Criobiologia

Os efeitos das baixas temperaturas em tecidos, órgãos ou organismos vivos são estudados pela criobiologia. Entre os  principais efeitos causados pelo frio extremo estão a destruição ou a preservação da vida em um nível reduzido de atividade celular.

Criobologia é um ramo da biologia que estuda os efeitos das baixas temperaturas em tecidos, órgãos ou organismos vivos. Seus principais efeitos podem ser a destruição ou a preservação da vida em um nível reduzido de atividade celular.
O frio extremo do nitrogênio líquido (-196º C) pode fazer com que o tecido vivo seja destruído em segundos ou preservado por anos. O armazenamento destes tecidos vivos em temperaturas baixíssimas, de forma que este material possa ser reutilizado posteriormente, é chamado de criopreservação.
Na prática, a criobiologia estuda compostos ou sistemas biológicos a temperaturas abaixo das temperaturas normais. Os compostos ou sistemas podem incluir proteínas, células, tecidos, órgãos, ou todo um organismo. As temperaturas podem variar de condições hipotérmicas moderadas até temperaturas criogênicas (entre -80°C e -196°C).
A história da Criobiologia remonta à antiguidade, 2500 a.C. as baixas temperaturas eram usadas no Egito na medicina. O uso do frio foi recomendado por Hipócrates para estancar hemorragias e inchaços. Com o início da ciência moderna, Robert Boyle estudou os efeitos das baixas temperaturas em animais.
Em 1949 foi pela primeira vez criopreservado sêmen de touro por uma equipa de cientistas liderado por Christopher Polge (1926-2006). Este fato levou a um amplo uso, atualmente, da criopreservação, com vários tipos de órgãos, tecidos e células que são frequentemente armazenados a baixas temperaturas. Órgãos como corações são normalmente armazenados e transportados, por curtos períodos de tempo, a baixas temperaturas (mas não de congelação) para transplante. Suspensões celulares (como sêmen e sangue) e secções finas de tecidos podem, em alguns casos, ser armazenadas, quase indefinidamente á temperatura do nitrogênio líquido (criopreservação). Sêmen humano, oócito e embriões são rotineiramente armazenados em centros de investigaçao e tratamento de infertilidade.No princípio da década de 2000 nasceu o primeiro bebé resultante da fertilização de um oócito criopreservado por um espermatozóide criopreservado.
A criocirurgia foi utilizada pela primeira vez por James Arnott em 1845 numa operação a um paciente com câncer.
Criopreservação nos humanos aplicada à infertilidade envolve a preservação de embriões (de 2, 4 e 8 células), sêmen e oócitos usando congelação lenta, podendo serem preservados por mais de 10 anos em nitrogênio líquido. A fertilização in vitro, é realizada quando o sêmen é descongelado e introduzido em ovos não preservados. No caso da criopreservação de oócitos, o ovo descongelado é colocado conjuntamente com sêmen no útero, onde ocorre a fertilização. Também embriões criopreservados após serem descongelados, são colocados diretamente no útero.
Vários estudos têm também realizado a criopreservação de tecido óvárico conjuntamente com oócitos, com o objetivo de posteriormente os transplantar conjuntamente para o útero, simulando o ciclo ovárico. Em 2004 foi reportado o primeiro nascimento resultante de tecido ovárico criopreservado.
A terapia hipotérmica, por exemplo, aplicada durante a cirurgia cardiovascular permite operações muito mais longas e uma melhor recuperação dos pacientes.
Fonte: Wikipedia

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