Biologia e Diversidade dos Cetáceos

Os maiores animais que já viveram neste planeta navegam por todos os oceanos. Imensos, poderosos e ameaçados, descubram a biologia e a diversidade dos cetáceos

O grupo dos cetáceos abriga os grandes mamíferos aquáticos como as baleias, os rorquais, os golfinhos, toninhas, botos e orcas. A título de curiosidade, a palavra "baleia" tem origem no inglês "baleen", utilizado para definir as cristas de barbatanas filtrantes da boca destes animais. 
Considerados tradicionalmente uma ordem, agora esses animais são classificados como um subgrupo da ordem Cetartiodactyla, que abrange os cetáceos e seus parentes próximos ungulados (que tem cascos). O grupo dos cetáceos contém 87 espécies (número que varia um pouco, conforme o autor pesquisado). Os cetáceos atuais se dividem em duas sub-ordens: Odontoceti e Mysticeti.
O grupo dos Odontoceti comtempla os golfinhos, as orcas - que também são um tipo de golfinho, e o cachalote. Já os Mysticeti compreende os maiores cetáceos conhecidos, popularmente conhecidos como baleias ou rorquais.
Todos os cetáceos modernos se diferenciam dos seus ancestrais por diversas características. No entanto, a mais marcante é a migração das aberturas nasais para o alto do crânio. Esse processo é denominado de telescopia, e é causado por uma migração em direção posterior dos ossos pré-maxilares e maxilares. Os Odontoceti possuem apenas uma abertura já os Mysticeti tem duas. Os Odontoceti possuem dentes e são primariamente predadores de peixes e lulas. Já os Mysticeti, não possuem dentes e são munidos de um conjunto de cristas queratinosas que pendem do céu da boca e são utilizados para a filtração. Estes animais são filtradores de plâncton e predadores de pequenos peixes.
Os cetáceos são um dos três grupos de mamíferos que tendo ancestrais terrestres ocuparam o ambiente aquático. Os outros grupos de mamíferos que ocuparam secundariamente o ambiente aquático foram os pinípedes (focas e lobos marinhos) e os sirenios (peixes boi e dugongos). Assim como os pinípedes e sirenios, os cetáceos são descendentes de animais terrestres que apresentam uma série de adaptações secundárias que os permitem viverem no ambiente aquático.
Entre os três grupos mencionados, os cetáceos são os que apresentam maiores convergências com as formas do peixes, assim como habilidades para ocupar a diversidade de ambientes marinhos. Cetáceos como o cachalote podem mergulhar de 2000 a 3000 metros. Esses animais, possuem um sistema de orientação por radar extremamente eficiente.
Mas o que torna os cetáceos mamíferos? A presença de pelos e glândulas mamarias são grandes indicativos, dentre outras características. Entretanto nos cetáceos, elas não são óbvias como nos outros mamíferos. Cetáceos tem glândulas mamárias e testículos internos. Os pelos são praticamente ausentes apresentando uns poucos sensoriais na região do focinho.
Ao contrário dos pinípedes, que usam principalmente os pêlos como isolante térmico, os cetáceos possuem uma espessa camada de gordura, que podem atingir algumas dezenas de centímetros nos misticetos. Na água, o animal tende a perder calor para o meio, e é um grande gasto energético manter a temperatura interna. Desta forma, a gordura ajuda a evitar uma grande perda do calor produzido. A camada de gordura também permite uma grande flutuabilidade destes animais.
Os cetáceos dormem cerca de oito horas por dia, mas não podem ficar completamente inconscientes para poderem respirar. A solução para este problema foi resolvido pela evolução: apenas um hemisfério do seu cérebro dorme de cada vez. Além disso, estes períodos de sono são fragmentados.
A questão da respiração é resolvida com a técnica de formar uma grande bolha de ar ao expirar de modo a afastar a água. Assim ao inspirar evita a entrada de água na narina.O padrão de nascimento em mamíferos placentários é a saída inicial da cabeça e em seguida o resto do corpo, porém nos cetáceos ocorre o contrário. Qual seria o motivo adaptativo de no caso dos cetáceos ocorrer o contrário? Nesses mamíferos, a primeira parte a sair é a cauda, evitando o afogamento do recém-nascido. Ao nascer, ele nada imediatamente para a superfície para respirar.
Fonte: Revista Nova Escola (adaptado)
Saiba mais sobre baleias no Biorritmo:
O canto das baleias jubartes (07/09/2010)
O destino fatal das baleias encalhadas (27/10/2010)
Cães farejadores ajudam a preservar baleias (01/11/2010)
Deixe as baleias namorarem (12/08/2011)

Comentários

  1. I guys,

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