, o teste não que exige que o paciente fique sem se alimentar. O HbA1c também tem a vantagem de mostrar os níveis médios de glicose no sangue nos últimos 2 ou 3 meses", explica Alwan.
O custo mais elevado em comparação com outras ferramentas de diagnóstico, por enquanto, torna mais difícil o uso da técnica nos países em desenvolvimento. Além disso, permanece incerto em condições médicas, como anemias hemolíticas ou deficiência de ferro. Então, a prioridade para países de baixa renda continuará a ser a garantia da disponibilidade de medição de glicose no sangue em nível primário de saúde antes de introduzir amplamente o HbA1c para o diagnóstico de diabetes.
O diagnóstico tem sido baseado na medição dos valores de glicose em uma amostra de sangue colhida em jejum de 8 a 14 horas antes da coleta, ou depois de tomar uma bebida de glicose. A investigação vai na mesma direção de testes que evitariam a variabilidade do dia-a-dia dos valores de glicose no sangue.
Outras razões para o HbA1c até então não ter sido recomendado como teste de diagnóstico padrão eram a inexistência de um método padrão para a medição de HbA1c, além de sua confiabilidade quando utilizado em pacientes que têm certas formas de anemia, ou defeitos genéticos conhecidos como hemoglobinopatias, como o traço falciforme.
Mas com os recentes avanços tecnológicos, ensaios de HbA1c estão se tornando altamente padronizados e não são mais afetados por hemoglobinopatias. O ensaio, no entanto, ainda não está padronizado em muitos países, particularmente aqueles em desenvolvimento.
Mais de 1 milhão de pessoas morrem, anualmente, em decorrência do diabetes, quase 80% em países de baixa e média renda.Cerca de 50% dos óbitos por diabetes ocorrem em pessoas com idade inferior a 70 anos, 55% dos mortos pela doença são mulheres.
De acordo com projetos da OMS, o número de óbitos por diabetes duplicará entre 2005 e 2030.

Fonte: Isaúde.net

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