Um Bom Professor, Um Bom Começo

O Todos Pela Educação lançou, na semana passada (12/04/2011), uma nova campanha de mobilização. Desta vez, o foco é a valorização do magistério e o slogan é “Um bom professor, um bom começo”. “O objetivo é a valorização do bom professor, aquele que tem o foco no aprendizado de seus alunos e que, assim, contribui efetivamente para a melhoria da qualidade da Educação no Brasil”, afirma Priscila Cruz, diretora-executiva do movimento.
Mas qual deve ser a maneira para valorizar os bons professores? Para Mozart Neves Ramos, conselheiro do movimento, essa valorização passa necessariamente por quatro eixos: “salário inicial atraente, plano de carreira, formação inicial e continuada e boas condições de trabalho”.

“Sem bons professores não teremos bons médicos, bons economistas, bons engenheiros e nem mesmo outros bons professores. Valorizar os bons professores é uma lição de casa que todos nós precisamos fazer”, diz Mozart.

Conceito da campanha
A campanha foi produzida pela DM9DDB, do grupo ABC e é composta por uma animação em stop motion para TV, anúncios para jornais e revistas, banners para internet e spots de rádio. A animação e as peças da campanha seguem o mesmo conceito: em todas as conquistas, sejam elas grandes ou pequenas, existe a figura e o suporte de um bom professor em algum momento.
“Para traduzir a importância do ensino de uma forma lúdica, criamos anúncios que conversam com todos os públicos, passando por alunos, pais e professores, mostrando como o bom professor é essencial para formar um bom aluno”, comenta André Pedroso, diretor de criação da DM9DDB.
“A ideia é que as pessoas reflitam sobre a importância de um bom professor em suas vidas. Aquele que ajudou no aprendizado, que auxiliou na opção da carreira, que ensinou valores importantes. Todos esses profissionais contribuem efetivamente para a concretização do direito de aprender de todas as crianças e jovens”, aponta Priscila.

Veja o que diz Angela Dannemann da Fundação Victor Civita:
Professor pra nós é a chave da eficácia da sala de aula. No momento em que a aula começa, e a porta da sala se fecha, o professor é a pessoa capaz de promover a aprendizagem dos alunos.
Um bom professor não é simplesmente uma pessoa com um dom divino, e sim aquele que estudou pra isso, que se preparou pra isso - tanto em conteúdo, quanto em metodologia. É aquele que prossegue se formando ao longo dos anos, e que deve ser respeitado como tal, como um profissional que age bem dentro da sala de aula, porque está bem formado e porque consegue trabalhar com os alunos.
Hoje, o bom professor tem que enfrentar muitas dificuldades, principalmente com relação à própria carreira, que não é socialmente respeitada, que não é financeiramente bem remunerada e que não tem um futuro muito longo, porque ainda não está desenvolvida no Brasil. E mais, as faculdades não estão formando esse profissional que precisa de bons conteúdos e boas metodologias que gerem eficácia na sala de aula. Precisamos que as faculdades que formam pedagogos, licenciados e profissionais que vão atuar nas salas de aula, passem a olhar pra esse aspecto das práticas da sala de aula, com conteúdo e com metodologia. Não podem apenas tratar deles como se fossem futuros pesquisadores, falando de filosofia, de sociologia da Educação e de grandes teorias educacionais.
Veja o que diz o jornalista Fernando Leal, do blog "Direito de Aprender" e editor do Jornal Destak:
Esse é o primeiro mérito dessa campanha: ter escapado do lugar comum do Dia do Professor, lembrando assim que a atenção a essa figura essencial da educação deve ser cotidiana.
Outro mérito, mais importante, foi introduzir no slogan um pequeno adjetivo, que faz toda a diferença e gera um debate saudável. O foco da campanha é o bom professor. A ideia é simples e, ao mesmo tempo, eloquente: "Um bom professor, um bom começo". Se não há bons professores, defende o movimento, não há bons médicos, bons economistas, bons engenheiros e nem mesmo outros bons professores.
É absolutamente legítimo que a sociedade dê mais valor ao professor que é bom. Tratar igualmente todo tipo de profissional, independentemente de seu mérito, só contribui para dar abrigo seguro aos incompetentes ou corruptos. Isso é muito claro quando se trata de atividades que afetam diretamente a vida humana, como a medicina e o policiamento. Mas deve valer também para atividades com impacto direto no futuro das pessoas, caso dos professores.
Assista ao vídeo da campanha:

 


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