Separando Células Doentes

Processo rápido e preciso separa células doentes com base em sua rigidez. Pesquisa se baseia nas propriedades mecânicas das células. Células de câncer são mais suaves, com o parasita da malária, mais rígidas

As propriedades mecânicas das células são um forte indicador de doença. As células cancerosas são geralmente suaves e macias. Quando o parasita da malária está dentro de um glóbulo vermelho do sangue, por exemplo, a célula é mais rígida do que o normal.
Pesquisadores do Georgia Institute of Technology desenvolveram uma nova tecnologia para classificar as células humanas de acordo com a sua rigidez, o que pode, em um futuro próximo, ajudar os médicos a realizarem diagnósticos mais mais rápidos e precisos.
A nova tecnologia está sendo testada em um dispositivo pequeno, cerca de 1 polegada de largura por 1,5 centímetros de comprimento. As células são injetadas dentro de um canal microfluídico de um lado do dispositivo. À medida que as células se movem através do canal, são forçadas sobre uma série de saliências. Se as células são muito flexíveis, elas irão comprimir facilmente ao longo dos sulcos e seguir o fluxo do fluido. Mas, se são mais rígidas, quando eles atingiram um cume, são separadas das células suaves. Estes sulcos separam um único fluxo de células em duas correntes, dependendo da rigidez, o que pode ser um indicador de doença.
"Há várias abordagens microfluídicas para realizar esta classificação das células. A principal dificuldade é a necessidade de buscar entre milhões de células uma centena de células doentes, afirma Alexander Alexeev, co-autor do estudo.
Ele afirma que a nova tecnologia pode classificar células à velocidades semelhantes a outros dispositivos de separação como, por exemplo, uma máquina de classificar células ativadas por fluorescência, que é um dispositivo utilizado nos laboratórios de investigação.
Para mostrar que seu dispositivo pode classificar células com base na rigidez, os pesquisadores fizeram algumas células artificialmente macias, em seguida, rotularam estas células com uma cor diferente, para que pudessem encontrá-las mais tarde. Depois de processar as células através do seu dispositivo, foi realizada um análise por cor. Os pesquisadores descobriram que as células artificialmente moles foram separados das demais. Em seguida, eles usaram microscopia de força atômica para sondar as propriedades mecânicas, certificando de que as células separadas no processo eram realmente diferentes.
Os pesquisadores testaram quatro linhas de celulares diferentes disponíveis no mercado. Eles afirmaram que as células brancas do sangue têm uma rigidez particular.
O próximo passo do estudo é testar o aparelho para separar células cancerosas, células infectadas com malária e células falciformes.
Fonte: Isaude.net

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