Todo Mundo Quer Ser Professor...Na Finlândia

Reconhecida mundialmente pelo seu ensino de qualidade, a Finlândia conquistou a maior pontuação no Programa Internacional de Avaliação de Alunos de 2006 – ou Programme for International Student Assessment (Pisa) – que avalia o desempenho dos sistemas educacionais de 66 países. Mas, qual o segredo do sucesso do ensino finlandês? Por que sua taxa de repetição de ano é de apenas 2% dos estudantes? Investir nos alunos mais fracos e na excelência dos professores são algumas das respostas.
A partir das mudanças implantadas há 30 anos, os finlandeses passaram a incentivar e a cobrar uma educação de qualidade. Objetivo perseguido até hoje, mesmo tendo o país alcançado os melhores resultados do Pisa, que avalia os conhecimentos dos estudantes nas áreas de leitura, matemática e ciências.O resultado é que praticamente não existem mais escolas particulares no país, graças à qualidade do ensino público ofertado.
Além da autonomia das escolas, a qualificação dos professores chama a atenção. Para entrar em sala, os docentes precisam estudar cinco anos na universidade, além de fazer especialização na respectiva área de ensino. No Brasil, muitos professores atuam no educação infantil apenas com o magistério (nível médio). O professor goza de grande prestígio dentro da sociedade finlandesa. Muitos jovens querem seguir a docência e os pais têm confiança neste profissional. Lá também não se realizam testes de avaliação, porque sabem que todos os docentes são capacitados.
O professor da Finlândia recebe um salário médio de 2,4 mil euros (em torno de R$ 5 mil) por mês. A remuneração é superior à média salarial do país, de 2,2 mil euros, e ilustra o quanto o trabalhado em educação é valorizado por lá. Apesar de pagar valores consideráveis a seus profissionais, a Finlândia não é o país onde se paga o maior salário do mundo ao professor. Este posto é alcançado pela Austrália, onde o professor do ensino primário chega a ganhar U$ 46 mil (R$ 78,2 mil) por ano. A constatação prova que a qualidade da educação não passa, diretamente, pelo pagamento dos mais altos salários aos professores. A Finlândia é um exemplo disso.
Segundo o professor Reijo Laukkanen, professor da Universidade de Tempere, o ensino de ponta é conquistado porque os docentes do seu país têm compromisso com a aprendizagem. "Quando eles percebem que existem alunos com problemas para acompanhar os assuntos, fazem reuniões com os pais e recomendam aulas de reforço. Essas aulas são pagas pela sociedade, que entende que a educação é um prioridade máxima".

Comentários

  1. Lucas Ramos - ETEVM - Turma : 222324 de março de 2012 15:28

    Por que todos querem ser profesor na Finlândia? Um país que se consagrou por sua perserverança na busca de oferecer um ensino de altíssima qualidade à todos, onde professores recebem excelentes gratificações e amam o que fazem, sem precisar de desdobrar em mil e uma tarefas por dia para conseguir fechar o orçamento ao final de um mês!

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    1. "...oferecer um ensino de altíssima qualidade à todos...", é isso mesmo que eu li?

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    2. Eita, estou um ano atrasado, mas vamos lá... Não, você está redondamente enganado, na Filândia o professor ensina os alunos a cozinhar, a desenhar, a cantar, a carpintar, costurar... E merece o salário que tem!!!

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  2. "A constatação prova que a qualidade da educação não passa, diretamente, pelo pagamento dos mais altos salários aos professores." Essa conclusão é ridícula e falaciosa. São sociedades completamente diferentes, se Austrália não é a primeira no PISA, certamente isso se deve a outros fatores. A única coisa que se pode concluir daí é que o maior salário não garante a melhor educação do mundo. Por outro lado, um maior salário não garante maior poder aquisitivo, pois o custo de vida nas cidades varia e muito!Por outro lado, salários elevados atraem sempre as pessoas mais preparadas, e aqui no Brasil por exemplo, a cada ano a educação perde professores que entram na educação pela paixão que a profissão provoca, para se dedicarem a outras tarefas onde ganham mais.

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  3. Felizmente tenho que admitir que há bons salários para professores do setor público aqui no Brasil. Entretanto é necessário doutorado ou pelo menos mestrado. Há salários para trabalhar em dedicação exclusiva que superam 10 mil reais (melhor que a Finlândia). Dúvida? Pegue o nome de um professor de colégio de aplicação ou IFET ou CEFET ou Pedro II e coloque no portal de transparência. Observem que em geral estes colégios apresentam os melhores desempenhos no Brasil.

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