Admirável Mundo Gordo

Tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento, nota-se um aumento assustador de obesos, atingindo principalmente a população mais pobre, tornando-se um problema de saúde pública

O problema da obesidade em todo o mundo tornou-se tão grave a ponto da revista The Economist elaborar no final de 2012 um número com um relatório especial contendo diversos artigos. Tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento, nota-se um aumento assustador de obesos, atingindo principalmente a população mais pobre, tornando-se um problema de saúde pública, diz o relatório. O problema decorre de uma alimentação exagerada que começa na tenra idade, criando hábitos pouco saudáveis, como o consumo exagerado de refrigerantes e os chamados “junk food”, ao mesmo tempo em que se fazem menos exercícios, criando variados problemas de saúde, começando com o diabetes, cardíacos, acidentes vasculares cerebrais e até câncer.
Os dados constantes do gráfico abaixo (em inglês) mostram que, mesmo com dados que vão somente até 2008, as elevações dos percentuais de obesos nos Estados Unidos, entre os britânicos e também os brasileiros com relação à população total. Os de outros países também mostram um crescimento assustador, ao mesmo tempo em que a longevidade vem aumentando, infelizmente, com mais enfermos crônicos, agravados pelas obesidades que influem diretamente no aumento dos doentes crônicos, segundo os estudos disponíveis.
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A humanidade preocupou-se, segundo o artigo resumo do The Economist, com o problema da insuficiência da alimentação, e agora enfrenta os de excesso do seu consumo, com qualidade inferior, ou seja, mais gorduras, sais, açúcares e carboidratos.
Entre 1980 a 2008, as taxas dos obesos dobraram, medido pelo chamado IMC – Índice de Massa Corpórea (mais de 77 quilos para homens de 1,75 metros). Segundo a revista os Estados Unidos apresentam dois terços dos adultos estavam acima do peso ideal, na Grã-Bretanha com seis entre dez habitantes. Mesmo em países com renda per capita mais baixa, como na China, no Brasil, no México, Venezuela e África do Sul, acompanham a tendência de agravamento, com o desenvolvimento econômico permitindo excessos de alimentações. As ilhas do Pacífico e os países do Golfo Pérsico apresentam os melhores dados.
Os governos podem fazer pouco neste assunto, havendo algumas tentativas com a tributação mais pesada sobre alimentos mais gordurosos, mas nem todos eles são nocivos. Os obesos, além mais sujeitos às moléstias crônicas, acabam apresentando menos capacidade de trabalho e os seus salários são mais baixos, implicando em seguros saúde mais elevados. Na Dinamarca, tentou-se uma tributação sobre a gordura, mas a medida acabou sendo abandonada.
Na maioria dos países, no mínimo parte dos custos de saúde acabam sob responsabilidade governamental. A população mais pobre gasta um percentual maior de sua renda com a alimentação. Estão se promovendo cirurgias e medicações, mas os resultados são insignificantes diante do aumento geral da obesidade.
Tudo indica que não existe uma solução simples para o assunto, mas está se tentando modificar o conceito que bebês mais obesos são mais saudáveis. E nas escolas está se tentando uma alimentação mais saudável, ao mesmo tempo em que exercícios estão sendo facilitados, como o uso de bicicletas ou calçadas amigáveis aos pedestres.
Tributações mais pesadas sobre bebidas calóricas e dimensões menores também estão sendo tentados. Na Filadélfia e em Nova Iorque, estas medidas estão dando alguns pequenos resultados. A responsabilidade da melhora acaba sendo individual, e o que vem sendo feito é a divulgação das práticas alimentícias mais saudáveis.
Os estudos mostram que o corpo humano tende a acumular gordura desde os tempos das cavernas, e quando se perde o peso, ele trabalha para reaver as gorduras. Medidas médicas não parecem alcançar resultados expressivos. As tributações sobre gorduras ainda são desafios. Um estudo trata das influências da obesidade sobre o diabetes. Somente a alimentação não é suficiente para evitar a obesidade. As empresas continuam produzindo alimentos nocivos enquanto existir demanda. Alguns governos locais estão conseguindo influir numa alimentação mais sadia. A pressão social sobre o “junk food” parece ser a solução mais viável. São alguns assuntos que estão tratados no estudo especial do The Economist.
O Brasil também precisa tratar deste assunto que está se agravando.
Por Paulo Yokota em Ásia Comentada (com adaptações)

Comentários

  1. A obesidade hoje em dia faz parte da vida de milhões de pessoas , principalmente em países como o Estados Unidos.

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